Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 18 de Junho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Esportes

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Há 45 anos, na região, Rei Pelé marcava seu 1.200º gol

Banco de dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Palco do 1º tento do camisa 10, Grande ABC demorou a assistir ao maior de todos os tempos anotar de novo


Dérek Bittencourt

09/01/2019 | 07:00


Que Pelé fez seu primeiro gol como profissional no Grande ABC, mais exatamente no campo do Corinthians de Santo André, em 7 de setembro de 1956, quase todo mundo sabe. Mas quando foi o segundo tento do Rei do futebol na região? Há exatamente 45 anos! Em 9 de janeiro de 1974, o Estádio 1º de Maio foi palco do amistoso entre Santos e Palestra (naquela época, um time amador), e o camisa 10 do Santos balançou as redes do goleiro Tarcisio, fazendo o 1.200º gol de sua carreira – e ainda deu duas assistências para Nenê, enquanto Piter fechou o placar.

O duelo foi fruto de uma ousada ideia do então presidente de honra Cyro Cassettari: trazer Pelé para jogar no então Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo. O Alviverde encontrou muita resistência da Federação Paulista de Futebol, que não queria autorizar o Alvinegro praiano a jogar contra uma equipe amadora. Mas os dirigentes palestrinos – entre eles os irmãos Cláudio e José Tofanello – conseguiram, venderam toda a carga de ingressos e obtiveram lucro.

Segundo registros santistas, a renda foi de Cr$ 109.630,00 (deste montante, Cr$ 30 mil seriam para o Santos, Cr$ 10 mil para Pelé e o restante para o Palestra), com público composto por 6.352 pagantes, 934 menores e 298 autoridades – totalizando 7.584 presentes.

O Santos foi escalado pelo técnico Pepe com Cejas (Willians); Hermes, Marinho Perez, Vicente (Roberto) e Zé Carlos; Clodoaldo (Léo Oliveira) e Brecha; Mazinho (Piter), Nenê, Pelé (Babá) e Edu. Já o Palestra foi a campo composto por Tarcisio (Ricardo); Zé Pedro (Manú), Azeitona, Leme e Didi; Caiuba (Licinho) e Jaime; Baiano, Alemão (Claudinho), Teleco e Beiroca.

"Até os 25 minutos do primeiro tempo estava absolutamente igual, até que o Rei resolveu começar a dar passes incríveis e jogadas”, relembrou recentemente Cyro Cassettari no documentário 1º de Maio – O Estádio dos Trabalhadores. “Entrar (no 1º de Maio), lembrar daquele jogo cheio de torcida, é uma delícia”, destacou o ex-atacante Alemão, na mesma obra videográfica.

Pelé foi substituído por Babá no segundo tempo, mas foi o centro das atenções, recebendo honrarias, troféus e homenagens após a partida. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Há 45 anos, na região, Rei Pelé marcava seu 1.200º gol

Palco do 1º tento do camisa 10, Grande ABC demorou a assistir ao maior de todos os tempos anotar de novo

Dérek Bittencourt

09/01/2019 | 07:00


Que Pelé fez seu primeiro gol como profissional no Grande ABC, mais exatamente no campo do Corinthians de Santo André, em 7 de setembro de 1956, quase todo mundo sabe. Mas quando foi o segundo tento do Rei do futebol na região? Há exatamente 45 anos! Em 9 de janeiro de 1974, o Estádio 1º de Maio foi palco do amistoso entre Santos e Palestra (naquela época, um time amador), e o camisa 10 do Santos balançou as redes do goleiro Tarcisio, fazendo o 1.200º gol de sua carreira – e ainda deu duas assistências para Nenê, enquanto Piter fechou o placar.

O duelo foi fruto de uma ousada ideia do então presidente de honra Cyro Cassettari: trazer Pelé para jogar no então Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo. O Alviverde encontrou muita resistência da Federação Paulista de Futebol, que não queria autorizar o Alvinegro praiano a jogar contra uma equipe amadora. Mas os dirigentes palestrinos – entre eles os irmãos Cláudio e José Tofanello – conseguiram, venderam toda a carga de ingressos e obtiveram lucro.

Segundo registros santistas, a renda foi de Cr$ 109.630,00 (deste montante, Cr$ 30 mil seriam para o Santos, Cr$ 10 mil para Pelé e o restante para o Palestra), com público composto por 6.352 pagantes, 934 menores e 298 autoridades – totalizando 7.584 presentes.

O Santos foi escalado pelo técnico Pepe com Cejas (Willians); Hermes, Marinho Perez, Vicente (Roberto) e Zé Carlos; Clodoaldo (Léo Oliveira) e Brecha; Mazinho (Piter), Nenê, Pelé (Babá) e Edu. Já o Palestra foi a campo composto por Tarcisio (Ricardo); Zé Pedro (Manú), Azeitona, Leme e Didi; Caiuba (Licinho) e Jaime; Baiano, Alemão (Claudinho), Teleco e Beiroca.

"Até os 25 minutos do primeiro tempo estava absolutamente igual, até que o Rei resolveu começar a dar passes incríveis e jogadas”, relembrou recentemente Cyro Cassettari no documentário 1º de Maio – O Estádio dos Trabalhadores. “Entrar (no 1º de Maio), lembrar daquele jogo cheio de torcida, é uma delícia”, destacou o ex-atacante Alemão, na mesma obra videográfica.

Pelé foi substituído por Babá no segundo tempo, mas foi o centro das atenções, recebendo honrarias, troféus e homenagens após a partida. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;