Fechar
Publicidade

Sábado, 24 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

Não acredito na ‘Momo’, mas ela existe


Do Diário do Grande ABC

15/04/2019 | 12:34


Artigo

Nas últimas semanas pais e professores ficaram intrigados com a aparição de uma mulher assustadora, que surgia em vídeos infantis de slime ou até mesmo interrompendo as aventuras de famosa porquinha, para ensinar crianças a cometerem atos de mutilação contra si mesmas. Ao mesmo tempo, surgiam informações de que isso era apenas boato, mais uma lenda da internet, deixando todos confusos com o caso. A mulher assustadora é na verdade a ‘Momo’, personagem concebida a partir de escultura chamada Mother Bird, criada em 2016 pelo artista Keisuke Aiso e que ficou em exposição no Japão. Sua primeira aparição se deu em 2018 pela divulgação de número misterioso de celular, permitindo que qualquer pessoa entrasse em contato para receber instruções de desafios perigosos. Há casos de suicídios de crianças ao redor do mundo, inclusive no Brasil, em que foram levantadas suspeitas sobre a relação dos desafios com as mortes.

O problema é que, agora, as mórbidas instruções estariam chegando no YouTube, mas a empresa afirma que não houve comprovação de que esses vídeos estivessem circulando em sua plataforma e, se surgissem, seriam rapidamente retirados pelo seu controle de conteúdo. Mas o pânico já havia se espalhado pela internet, especialmente em grupos de WhatsApp em que pais e professores compartilhavam vídeos em que a tal ‘Momo’ aparecia e foi justamente esse ato não intencional que acabou a espalhando pela internet.

A internet agrega vasto conteúdo impróprio para crianças e não é necessário ir muito fundo na rede. Há discussão no momento sobre perigos da deep web, após a tragédia de Suzano, mas pouco se fala no uso intenso e indiscriminado de celulares por crianças, colocando-as em condições de risco, seja pelo conteúdo impróprio como também pela interferência na saúde, causando problemas como transtorno de sono, depressão, isolamento social e, em último caso, tentativas de suicídio, como apontam estudos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Esses são apenas alguns dos malefícios que tecnologia pode causar, se usada de forma inadequada. Estamos culpando a ‘Momo’, quando, na verdade, acesso ao ambiente virtual já começa errado, com crianças que não deveriam ter perfis em redes sociais nem poderiam passar mais do que duas horas em contato com a tela. É preciso investir urgentemente em educação digital, incluindo crianças, pais e professores. Personagens como a ‘Momo’ sempre vão existir, seja no nosso imaginário ou em algum lugar escondido na internet, mas devemos estar preparados para situações como estas, revendo a forma como utilizamos a tecnologia em nossas vidas. Viver menos conectado é nosso grande desafio.

Roberto Henrique é analista de segurança da informação na ABCTec e professor na Fapen/Fainan/SBTEC.

Palavra do leitor

Peça a saída
Às vezes somos brindados com cartas absurdas nesta Palavra do Leitor, como a de leitor que defende Bolsonaro (Viúvos de Lula, dia 9). Cem dias são, sim, mais do que suficientes para se mostrar alguma coisa. Ministros de primeira linha? Quem? Moro, que liberou policial para matar, quer armar todo mundo e fazer carnificina no País? Bebiano, mentiroso, mas que foi desmentido pelo filho do ‘Bozo’? Vélez, que não fazia ideia do cargo que ocupava? Guedes, que quer pôr todo mundo no mesmo balaio na reforma da Previdência? O eleitor do ‘Bozo’ é o mesmo que votou em Collor, Maluf e Aécio, e todos sabemos onde isso vai dar. Esse tipo de eleitor deveria ser proibido de ir novamente às urnas. Olha o tamanho da encrenca que nos meteram! Presidente sem cérebro, desequilibrado. Contribua, sim, amigo, para melhora do Brasil. Pode começar admitindo que votou, sim, em Bolsonaro e que está arrependido. Também vá às ruas para pedir a sua saída.
Felipe Luis Simão
Ribeirão Pires

