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Política e (necessária) experiência


Silva Cristina da Silva Okabayashi*

16/02/2019 | 07:16


Estamos observando, frequentemente, uma sucessão de políticos eleitos que parecem não ter formação acadêmica necessária e adequada para o cargo ao qual foram eleitos. Tampouco têm experiência profissional qualificada esperada. Temos a sensação de que, cada vez mais, são eleitas pessoas mais despreparadas, com falta de qualificações e notório conhecimento.

Se não observamos na grande parte dos eleitos tal formação, extremamente necessária para o bom desempenho da função, também não é o que notamos nos seus indicados, que, por vezes, são familiares, amigos e conhecidos alçados a cargos comissionados. Esses cargos, em grande parte, são ocupados por pessoas também desqualificadas e despreparadas.

Não é legítimo pensar que a ocupação de cargos públicos deveria exigir sólida formação acadêmica, além de abrangente experiência profissional? Por que, por vezes, acabamos elegendo pessoas despreparadas para importantes cargos públicos?

Sem nos darmos conta, acabamos cambiando (trocando) nosso voto por algum tipo de favorecimento direto ou indireto. É comum ouvir pessoas dizendo que votaram no candidato ‘A’ ou ‘B’ porque lhe prometeu um emprego no setor público ou porque a sobrinha precisa que eu vote no candidato ‘X’ para que ela possa assumir um posto de trabalho em um governo. Não é verdade?!

Há que se destacar a real necessidade de elegermos pessoas com notória qualificação para assumir cargos públicos. Prestar serviços de interesse coletivo é tão ou mais importante que o atendimento de um médico. Se esse atendimento não for realizado com conduta adequada, o resultado pode ser a piora na saúde, tanto pessoal como da sociedade.

A sociedade brasileira parece carecer de serviços públicos de saúde, educação, segurança, entre tantos outros, de qualidade. E como obter essa melhoria? Como alcançar eficácia, eficiência e efetividade nos serviços públicos semelhantes ao que vemos em muitos setores da iniciativa privada de excelência?

Isso só será possível se tivermos uma real valorização da formação do cidadão. Somente dessa forma, com educação, teremos condições de perceber a necessidade de eleger pessoas qualificadas e responsáveis que nos representem e que tenham condições plenas de formular políticas públicas que prezem pelo crescimento e desenvolvimento de uma Nação. 


* Coordenadora do curso de ciências econômicas da Universidade Metodista de São Paulo
 



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Política e (necessária) experiência

Silva Cristina da Silva Okabayashi*

16/02/2019 | 07:16


Estamos observando, frequentemente, uma sucessão de políticos eleitos que parecem não ter formação acadêmica necessária e adequada para o cargo ao qual foram eleitos. Tampouco têm experiência profissional qualificada esperada. Temos a sensação de que, cada vez mais, são eleitas pessoas mais despreparadas, com falta de qualificações e notório conhecimento.

Se não observamos na grande parte dos eleitos tal formação, extremamente necessária para o bom desempenho da função, também não é o que notamos nos seus indicados, que, por vezes, são familiares, amigos e conhecidos alçados a cargos comissionados. Esses cargos, em grande parte, são ocupados por pessoas também desqualificadas e despreparadas.

Não é legítimo pensar que a ocupação de cargos públicos deveria exigir sólida formação acadêmica, além de abrangente experiência profissional? Por que, por vezes, acabamos elegendo pessoas despreparadas para importantes cargos públicos?

Sem nos darmos conta, acabamos cambiando (trocando) nosso voto por algum tipo de favorecimento direto ou indireto. É comum ouvir pessoas dizendo que votaram no candidato ‘A’ ou ‘B’ porque lhe prometeu um emprego no setor público ou porque a sobrinha precisa que eu vote no candidato ‘X’ para que ela possa assumir um posto de trabalho em um governo. Não é verdade?!

Há que se destacar a real necessidade de elegermos pessoas com notória qualificação para assumir cargos públicos. Prestar serviços de interesse coletivo é tão ou mais importante que o atendimento de um médico. Se esse atendimento não for realizado com conduta adequada, o resultado pode ser a piora na saúde, tanto pessoal como da sociedade.

A sociedade brasileira parece carecer de serviços públicos de saúde, educação, segurança, entre tantos outros, de qualidade. E como obter essa melhoria? Como alcançar eficácia, eficiência e efetividade nos serviços públicos semelhantes ao que vemos em muitos setores da iniciativa privada de excelência?

Isso só será possível se tivermos uma real valorização da formação do cidadão. Somente dessa forma, com educação, teremos condições de perceber a necessidade de eleger pessoas qualificadas e responsáveis que nos representem e que tenham condições plenas de formular políticas públicas que prezem pelo crescimento e desenvolvimento de uma Nação. 


* Coordenadora do curso de ciências econômicas da Universidade Metodista de São Paulo
 

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