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Escritora andreense conta sua história em livro de estreia

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marici França compartilha sua experiências em obra independente que relata sua vida


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

22/07/2019 | 07:00


As lições que aprendemos ao longo da vida, entre porradas, carinhos, choros e momentos de felicidade, são o que nos fazem únicos. Algumas pessoas preferem deixar suas vivências mais reservadas, outros compartilham com os mais próximos. Mas há também quem queira que essas experiências sirvam de alerta, lição, para quem tiver interesse.

É o caso da escritora andreense Marici França, 67 anos, bancária aposentada que acaba de lançar seu primeiro livro, E no Voo da Fênix – O Ressurgir de Mim Mesma (104 páginas, R$ 20), obra independente em que relata sua vida.

A autora sempre teve contato com a literatura. Foi muito influenciada, desde pequena, pelo pai. A vontade de escrever surgiu aos 13 anos e se realizou agora. Mas o que ela nem imaginava é que essa linguagem artística um dia lhe serviria para que se sentisse, de fato, completa. “É como se eu tivesse conquistado a mais importante missão da minha vida”, diz, por ter escrito a obra.

Marici fez o livro sem editora, de forma independente e arcando com todos os custos do projeto – os pedidos podem ser feitos pelo e-mail maricifranca@hotmail.com. “Escrevi sozinha e com meus escritos debaixo do braço”, conta. Ela diz que procurou apoio mas ninguém se interessou. Até que encontrou a jornalista Valéria Campanholle Parra, que acreditou na ideia e resolveu ajudá-la, assim como a designer Adriana Bowden, que assina a capa da publicação.

Ao longo das páginas, o leitor se depara com diversos relatos da autora, como alcoolismo no casamento, assédio moral dentro de casa, medo, acidente, gravidez de risco, incêndio proposital em sua residência e diversas outras situações. Por várias vezes teve de se levantar e recomeçar o projeto pessoal. “Revisitar minha vida foi um processo muito doloroso. A cada frase, a cada acontecimento ali descrito, revivia tudo novamente com a mesma intensidade e, várias vezes, tinha que parar, pois as lágrimas me impediam de continuar. Mas como sempre fui uma pessoa que não desistia, enxugava o pranto e continuava”.

Mas engana-se quem pensa que E no Voo da Fênix é um livro de lamentações. Ao contrário. A sugestão da autora é mostrar que a vida não é fácil muitas vezes, mas que sempre há um caminho. “Com estes relatos, quero deixar sim, incentivo às pessoas que passam por tantas dificuldades e por vezes, perdidas e sozinhas, pensam em desistir”, explica.

Ela conta que, entre os momentos mais difíceis de relatar, sofreu ao recordar de grande amor. “Uma história muito intensa e bonita que, por circunstâncias da vida, ficou incompleta e inacabada”, relata. Agora, ao fazer balanço sobre esta trajetória, acredita que teve mais momentos tristes do que alegres, mais lágrimas do que sorrisos.
Mas o mais importante, além de sentir que agora pode continuar sua jornada em paz, Marici acredita que o livro pode servir de ajuda para outras pessoas. “Uma trajetória de muitas lutas, quedas, recomeços e, sobretudo, de muita fé”, encerra.



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Escritora andreense conta sua história em livro de estreia

Marici França compartilha sua experiências em obra independente que relata sua vida

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

22/07/2019 | 07:00


As lições que aprendemos ao longo da vida, entre porradas, carinhos, choros e momentos de felicidade, são o que nos fazem únicos. Algumas pessoas preferem deixar suas vivências mais reservadas, outros compartilham com os mais próximos. Mas há também quem queira que essas experiências sirvam de alerta, lição, para quem tiver interesse.

É o caso da escritora andreense Marici França, 67 anos, bancária aposentada que acaba de lançar seu primeiro livro, E no Voo da Fênix – O Ressurgir de Mim Mesma (104 páginas, R$ 20), obra independente em que relata sua vida.

A autora sempre teve contato com a literatura. Foi muito influenciada, desde pequena, pelo pai. A vontade de escrever surgiu aos 13 anos e se realizou agora. Mas o que ela nem imaginava é que essa linguagem artística um dia lhe serviria para que se sentisse, de fato, completa. “É como se eu tivesse conquistado a mais importante missão da minha vida”, diz, por ter escrito a obra.

Marici fez o livro sem editora, de forma independente e arcando com todos os custos do projeto – os pedidos podem ser feitos pelo e-mail maricifranca@hotmail.com. “Escrevi sozinha e com meus escritos debaixo do braço”, conta. Ela diz que procurou apoio mas ninguém se interessou. Até que encontrou a jornalista Valéria Campanholle Parra, que acreditou na ideia e resolveu ajudá-la, assim como a designer Adriana Bowden, que assina a capa da publicação.

Ao longo das páginas, o leitor se depara com diversos relatos da autora, como alcoolismo no casamento, assédio moral dentro de casa, medo, acidente, gravidez de risco, incêndio proposital em sua residência e diversas outras situações. Por várias vezes teve de se levantar e recomeçar o projeto pessoal. “Revisitar minha vida foi um processo muito doloroso. A cada frase, a cada acontecimento ali descrito, revivia tudo novamente com a mesma intensidade e, várias vezes, tinha que parar, pois as lágrimas me impediam de continuar. Mas como sempre fui uma pessoa que não desistia, enxugava o pranto e continuava”.

Mas engana-se quem pensa que E no Voo da Fênix é um livro de lamentações. Ao contrário. A sugestão da autora é mostrar que a vida não é fácil muitas vezes, mas que sempre há um caminho. “Com estes relatos, quero deixar sim, incentivo às pessoas que passam por tantas dificuldades e por vezes, perdidas e sozinhas, pensam em desistir”, explica.

Ela conta que, entre os momentos mais difíceis de relatar, sofreu ao recordar de grande amor. “Uma história muito intensa e bonita que, por circunstâncias da vida, ficou incompleta e inacabada”, relata. Agora, ao fazer balanço sobre esta trajetória, acredita que teve mais momentos tristes do que alegres, mais lágrimas do que sorrisos.
Mas o mais importante, além de sentir que agora pode continuar sua jornada em paz, Marici acredita que o livro pode servir de ajuda para outras pessoas. “Uma trajetória de muitas lutas, quedas, recomeços e, sobretudo, de muita fé”, encerra.

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