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Pelo terceiro ano seguido, região não terá desfile de Carnaval

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Decisão, segundo prefeituras, faz parte de contenção de gastos; blocos são alternativa


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

10/01/2019 | 07:00


 Pelo terceiro ano consecutivo, municípios do Grande ABC não terão desfiles de escolas de samba durante o Carnaval. Assim como tem ocorrido desde 2017, prefeituras da região mais uma vez confirmaram o cancelamento do evento devido à necessidade de contenção de gastos para a manutenção dos investimentos em áreas consideradas prioritárias, como Saúde e Educação.

Sob a justificativa do alto custo empenhado para a realização da festa, prefeituras prometem manter neste ano programação carnavalesca “enxuta” com pequenos blocos organizados por próprios moradores e eventos promovidos por escolas de samba, sem aporte financeiro das administrações.

“É importante frisar que a programação de Carnaval continua, porém, sem desfile de escolas de samba, que chegam a consumir R$ 2 milhões da Prefeitura, verba que nestes anos nós, de Santo André, por exemplo, utilizamos para pagar dívidas e comprar medicamentos”, afirma o prefeito Paulo Serra (PSDB) ao citar o custo empenhado pelo município no último desfile, em 2016.

A mesma situação ocorrerá em São Bernardo, que teve sua última festa há dois anos. Desde então, a Prefeitura tem utilizado a verba da subvenção às agremiações para custear projetos de áreas prioritárias. A administração não detalhou os investimentos.

Com o resgate de marchinhas, os blocos de rua novamente serão alternativa para quem deseja passar o feriado de Carnaval, no dia 5 de março, na região. A expectativa é a de que eventos ocorram na Vila de Paranapiacaba, em Santo André, além de São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá é Ribeirão Pires.

De acordo com a presidente das Ligas do Grande ABC e diretora da Fenasamba (Federação Nacional das Escolas de Samba), Meire Terezinha da Silva, na próxima semana, diretores de agremiações da região devem se reunir para definir possíveis eventos nos próprios barracões.

Segundo ela, a medida visa manter a antiga tradição ainda viva na região. “Não ter desfile é um desrespeito à cultura popular”, desabafa. “É uma perda muito grande para as pessoas que gostam do Carnaval. Quando se realiza o evento, gera renda para as comunidades. O comércio ganha, hotéis ficam cheios, a cidade fica feliz e bonita. O dinheiro aplicado rende e é devolvido com lucro dobrado.”

Embora a Liga tenha tentado negociar com as sete cidades, inclusive via Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, a realização dos desfile, a representante das escolas afirma que a retomada do evento deve ocorrer apenas em 2020. A intenção é contar com a parceria da iniciativa privada para custear a festa, enquanto a Prefeitura auxilia com agentes do trânsito e Saúde. O projeto, inclusive, tem tido boa aceitação por parte das administrações municipais.

 

Liga cita perda de empregos em comunidades sem evento carnavalesco

Presidente das Ligas do Grande ABC e diretora da Fenasamba (Federação Nacional das Escolas de Samba), Meire Terezinha da Silva, cita prejuízos à economia local devido ao cancelamento de desfiles de escolas de samba na região. “O Carnaval gera renda para as comunidades, com o trabalho das costureiras, soldadores, bordadeiras, estilistas. Os barracões ficavam cheios de funcionários”, explica.

Na agremiação Vila Alice, em Santo André, o diretor da escola, Alan Borges, 30 anos, estima perda de pelo menos 150 empregos com a ausência da festa. “São vagas ocupadas por pessoas carentes da própria comunidade”, cita.

Sem desfiles desde 2016, ele conta que o barracão tem sido utilizado como estacionamento para custear despesas e projetos sociais. “Mantemos aqui um projeto social para 300 crianças carentes.”

A costureira Arlete Moraes, 46, é outra que diz sofrer com o cancelamento da festa. “Era uma época que conseguia fazer renda extra com o trabalho das escolas.”



