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Faca e queijo ficaram na mão de Alaíde


Raphael Rocha

16/02/2019 | 00:35


A decisão na noite de quinta-feira do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de soltar o prefeito afastado de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), fez eclodir volume de críticas à atuação da prefeita em exercício Alaíde Damo (MDB). Isso porque, desde que sentou na cadeira, em 27 de dezembro, ela adotou postura de se distanciar dos vereadores, empregando ritmo de trabalho espelhado no presidente Jair Bolsonaro (PSL) – a quem teceu diversos elogios quando tomou posse. A resposta veio do outro lado, com críticas endereçadas a ela e a tramitação dos processos de impeachment em ritmo considerado normal. Há quem acredite que, se Alaíde se aproximasse da casa, ao menos um dos processos poderia ter celeridade e, caso Atila fosse solto, a situação dele já estaria complicada. A emedebista até buscou conversar com os parlamentares, chamou todos para uma reunião na quarta-feira, prometeu diálogo. Mas pode ter sido tarde demais.

Possibilidades
Na conversa com os vereadores, a prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), foi taxativa: não queria ouvir nenhuma proposta envolvendo dinheiro. Admitiu, entretanto, que poderia abrir a administração para indicação de parlamentares, desde que fossem cumpridos requisitos técnicos para ocupação de funções comissionadas. Além disso, convidou o vereador Chico do Judô (Patriota) para ser líder do governo na Câmara. Chico – que não teve seu nome envolvido na Operação Trato Feito, que levou Atila Jacomussi (PSB) à cadeia – pediu tempo para pensar na proposta.

Discussão
Voltaram as especulações em torno da ida do vereador Almir Cicote (Avante), de Santo André, para o governo do prefeito Paulo Serra (PSDB). Havia acordo prévio de que Cicote seria superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), mas a transferência não se confirmou. Depois que Cicote teve alta – passou por cateterismo na semana passada –, as conversas foram retomadas. O martelo, entretanto, não foi batido ainda.

Lista
Esta coluna teve acesso a uma lista de mais parentes do clã Damo que estão em cargos de menor destaque dentro da administração interina de Alaíde Damo (MDB) em Mauá. Patrícia Bertucci Cavreti (sobrinha do superintendente da Sama – Saneamento Básico do Município de Mauá –, Toninho Bertucci, que, por sua vez, é cunhado de Alaíde) é assessora de gabinete; Vera Lúcia Bertucci Guedes (irmã de Bertucci) está como gerente; Francisco Braz de Souza Guedes (cunhado de Bertucci), diretor de departamento. Jadir Natalini (motorista da ex-deputada estadual Vanessa Damo, filha de Alaíde) está na Prefeitura; Joane Natalini (filha de Jadir) foi admitida na Sama. A estratégia foi adotada também por Roberta Michelin (namorada de Marco Damo, neto de Alaíde), que está no Paço; Carla Michelin (irmã de Carla), que figura na Sama.

Pets
Para celebrar a criação da coordenadoria de proteção animal, o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), divulgou foto com suas duas cachorrinhas, a Sofie e a Marie. O departamento será aberto com a minirreforma administrativa que o tucano vai promover e que deve chegar à Câmara até o fim do mês. 



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