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O ABC Valley


Luiz Schimitd
Thiago Matsumoto

13/09/2019 | 07:31


O ABC Valley é um movimento que promove a região e que foi construído por muitas pessoas engajadas e com vontade de mudar a matriz econômica da região. Seu objetivo é criar, no Grande ABC, um ambiente para se falar sobre startups. Há cinco anos, não se falava sobre isso. Nós, do Itescs, começamos a atrair os agentes para falar de startups. O termo ‘ABC Valley’ foi escolhido pela própria comunidade e usado pela primeira vez em 2017 na primeira edição do Startup SP ABC, na qual cunhamos a referida expressão. Temos vários grupos de WhatsApp que ajudam a unir esses agentes e promover informações. Atualmente, o grupo conta com reitores de universidades, gestores, empreendedores, startups e entusiastas.

Na 8ª Carta de Conjuntura da USCS, demos uma entrevista na qual falamos sobre o ABC Valley. Dissemos que o ABC Valley não tem empresa na ‘cabeça’ do movimento, não tem dono, é da comunidade regional, tal qual o Silicon Valley (Vale do Silício), nos Estados Unidos. Este é, antes de tudo, um movimento, uma cultura regional. O ABC Valley deve ser de todos que estão no Grande ABC, ou de quem não está, mas que quer promover as atividades aqui no Grande ABC. Toda pessoa pode se tornar integrante do ABC Valley. Seu compromisso é promover a mudança da matriz econômica regional trazendo mais tecnologia e inovação para a região. Não se trata de acabar com o que já existia, mas acrescentar no Grande ABC a inovação tecnológica e o empreendedorismo e atrair novas empresas, novos empregos e novos mercados.

O Vale do Silício inspira muito o ABC Valley, pois é marcado pela aproximação geográfica e apartidarismo. Trata-se de um ambiente onde existem empresas de tecnologias, universidades e pessoas que movimentam o ecossistema. No ABC Valley, queremos a presença de startups, investidores, universidades – todos pensando em inovação e empreendedorismo. O Grande ABC sempre foi o maior polo tecnológico do Brasil, por causa das montadoras e do grande setor industrial na região. É preciso juntar a isso novas atividades, empresas e soluções.

No Vale do Silício, há também diversidade, transcultura. Se você andar por lá, verá norte-americanos, chineses, indianos e brasileiros, entre outras nacionalidades, conversando. Isso é que faz o Vale do Silício ser o que é. Gostaríamos que o ABC Valley tivesse essa diversidade. Isso faz um ecossistema forte.

Viajamos muito para falar de startups. Sempre dizemos que fazemos parte do ABC Valley. Isso ajuda muito no relacionamento entre os ecossistemas. Existem diversas comunidades de startups pelo Brasil que se relacionam e estão fazendo a diferença. Em 2018, estivemos, em Portugal, no ‘Web Summit’, maior evento de tecnologia do mundo. Juntamente com quase 20 pessoas do Grande ABC, levamos a bandeira da região, além de unir as pessoas do ecossistema e gerando um senso de pertencimento e engajamento.

A empresa ‘Filho Sem Fila’, associada ao Itescs, é exemplo de uma startup que começou no Grande ABC e agora está no Canadá, resolvendo um problema do cotidiano, que é a fila em escolas infantis. Só que esse era um problema não apenas do Grande ABC, mas também do mundo. A solução foi adaptada e já está em aplicação. Esta startup foi uma das primeiras a ajudar a fundar o ABC Valley. Outro exemplo é o da startup Receptiva, que serve tablets e ajuda a recepção de eventos. Ela apresenta também uma solução para um problema mundial. O empresário foi em uma missão para a Colômbia no ano passado. Já tem alguns clientes lá.

Uma terceira empresa, que está despontando bastante aqui e que está fazendo geolocalização, é a The Insights. Fazia algo diferente, que é uma solução muito bacana. Há várias soluções que são regionais, mas que resolvem problemas mundiais. O pensamento de inovação deve ser: pensar local, resolver local e enxergar o mundial. É o que a gente chama de escalar o negócio.

No momento, estamos visualizando mudanças no poder público da região, que está incentivando ações de inovação, tecnologia e cultura startup, o que já é um grande avanço. Há, porém, muito o que se fazer. Será necessário o apoio do poder publico, a união em prol do desenvolvimento da região como um todo, o engajamento do empresariado para buscar soluções das startups regionais e promover o avanço da cultura startup em todos os cantos, seja com hackathons particulares ou participando das atividades do ABC Valley. Essa é a batalha que estamos travando visando integrar as atividades.

* Presidente e vice-presidente do Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano) e integrantes do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). 



