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Economia

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Exportações seguram alta na produção de veículos

Marcelo Camargo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em 2018, fabricação aumentou 6,7%, frente a perspectiva de 11,1%, devido à crise na Argentina


Soraia Abreu Pedrozo
Yara Ferraz

09/01/2019 | 07:00


Depois de ocuparem o papel de protagonistas no impulso dado pela indústria automotiva em 2017, quando cresceu 25%, as exportações seguraram alta mais expressiva do setor no ano passado. Em 2018, saíram das linhas de produção das montadoras do País 2,8 milhões de veículos, 6,7% mais do que nos 12 meses anteriores. Apesar da expansão – o que se deu pelo segundo ano consecutivo –, porém, o resultado frustrou perspectiva de incremento de 11,1% e produção de 3 milhões de unidades.

Os dados foram divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Principal parceira comercial do setor automobilístico, a Argentina passa por forte retração econômica, o que influenciou no volume exportado e, consequentemente, na fabricação. O número de veículos direcionados ao comércio exterior teve queda de 17,9% em 2018, o que representou 136.838 exemplares a menos, com total de 629.175. Em 2017, as vendas a outros países haviam batido recorde, com disparada de 46,5%, e 756 mil unidades.

Tradicionalmente responsável por 70% das exportações do setor, a Argentina não chegou a 60% das operações em 2018. Em contrapartida, outros mercados da América Latina, como Colômbia e Chile, apresentaram crescimento.

Para a entidade, a situação no país vizinho vai continuar complicada neste ano, pelo menos no primeiro semestre. Prova do tamanho do impacto é a previsão de que as exportações tenham queda de 6,2% em 2019, e sejam reduzidas a 590 mil veículos.

“Nós entendemos que a Argentina não superou o seu momento de dificuldade e esperamos que isso aconteça ainda em 2019. Acreditamos que isso aconteça após o primeiro semestre. Por isso baixamos a nossa projeção para este ano, de alta de 9%, já que o país é o nosso maior canal de exportações para veículos. Acreditamos que tão logo o país se recupere, voltamos a crescer nessas operações. Em relação aos caminhões (cuja produção cresceu 27,1%), ainda temos mercados importantes como a África do Sul”, pontuou o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

As montadoras do Grande ABC também sentiram os efeitos da crise no país vizinho em 2018. Conforme já publicado pelo Diário no ano passado, os hermanos perderam espaço no setor.

“O mercado argentino recuou bastante. Apesar disso, temos os dois carros mais vendidos na Argentina no ano passado. Um deles é a Hilux, fabricada lá, e o Etios, produzido em Sorocaba (Interior), então estamos conseguindo administrar. A gente torce para que a recuperação aconteça”, contou Ricardo Bastos, diretor de assuntos governamentais da Toyota.

“A Argentina é um problema pelo volume de produção, pela fabricação em escala. Ainda há alta capacidade ociosa por lá. Mas acredito que a equipe econômica está fazendo a coisa certa para recuperar o cenário de juros e inflação elevados, baixas reservas, alto deficit fiscal e grande dependência de importação”, afirmou o vice-presidente de assuntos corporativos da Ford, Rogelio Golfarb.

Dados da Adefa (Associação de Fábricas de Automotores) mostram que as vendas de veículos no mercado argentino despencaram em 2018, 22,9%, com o emplacamento de 681,8 mil unidades. Apenas para efeito de comparação, no Brasil houve alta de 14,6%, com o comércio de 2,5 milhões de exemplares.

DOMÉSTICO - De acordo com Golfarb, o cenário doméstico precisa melhorar para que o consumidor brasileiro volte a comprar mais carros – e, assim, compense a má fase dos hermanos. Ao citar levantamento do Banco Central, o executivo da Ford aponta que, entre 2015 e 2018, a taxa básica de juros, a Selic, despencou 54%, ao mesmo tempo em que o custo de captação recuou 31% e o spread e a taxa de juros caíram 29%. Em igual intervalo, os juros automotivos diminuíram 14%. “Como a taxa para a compra de automóvel foi a que teve a menor redução, não ajudou na venda ao consumidor. O custo do crédito hoje no Brasil é um grande desafio”, ponderou.

O que acabou puxando as vendas internas foi a comercialização para frotistas, que cresceu de 23% para 45%, e representou 63% de participação no crescimento. O que pode ter sido impulsionado pelo fato de muita gente, diante do desemprego, ter alugado carro para atuar como motorista de aplicativo.


Setor é otimista com governo Bolsonaro

Apesar da crise argentina, a expectativa em relação ao cenário nacional com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) é de crescimento para o setor. A retomada das obras de infraestrutura e aprovação das reformas trabalhista e da Previdência são vistas com bons olhos.