Cada vez pior
Pelo que vejo, as coisas estão ficando cada vez piores no bairro Campestre, em Santo André, visto os roubos que acontecem no entorno e bem perto um do outro. Estamos desguarnecidos em todos os sentidos e não vejo nenhuma atuação por parte das autoridades competentes. Sei que a ordem pública é exclusividade e competência da Polícia Militar, mas não vemos patrulhamento ostensivo. Para o secretário nacional de Segurança Pública, a ideia é ficar bem perto da comunidade e observar a realidade local. E onde está o grande projeto da Polícia Comunitária, que tanto foi falado? Deu certo no começo, mas não se efetivou. Onde está o pacotão de segurança que a Prefeitura firmou com o governo federal? Precisamos de ações mais enérgicas em relação à segurança do cidadão de bem, que paga seus impostos e exige segurança para o ir e vir tranquilo, o que não está acontecendo no momento. Aguardamos manifestação de nossos gestores. Estamos presos em nossas casas e quando saímos ficamos à mercê de marginais, que, ao que me parece, estão cada vez mais ousados, sem se preocupar em serem presos.
Cláudio Luiz da Silva
Santo André

No tapetão
O São Caetano foi rebaixado no Campeonato Paulista devido à incompetência da diretoria, que não soube contratar; do treinador, que não escalou de forma correta nem deu padrão de jogo ao time; e dos jogadores, que são ruins mesmo. Agora, pelo menos teve um pouco de bom-senso de não levar adiante a ideia de querer permanecer na elite no tapetão (Esportes, dia 10). Alegava falhas no regulamento. Se eu fosse da Federação Paulista alegaria falhas no comando da equipe. Na minha opinião, a vaga deixada pelo Red Bull, que comprou o Bragantino, deve ser do terceiro colocado na Série A-2. É muito mais merecedor. Ao São Caetano, que não nos faça passar mais vergonha, aprenda a lição e, ano que vem, volte pela porta da frente.
Thiago dos Santos
São Caetano

Comédia
Sérgio Moro e Paulo Guedes se reuniram semana passada com Zezé Di Camargo, o ex-jogador Kaká, as apresentadoras Luciana Gimenez e Ana Hickmann, a atriz Regina Duarte, entre outros famosos, para discutir sobre a reforma da Previdência e o pacote anticrime proposto pelo juizinho de Curitiba. Como que a gente pode levar este governo a sério com esse tipo de atitude? O que esse pessoal pode acrescentar? Que conteúdo teria essa gente? O que Luciana Gimenez teria para falar de relevante? Só se a intenção é fazer da gestão de Bolsonaro grande comédia pastelão – o que está bem próximo – e esses seriam os atores, inclusive com trilha sonora própria (Zezé). Por essas e outras é que Bolsonaro tem, em 100 dias, a pior avaliação entre presidentes em primeiro mandato e é o mais rejeitado pelo povo. Onde vamos parar? Socorro!
Antônio Carlos Brummer
Mauá

Boa notícia
Com tantas coisas negativas, injustiças e corrupção na política do País, pelo menos temos uma boa notícia: da Prefeitura de Santo André, que ficou entre as dez melhores do Brasil na distribuição da merenda nas escolas. Que esse gesto sirva de exemplo para os prefeitos do Grande ABC e aos demais gestores dos municípios da Nação. Parabéns, pois, ao prefeito Paulo Serra e à sua equipe de trabalho, porque, com refeições balanceadas e de qualidade, estaremos formando jovens mais sadios e dispostos em alcançar seus objetivos e a ter futuro promissor em suas vidas.
Sérgio Antonio Ambrósio
Mauá

Duas tribos
Ficou patente na sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados a trágica divisão do Brasil, em duas tribos. De um lado o governo, que não parece muito convicto de sua própria proposta, e despreza o risco real de ter a necessária reforma da Previdência rejeitada pelos deputados. Do outro lado o vergonhoso comportamento da esquerda ortodoxa, unida para apenas obstruir a leitura do parecer do relator do projeto, com desprezo ao mínimo reconhecimento de seu papel minoritário na comissão, e, ao contrário, apresentar recursos e discursos de toda ordem, sem aceitar a derrota de seu papel no mais democrático uso do voto. Torço pelo sucesso do Brasil, mas não acredito que ele chegue na teimosia dos grupos políticos intransigentes, na solicitação de liberdade para Lula, ou no desejo de oficializar a mentira de que não houve ditadura no Brasil. Um pouco de coerência e de tolerância não faz mal a nenhuma instituição.
Ruben J. Moreira
São Caetano 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Não acredito na ‘Momo’, mas ela existe