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Pelo terceiro ano seguido, região não terá desfile de Carnaval

Decisão, segundo prefeituras, faz parte de contenção de gastos; blocos são alternativa

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

10/01/2019 | 07:00


 Pelo terceiro ano consecutivo, municípios do Grande ABC não terão desfiles de escolas de samba durante o Carnaval. Assim como tem ocorrido desde 2017, prefeituras da região mais uma vez confirmaram o cancelamento do evento devido à necessidade de contenção de gastos para a manutenção dos investimentos em áreas consideradas prioritárias, como Saúde e Educação.

Sob a justificativa do alto custo empenhado para a realização da festa, prefeituras prometem manter neste ano programação carnavalesca “enxuta” com pequenos blocos organizados por próprios moradores e eventos promovidos por escolas de samba, sem aporte financeiro das administrações.

“É importante frisar que a programação de Carnaval continua, porém, sem desfile de escolas de samba, que chegam a consumir R$ 2 milhões da Prefeitura, verba que nestes anos nós, de Santo André, por exemplo, utilizamos para pagar dívidas e comprar medicamentos”, afirma o prefeito Paulo Serra (PSDB) ao citar o custo empenhado pelo município no último desfile, em 2016.

A mesma situação ocorrerá em São Bernardo, que teve sua última festa há dois anos. Desde então, a Prefeitura tem utilizado a verba da subvenção às agremiações para custear projetos de áreas prioritárias. A administração não detalhou os investimentos.

Com o resgate de marchinhas, os blocos de rua novamente serão alternativa para quem deseja passar o feriado de Carnaval, no dia 5 de março, na região. A expectativa é a de que eventos ocorram na Vila de Paranapiacaba, em Santo André, além de São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá é Ribeirão Pires.

De acordo com a presidente das Ligas do Grande ABC e diretora da Fenasamba (Federação Nacional das Escolas de Samba), Meire Terezinha da Silva, na próxima semana, diretores de agremiações da região devem se reunir para definir possíveis eventos nos próprios barracões.

Segundo ela, a medida visa manter a antiga tradição ainda viva na região. “Não ter desfile é um desrespeito à cultura popular”, desabafa. “É uma perda muito grande para as pessoas que gostam do Carnaval. Quando se realiza o evento, gera renda para as comunidades. O comércio ganha, hotéis ficam cheios, a cidade fica feliz e bonita. O dinheiro aplicado rende e é devolvido com lucro dobrado.”

Embora a Liga tenha tentado negociar com as sete cidades, inclusive via Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, a realização dos desfile, a representante das escolas afirma que a retomada do evento deve ocorrer apenas em 2020. A intenção é contar com a parceria da iniciativa privada para custear a festa, enquanto a Prefeitura auxilia com agentes do trânsito e Saúde. O projeto, inclusive, tem tido boa aceitação por parte das administrações municipais.

 

Liga cita perda de empregos em comunidades sem evento carnavalesco

Presidente das Ligas do Grande ABC e diretora da Fenasamba (Federação Nacional das Escolas de Samba), Meire Terezinha da Silva, cita prejuízos à economia local devido ao cancelamento de desfiles de escolas de samba na região. “O Carnaval gera renda para as comunidades, com o trabalho das costureiras, soldadores, bordadeiras, estilistas. Os barracões ficavam cheios de funcionários”, explica.

Na agremiação Vila Alice, em Santo André, o diretor da escola, Alan Borges, 30 anos, estima perda de pelo menos 150 empregos com a ausência da festa. “São vagas ocupadas por pessoas carentes da própria comunidade”, cita.

Sem desfiles desde 2016, ele conta que o barracão tem sido utilizado como estacionamento para custear despesas e projetos sociais. “Mantemos aqui um projeto social para 300 crianças carentes.”

A costureira Arlete Moraes, 46, é outra que diz sofrer com o cancelamento da festa. “Era uma época que conseguia fazer renda extra com o trabalho das escolas.”

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