Questionado sobre a extinção do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), que foi incorporado pelo recém-criado Ministério da Economia, Megale afirmou que acredita que a indústria não deve perder com a fusão. “Havia essa preocupação, mas o Paulo Guedes (ministro da Pasta) assegurou a interlocução. Considerando também a questão da aprovação do Rota 2030, que foi todo desenhado com o MDIC e no fim teve interferência da Fazenda (que teria discordado do valor do incentivo, o que acabou atrasando o programa em um ano), eles querem manter tudo sobre o mesmo guarda-chuva, o que é compreensível”, contou. Ele também acrescentou acreditar que a nova equipe econômica não deva fazer alterações no programa.

Ontem, em Brasília, o governo apresentou a Sepec (Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade), que, dentro da Pasta de Economia, deve ser a principal interlocutora com as empresas. Diversos representantes participaram da cerimônia, como Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da Toyota.

“Foi o primeiro contato com os representantes de vários setores. Eles demonstraram visão diferente de fazer trabalho estratégico, visando questões estruturais, gargalos logísticos e aumento da competitividade. Senti discurso mais forte à favor da indústria (feito pelo secretário Carlos da Costa), de trabalhar agenda com menos incentivos para compensar alguns problemas e resolver outros com agenda competitiva e de reformas”, contou Bastos.

PESADOS - Outro ponto destacado pela Anfavea é o crescimento da produção de caminhões e ônibus, de 27,1% e 32,2%, respectivamente. O diretor de comunicação da Mercedes-Benz do Brasil e vice-presidente da entidade, Luiz Carlos de Moraes, afirmou que os pesados devem continuar puxando o crescimento do setor em 2019. A projeção é a de que o crescimento seja de 11,9% neste ano.

“Estamos prevendo PIB (Produto Interno Bruto) de 2,5% a 3%, temos a inflação sob controle e o índice de confiança das montadoras está maior, ou seja, é um cenário favorável”, avaliou. Outro ponto que pode influenciar na fabricação dos pesados é a retomada das obras de infraestrutura no País.

“Em relação aos ônibus, licitação de São Paulo publicada no fim do ano passado, que prevê a renovação da frota, já deve começar a ter algum impacto neste ano. Isso, consequentemente, afeta a fábrica de São Bernardo, onde está nosso portfólio”, completou Moraes.


Duas empresas da região já se habilitaram no Rota 2030

De acordo com o presidente da Anfavea, Antonio Megale, cinco montadoras já se habilitaram a fazer parte do programa do governo federal de incentivo ao setor automotivo Rota 2030. A política, que prevê metas de eficiência energética e segurança, além de dedução de até 12,5% no Imposto de Renda para empresas que investirem em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), foi assinada em dezembro do ano passado por Michel Temer (MDB). Na região, a Toyota e a Volkswagen já se habilitaram ao Rota 2030.

De acordo com Megale, mesmo com expectativa maior nos incentivos, isso não deve afetar o número de empresas que vão participar. “A gente esperava que se esse incentivo chegasse a 20%, poderia atrair mais investimentos. Mas os primeiros sinais do programa com o valor aprovado são positivos, e as empresas também estavam cientes.” Megale afirmou que em janeiro devem ser feitas novas publicações a respeito do programa.

Segundo o diretor da Toyota Ricardo Bastos, a planta de São Bernardo será diretamente beneficiada. “Recentemente, anunciamos a fabricação do nosso hibrído flex. Toda a nossa engenharia está em São Bernardo, que deve receber os nossos investimentos destinados para esta área”, contou.

Em nota, a Volks disse estar em meio a processo de construção da Nova Volkswagen, estratégia “que contempla a maior ofensiva de produtos da história da marca no País, com o lançamento de 20 novos produtos até 2020, fruto de um investimento da ordem de R$ 7 bilhões. Em 2019, nossa expectativa é registrar novamente números acima da indústria, tanto em produção como em vendas – até novembro, a alta era de 35%.”

Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos corporativos da Ford, assinalou que o programa é muito importante e que ele “ficou de bom tamanho”.

A Scania afirmou que faz as devidas análises dos textos que se referem ao programa desde sua sanção, e que vê no Rota 2030 “muita sinergia com os projetos que coloca em prática e se mostra confiante com os incentivos do programa, já que trazem previsibilidade e segurança jurídica aos investimentos realizados pela empresa no País”, conforme nota.

A GM (General Motors) não comenta sobre o assunto e a Mercedes-Benz aguarda as demais publicações dos decretos – que pode ocorrer até 21 de março – para se posicionar. 