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O ABC Valley

Luiz Schimitd
Thiago Matsumoto

13/09/2019 | 07:31


O ABC Valley é um movimento que promove a região e que foi construído por muitas pessoas engajadas e com vontade de mudar a matriz econômica da região. Seu objetivo é criar, no Grande ABC, um ambiente para se falar sobre startups. Há cinco anos, não se falava sobre isso. Nós, do Itescs, começamos a atrair os agentes para falar de startups. O termo ‘ABC Valley’ foi escolhido pela própria comunidade e usado pela primeira vez em 2017 na primeira edição do Startup SP ABC, na qual cunhamos a referida expressão. Temos vários grupos de WhatsApp que ajudam a unir esses agentes e promover informações. Atualmente, o grupo conta com reitores de universidades, gestores, empreendedores, startups e entusiastas.

Na 8ª Carta de Conjuntura da USCS, demos uma entrevista na qual falamos sobre o ABC Valley. Dissemos que o ABC Valley não tem empresa na ‘cabeça’ do movimento, não tem dono, é da comunidade regional, tal qual o Silicon Valley (Vale do Silício), nos Estados Unidos. Este é, antes de tudo, um movimento, uma cultura regional. O ABC Valley deve ser de todos que estão no Grande ABC, ou de quem não está, mas que quer promover as atividades aqui no Grande ABC. Toda pessoa pode se tornar integrante do ABC Valley. Seu compromisso é promover a mudança da matriz econômica regional trazendo mais tecnologia e inovação para a região. Não se trata de acabar com o que já existia, mas acrescentar no Grande ABC a inovação tecnológica e o empreendedorismo e atrair novas empresas, novos empregos e novos mercados.

O Vale do Silício inspira muito o ABC Valley, pois é marcado pela aproximação geográfica e apartidarismo. Trata-se de um ambiente onde existem empresas de tecnologias, universidades e pessoas que movimentam o ecossistema. No ABC Valley, queremos a presença de startups, investidores, universidades – todos pensando em inovação e empreendedorismo. O Grande ABC sempre foi o maior polo tecnológico do Brasil, por causa das montadoras e do grande setor industrial na região. É preciso juntar a isso novas atividades, empresas e soluções.

No Vale do Silício, há também diversidade, transcultura. Se você andar por lá, verá norte-americanos, chineses, indianos e brasileiros, entre outras nacionalidades, conversando. Isso é que faz o Vale do Silício ser o que é. Gostaríamos que o ABC Valley tivesse essa diversidade. Isso faz um ecossistema forte.

Viajamos muito para falar de startups. Sempre dizemos que fazemos parte do ABC Valley. Isso ajuda muito no relacionamento entre os ecossistemas. Existem diversas comunidades de startups pelo Brasil que se relacionam e estão fazendo a diferença. Em 2018, estivemos, em Portugal, no ‘Web Summit’, maior evento de tecnologia do mundo. Juntamente com quase 20 pessoas do Grande ABC, levamos a bandeira da região, além de unir as pessoas do ecossistema e gerando um senso de pertencimento e engajamento.

A empresa ‘Filho Sem Fila’, associada ao Itescs, é exemplo de uma startup que começou no Grande ABC e agora está no Canadá, resolvendo um problema do cotidiano, que é a fila em escolas infantis. Só que esse era um problema não apenas do Grande ABC, mas também do mundo. A solução foi adaptada e já está em aplicação. Esta startup foi uma das primeiras a ajudar a fundar o ABC Valley. Outro exemplo é o da startup Receptiva, que serve tablets e ajuda a recepção de eventos. Ela apresenta também uma solução para um problema mundial. O empresário foi em uma missão para a Colômbia no ano passado. Já tem alguns clientes lá.

Uma terceira empresa, que está despontando bastante aqui e que está fazendo geolocalização, é a The Insights. Fazia algo diferente, que é uma solução muito bacana. Há várias soluções que são regionais, mas que resolvem problemas mundiais. O pensamento de inovação deve ser: pensar local, resolver local e enxergar o mundial. É o que a gente chama de escalar o negócio.

No momento, estamos visualizando mudanças no poder público da região, que está incentivando ações de inovação, tecnologia e cultura startup, o que já é um grande avanço. Há, porém, muito o que se fazer. Será necessário o apoio do poder publico, a união em prol do desenvolvimento da região como um todo, o engajamento do empresariado para buscar soluções das startups regionais e promover o avanço da cultura startup em todos os cantos, seja com hackathons particulares ou participando das atividades do ABC Valley. Essa é a batalha que estamos travando visando integrar as atividades.

* Presidente e vice-presidente do Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano) e integrantes do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). 

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