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Na região, ao menos 114,4 mil devem aderir à greve geral

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marcada para amanhã, paralisação propõe manifestação contra a reforma da Previdência


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

13/06/2019 | 07:20


As principais categorias de trabalhadores planejam paralisar as atividades amanhã contra a reforma da Previdência do governo federal. Na região, a greve deve mobilizar pelo menos 114,4 mil trabalhadores, de acordo com sindicatos.

A Linha 10 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não deve operar a partir da meia-noite de hoje, conforme o Sindicato dos Ferroviários de São Paulo. Cerca de 2.500 trabalhadores que atuam no trajeto votaram a favor da paralisação em assembleia realizada na sexta-feira.

Segundo o vice-presidente da entidade, Mauricio Alves de Matos, mesmo com liminar do TRT-2, que determinou a manutenção de 100% do efetivo dos funcionários, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão ao sindicato, a paralisação está mantida. “A assembleia é soberana. A decisão está proibindo a greve, que depende dos trabalhadores, então ela passa uma borracha na Constituição”, disse, ao destacar que a orientação aos passageiros, que foram comunicados da paralisação, é para permanecer em casa, porque a linha não terá operação.

O transporte rodoviário, que abrange cerca de 20 mil trabalhadores no Grande ABC, incluindo as modalidades de carga, frete, urbano e coletivo, também vai parar. “Nós vamos aderir à greve, apesar do pedido (de ter um contingente mínimo). Não temos como controlar isso porque a greve é geral e não do sindicato. Neste caso, o trabalhador nem vai para a empresa”, disse o vice-presidente do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do ABC), Leandro Mendes da Silva.

Ao mesmo tempo, o Setc ABC (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC) informou que está ingressando com ação judicial para “prevalecer o transporte coletivo a toda a população”.

Na região, as 450 agências bancárias, que empregam cerca de 7.000 funcionários, também não devem abrir as portas, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira. “O principal ponto é a reforma da Previdência, mas também tem a questão do desemprego em alta. A reforma trabalhista deveria gerar empregos, mas o que a gente vê é a informalidade crescendo. Só retrocesso.”

Categoria representativa na região, os metalúrgicos também vão aderir à greve, com aproximadamente 84 mil trabalhadores. Só na base do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), cerca de 60 mil operários devem cruzar os braços. Em São Caetano, 12 mil, mesmo número que em Santo André e Mauá. “Amanhã (hoje) estaremos na Estação Santo André panfletando para também conscientizar os trabalhadores sobre a greve. A própria população está mais consciente, então acreditamos que essa paralisação vai ser ainda maior do que a de 2017”, destacou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Sivaldo Pereira, o Espirro. À época, 222,7 mil cruzaram os braços na região.

O Diário questionou as seis montadoras localizadas na região sobre a possibilidade de paralisação de produção durante a sexta-feira. A Toyota afirmou que a planta de São Bernardo estará paralisada em todos os turnos por causa da greve. “A respeito do abono do dia, isso é algo que ainda está sendo definido pela administração da empresa”, destacou, em nota.

A Scania Latin America informou que foi comunicada pelo SMABC na terça-feira que vai aderir à greve geral. “A empresa está avaliando os desdobramentos dessa decisão e se haverá possíveis impactos na produção, em caso de paralisação. A Scania ressalta, ainda, que a decisão de aderir ao movimento cabe a cada colaborador”, assinalou.

Os cerca de 900 petroleiros que atuam na refinaria de Capuava, em Mauá, e no terminal de São Caetano, também devem aderir a greve, segundo o Sindipetro.
 



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Na região, ao menos 114,4 mil devem aderir à greve geral

Marcada para amanhã, paralisação propõe manifestação contra a reforma da Previdência

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

13/06/2019 | 07:20


As principais categorias de trabalhadores planejam paralisar as atividades amanhã contra a reforma da Previdência do governo federal. Na região, a greve deve mobilizar pelo menos 114,4 mil trabalhadores, de acordo com sindicatos.

A Linha 10 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não deve operar a partir da meia-noite de hoje, conforme o Sindicato dos Ferroviários de São Paulo. Cerca de 2.500 trabalhadores que atuam no trajeto votaram a favor da paralisação em assembleia realizada na sexta-feira.

Segundo o vice-presidente da entidade, Mauricio Alves de Matos, mesmo com liminar do TRT-2, que determinou a manutenção de 100% do efetivo dos funcionários, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão ao sindicato, a paralisação está mantida. “A assembleia é soberana. A decisão está proibindo a greve, que depende dos trabalhadores, então ela passa uma borracha na Constituição”, disse, ao destacar que a orientação aos passageiros, que foram comunicados da paralisação, é para permanecer em casa, porque a linha não terá operação.

O transporte rodoviário, que abrange cerca de 20 mil trabalhadores no Grande ABC, incluindo as modalidades de carga, frete, urbano e coletivo, também vai parar. “Nós vamos aderir à greve, apesar do pedido (de ter um contingente mínimo). Não temos como controlar isso porque a greve é geral e não do sindicato. Neste caso, o trabalhador nem vai para a empresa”, disse o vice-presidente do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do ABC), Leandro Mendes da Silva.

Ao mesmo tempo, o Setc ABC (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC) informou que está ingressando com ação judicial para “prevalecer o transporte coletivo a toda a população”.

Na região, as 450 agências bancárias, que empregam cerca de 7.000 funcionários, também não devem abrir as portas, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira. “O principal ponto é a reforma da Previdência, mas também tem a questão do desemprego em alta. A reforma trabalhista deveria gerar empregos, mas o que a gente vê é a informalidade crescendo. Só retrocesso.”

Categoria representativa na região, os metalúrgicos também vão aderir à greve, com aproximadamente 84 mil trabalhadores. Só na base do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), cerca de 60 mil operários devem cruzar os braços. Em São Caetano, 12 mil, mesmo número que em Santo André e Mauá. “Amanhã (hoje) estaremos na Estação Santo André panfletando para também conscientizar os trabalhadores sobre a greve. A própria população está mais consciente, então acreditamos que essa paralisação vai ser ainda maior do que a de 2017”, destacou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Sivaldo Pereira, o Espirro. À época, 222,7 mil cruzaram os braços na região.

O Diário questionou as seis montadoras localizadas na região sobre a possibilidade de paralisação de produção durante a sexta-feira. A Toyota afirmou que a planta de São Bernardo estará paralisada em todos os turnos por causa da greve. “A respeito do abono do dia, isso é algo que ainda está sendo definido pela administração da empresa”, destacou, em nota.

A Scania Latin America informou que foi comunicada pelo SMABC na terça-feira que vai aderir à greve geral. “A empresa está avaliando os desdobramentos dessa decisão e se haverá possíveis impactos na produção, em caso de paralisação. A Scania ressalta, ainda, que a decisão de aderir ao movimento cabe a cada colaborador”, assinalou.

Os cerca de 900 petroleiros que atuam na refinaria de Capuava, em Mauá, e no terminal de São Caetano, também devem aderir a greve, segundo o Sindipetro.
 

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