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Exportações seguram alta na produção de veículos

Em 2018, fabricação aumentou 6,7%, frente a perspectiva de 11,1%, devido à crise na Argentina

Soraia Abreu Pedrozo
Yara Ferraz

09/01/2019 | 07:00


Depois de ocuparem o papel de protagonistas no impulso dado pela indústria automotiva em 2017, quando cresceu 25%, as exportações seguraram alta mais expressiva do setor no ano passado. Em 2018, saíram das linhas de produção das montadoras do País 2,8 milhões de veículos, 6,7% mais do que nos 12 meses anteriores. Apesar da expansão – o que se deu pelo segundo ano consecutivo –, porém, o resultado frustrou perspectiva de incremento de 11,1% e produção de 3 milhões de unidades.

Os dados foram divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Principal parceira comercial do setor automobilístico, a Argentina passa por forte retração econômica, o que influenciou no volume exportado e, consequentemente, na fabricação. O número de veículos direcionados ao comércio exterior teve queda de 17,9% em 2018, o que representou 136.838 exemplares a menos, com total de 629.175. Em 2017, as vendas a outros países haviam batido recorde, com disparada de 46,5%, e 756 mil unidades.

Tradicionalmente responsável por 70% das exportações do setor, a Argentina não chegou a 60% das operações em 2018. Em contrapartida, outros mercados da América Latina, como Colômbia e Chile, apresentaram crescimento.

Para a entidade, a situação no país vizinho vai continuar complicada neste ano, pelo menos no primeiro semestre. Prova do tamanho do impacto é a previsão de que as exportações tenham queda de 6,2% em 2019, e sejam reduzidas a 590 mil veículos.

“Nós entendemos que a Argentina não superou o seu momento de dificuldade e esperamos que isso aconteça ainda em 2019. Acreditamos que isso aconteça após o primeiro semestre. Por isso baixamos a nossa projeção para este ano, de alta de 9%, já que o país é o nosso maior canal de exportações para veículos. Acreditamos que tão logo o país se recupere, voltamos a crescer nessas operações. Em relação aos caminhões (cuja produção cresceu 27,1%), ainda temos mercados importantes como a África do Sul”, pontuou o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

As montadoras do Grande ABC também sentiram os efeitos da crise no país vizinho em 2018. Conforme já publicado pelo Diário no ano passado, os hermanos perderam espaço no setor.

“O mercado argentino recuou bastante. Apesar disso, temos os dois carros mais vendidos na Argentina no ano passado. Um deles é a Hilux, fabricada lá, e o Etios, produzido em Sorocaba (Interior), então estamos conseguindo administrar. A gente torce para que a recuperação aconteça”, contou Ricardo Bastos, diretor de assuntos governamentais da Toyota.

“A Argentina é um problema pelo volume de produção, pela fabricação em escala. Ainda há alta capacidade ociosa por lá. Mas acredito que a equipe econômica está fazendo a coisa certa para recuperar o cenário de juros e inflação elevados, baixas reservas, alto deficit fiscal e grande dependência de importação”, afirmou o vice-presidente de assuntos corporativos da Ford, Rogelio Golfarb.

Dados da Adefa (Associação de Fábricas de Automotores) mostram que as vendas de veículos no mercado argentino despencaram em 2018, 22,9%, com o emplacamento de 681,8 mil unidades. Apenas para efeito de comparação, no Brasil houve alta de 14,6%, com o comércio de 2,5 milhões de exemplares.

DOMÉSTICO - De acordo com Golfarb, o cenário doméstico precisa melhorar para que o consumidor brasileiro volte a comprar mais carros – e, assim, compense a má fase dos hermanos. Ao citar levantamento do Banco Central, o executivo da Ford aponta que, entre 2015 e 2018, a taxa básica de juros, a Selic, despencou 54%, ao mesmo tempo em que o custo de captação recuou 31% e o spread e a taxa de juros caíram 29%. Em igual intervalo, os juros automotivos diminuíram 14%. “Como a taxa para a compra de automóvel foi a que teve a menor redução, não ajudou na venda ao consumidor. O custo do crédito hoje no Brasil é um grande desafio”, ponderou.

O que acabou puxando as vendas internas foi a comercialização para frotistas, que cresceu de 23% para 45%, e representou 63% de participação no crescimento. O que pode ter sido impulsionado pelo fato de muita gente, diante do desemprego, ter alugado carro para atuar como motorista de aplicativo.


Setor é otimista com governo Bolsonaro

Apesar da crise argentina, a expectativa em relação ao cenário nacional com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) é de crescimento para o setor. A retomada das obras de infraestrutura e aprovação das reformas trabalhista e da Previdência são vistas com bons olhos.