Do Diário do Grande ABC

15/04/2019 | 12:34


Artigo

Nas últimas semanas pais e professores ficaram intrigados com a aparição de uma mulher assustadora, que surgia em vídeos infantis de slime ou até mesmo interrompendo as aventuras de famosa porquinha, para ensinar crianças a cometerem atos de mutilação contra si mesmas. Ao mesmo tempo, surgiam informações de que isso era apenas boato, mais uma lenda da internet, deixando todos confusos com o caso. A mulher assustadora é na verdade a ‘Momo’, personagem concebida a partir de escultura chamada Mother Bird, criada em 2016 pelo artista Keisuke Aiso e que ficou em exposição no Japão. Sua primeira aparição se deu em 2018 pela divulgação de número misterioso de celular, permitindo que qualquer pessoa entrasse em contato para receber instruções de desafios perigosos. Há casos de suicídios de crianças ao redor do mundo, inclusive no Brasil, em que foram levantadas suspeitas sobre a relação dos desafios com as mortes.

O problema é que, agora, as mórbidas instruções estariam chegando no YouTube, mas a empresa afirma que não houve comprovação de que esses vídeos estivessem circulando em sua plataforma e, se surgissem, seriam rapidamente retirados pelo seu controle de conteúdo. Mas o pânico já havia se espalhado pela internet, especialmente em grupos de WhatsApp em que pais e professores compartilhavam vídeos em que a tal ‘Momo’ aparecia e foi justamente esse ato não intencional que acabou a espalhando pela internet.

A internet agrega vasto conteúdo impróprio para crianças e não é necessário ir muito fundo na rede. Há discussão no momento sobre perigos da deep web, após a tragédia de Suzano, mas pouco se fala no uso intenso e indiscriminado de celulares por crianças, colocando-as em condições de risco, seja pelo conteúdo impróprio como também pela interferência na saúde, causando problemas como transtorno de sono, depressão, isolamento social e, em último caso, tentativas de suicídio, como apontam estudos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Esses são apenas alguns dos malefícios que tecnologia pode causar, se usada de forma inadequada. Estamos culpando a ‘Momo’, quando, na verdade, acesso ao ambiente virtual já começa errado, com crianças que não deveriam ter perfis em redes sociais nem poderiam passar mais do que duas horas em contato com a tela. É preciso investir urgentemente em educação digital, incluindo crianças, pais e professores. Personagens como a ‘Momo’ sempre vão existir, seja no nosso imaginário ou em algum lugar escondido na internet, mas devemos estar preparados para situações como estas, revendo a forma como utilizamos a tecnologia em nossas vidas. Viver menos conectado é nosso grande desafio.

Roberto Henrique é analista de segurança da informação na ABCTec e professor na Fapen/Fainan/SBTEC.

Palavra do leitor

Peça a saída
Às vezes somos brindados com cartas absurdas nesta Palavra do Leitor, como a de leitor que defende Bolsonaro (Viúvos de Lula, dia 9). Cem dias são, sim, mais do que suficientes para se mostrar alguma coisa. Ministros de primeira linha? Quem? Moro, que liberou policial para matar, quer armar todo mundo e fazer carnificina no País? Bebiano, mentiroso, mas que foi desmentido pelo filho do ‘Bozo’? Vélez, que não fazia ideia do cargo que ocupava? Guedes, que quer pôr todo mundo no mesmo balaio na reforma da Previdência? O eleitor do ‘Bozo’ é o mesmo que votou em Collor, Maluf e Aécio, e todos sabemos onde isso vai dar. Esse tipo de eleitor deveria ser proibido de ir novamente às urnas. Olha o tamanho da encrenca que nos meteram! Presidente sem cérebro, desequilibrado. Contribua, sim, amigo, para melhora do Brasil. Pode começar admitindo que votou, sim, em Bolsonaro e que está arrependido. Também vá às ruas para pedir a sua saída.
Felipe Luis Simão
Ribeirão Pires