Questionado sobre a extinção do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), que foi incorporado pelo recém-criado Ministério da Economia, Megale afirmou que acredita que a indústria não deve perder com a fusão. “Havia essa preocupação, mas o Paulo Guedes (ministro da Pasta) assegurou a interlocução. Considerando também a questão da aprovação do Rota 2030, que foi todo desenhado com o MDIC e no fim teve interferência da Fazenda (que teria discordado do valor do incentivo, o que acabou atrasando o programa em um ano), eles querem manter tudo sobre o mesmo guarda-chuva, o que é compreensível”, contou. Ele também acrescentou acreditar que a nova equipe econômica não deva fazer alterações no programa.

Ontem, em Brasília, o governo apresentou a Sepec (Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade), que, dentro da Pasta de Economia, deve ser a principal interlocutora com as empresas. Diversos representantes participaram da cerimônia, como Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da Toyota.

“Foi o primeiro contato com os representantes de vários setores. Eles demonstraram visão diferente de fazer trabalho estratégico, visando questões estruturais, gargalos logísticos e aumento da competitividade. Senti discurso mais forte à favor da indústria (feito pelo secretário Carlos da Costa), de trabalhar agenda com menos incentivos para compensar alguns problemas e resolver outros com agenda competitiva e de reformas”, contou Bastos.

PESADOS - Outro ponto destacado pela Anfavea é o crescimento da produção de caminhões e ônibus, de 27,1% e 32,2%, respectivamente. O diretor de comunicação da Mercedes-Benz do Brasil e vice-presidente da entidade, Luiz Carlos de Moraes, afirmou que os pesados devem continuar puxando o crescimento do setor em 2019. A projeção é a de que o crescimento seja de 11,9% neste ano.

“Estamos prevendo PIB (Produto Interno Bruto) de 2,5% a 3%, temos a inflação sob controle e o índice de confiança das montadoras está maior, ou seja, é um cenário favorável”, avaliou. Outro ponto que pode influenciar na fabricação dos pesados é a retomada das obras de infraestrutura no País.

“Em relação aos ônibus, licitação de São Paulo publicada no fim do ano passado, que prevê a renovação da frota, já deve começar a ter algum impacto neste ano. Isso, consequentemente, afeta a fábrica de São Bernardo, onde está nosso portfólio”, completou Moraes.


Duas empresas da região já se habilitaram no Rota 2030

De acordo com o presidente da Anfavea, Antonio Megale, cinco montadoras já se habilitaram a fazer parte do programa do governo federal de incentivo ao setor automotivo Rota 2030. A política, que prevê metas de eficiência energética e segurança, além de dedução de até 12,5% no Imposto de Renda para empresas que investirem em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), foi assinada em dezembro do ano passado por Michel Temer (MDB). Na região, a Toyota e a Volkswagen já se habilitaram ao Rota 2030.

De acordo com Megale, mesmo com expectativa maior nos incentivos, isso não deve afetar o número de empresas que vão participar. “A gente esperava que se esse incentivo chegasse a 20%, poderia atrair mais investimentos. Mas os primeiros sinais do programa com o valor aprovado são positivos, e as empresas também estavam cientes.” Megale afirmou que em janeiro devem ser feitas novas publicações a respeito do programa.

Segundo o diretor da Toyota Ricardo Bastos, a planta de São Bernardo será diretamente beneficiada. “Recentemente, anunciamos a fabricação do nosso hibrído flex. Toda a nossa engenharia está em São Bernardo, que deve receber os nossos investimentos destinados para esta área”, contou.

Em nota, a Volks disse estar em meio a processo de construção da Nova Volkswagen, estratégia “que contempla a maior ofensiva de produtos da história da marca no País, com o lançamento de 20 novos produtos até 2020, fruto de um investimento da ordem de R$ 7 bilhões. Em 2019, nossa expectativa é registrar novamente números acima da indústria, tanto em produção como em vendas – até novembro, a alta era de 35%.”

Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos corporativos da Ford, assinalou que o programa é muito importante e que ele “ficou de bom tamanho”.

A Scania afirmou que faz as devidas análises dos textos que se referem ao programa desde sua sanção, e que vê no Rota 2030 “muita sinergia com os projetos que coloca em prática e se mostra confiante com os incentivos do programa, já que trazem previsibilidade e segurança jurídica aos investimentos realizados pela empresa no País”, conforme nota.

A GM (General Motors) não comenta sobre o assunto e a Mercedes-Benz aguarda as demais publicações dos decretos – que pode ocorrer até 21 de março – para se posicionar. 

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