Cada vez pior
Pelo que vejo, as coisas estão ficando cada vez piores no bairro Campestre, em Santo André, visto os roubos que acontecem no entorno e bem perto um do outro. Estamos desguarnecidos em todos os sentidos e não vejo nenhuma atuação por parte das autoridades competentes. Sei que a ordem pública é exclusividade e competência da Polícia Militar, mas não vemos patrulhamento ostensivo. Para o secretário nacional de Segurança Pública, a ideia é ficar bem perto da comunidade e observar a realidade local. E onde está o grande projeto da Polícia Comunitária, que tanto foi falado? Deu certo no começo, mas não se efetivou. Onde está o pacotão de segurança que a Prefeitura firmou com o governo federal? Precisamos de ações mais enérgicas em relação à segurança do cidadão de bem, que paga seus impostos e exige segurança para o ir e vir tranquilo, o que não está acontecendo no momento. Aguardamos manifestação de nossos gestores. Estamos presos em nossas casas e quando saímos ficamos à mercê de marginais, que, ao que me parece, estão cada vez mais ousados, sem se preocupar em serem presos.
Cláudio Luiz da Silva
Santo André

No tapetão
O São Caetano foi rebaixado no Campeonato Paulista devido à incompetência da diretoria, que não soube contratar; do treinador, que não escalou de forma correta nem deu padrão de jogo ao time; e dos jogadores, que são ruins mesmo. Agora, pelo menos teve um pouco de bom-senso de não levar adiante a ideia de querer permanecer na elite no tapetão (Esportes, dia 10). Alegava falhas no regulamento. Se eu fosse da Federação Paulista alegaria falhas no comando da equipe. Na minha opinião, a vaga deixada pelo Red Bull, que comprou o Bragantino, deve ser do terceiro colocado na Série A-2. É muito mais merecedor. Ao São Caetano, que não nos faça passar mais vergonha, aprenda a lição e, ano que vem, volte pela porta da frente.
Thiago dos Santos
São Caetano

Comédia
Sérgio Moro e Paulo Guedes se reuniram semana passada com Zezé Di Camargo, o ex-jogador Kaká, as apresentadoras Luciana Gimenez e Ana Hickmann, a atriz Regina Duarte, entre outros famosos, para discutir sobre a reforma da Previdência e o pacote anticrime proposto pelo juizinho de Curitiba. Como que a gente pode levar este governo a sério com esse tipo de atitude? O que esse pessoal pode acrescentar? Que conteúdo teria essa gente? O que Luciana Gimenez teria para falar de relevante? Só se a intenção é fazer da gestão de Bolsonaro grande comédia pastelão – o que está bem próximo – e esses seriam os atores, inclusive com trilha sonora própria (Zezé). Por essas e outras é que Bolsonaro tem, em 100 dias, a pior avaliação entre presidentes em primeiro mandato e é o mais rejeitado pelo povo. Onde vamos parar? Socorro!
Antônio Carlos Brummer
Mauá

Boa notícia
Com tantas coisas negativas, injustiças e corrupção na política do País, pelo menos temos uma boa notícia: da Prefeitura de Santo André, que ficou entre as dez melhores do Brasil na distribuição da merenda nas escolas. Que esse gesto sirva de exemplo para os prefeitos do Grande ABC e aos demais gestores dos municípios da Nação. Parabéns, pois, ao prefeito Paulo Serra e à sua equipe de trabalho, porque, com refeições balanceadas e de qualidade, estaremos formando jovens mais sadios e dispostos em alcançar seus objetivos e a ter futuro promissor em suas vidas.
Sérgio Antonio Ambrósio
Mauá

Duas tribos
Ficou patente na sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados a trágica divisão do Brasil, em duas tribos. De um lado o governo, que não parece muito convicto de sua própria proposta, e despreza o risco real de ter a necessária reforma da Previdência rejeitada pelos deputados. Do outro lado o vergonhoso comportamento da esquerda ortodoxa, unida para apenas obstruir a leitura do parecer do relator do projeto, com desprezo ao mínimo reconhecimento de seu papel minoritário na comissão, e, ao contrário, apresentar recursos e discursos de toda ordem, sem aceitar a derrota de seu papel no mais democrático uso do voto. Torço pelo sucesso do Brasil, mas não acredito que ele chegue na teimosia dos grupos políticos intransigentes, na solicitação de liberdade para Lula, ou no desejo de oficializar a mentira de que não houve ditadura no Brasil. Um pouco de coerência e de tolerância não faz mal a nenhuma instituição.
Ruben J. Moreira
São Caetano 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;