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Médicos assumem postos na região

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Profissionais que substituem cubanos iniciaram atendimento em Sto.André, S.Bernardo e Mauá


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

04/12/2018 | 07:00


 Parte dos médicos que vão substituir as vagas abertas com a saída dos profissionais cubanos nas cidades da região contempladas pelo Programa Mais Médicos, do governo federal, começou a trabalhar ontem. Por ora, apenas 18 assumiram os postos abertos no Grande ABC. Eles estão instalados em Santo André (sete), São Bernardo (sete) e Mauá (quatro).

Entre as 77 vagas que ficaram vazias após a saída dos cubanos, há duas semanas, 30 tiveram profissionais interessados por meio de edital aberto pelo Ministério da Saúde. Os que ainda não começaram a trabalhar estão em fase de entrega de documentação e mudança para os municípios. Somente em Mauá houve desistência de um dos 33 médicos que se cadastraram aos postos.

Em Santo André, 18 profissionais se inscreveram para o programa e dez confirmaram presença. Ontem, sete médicos começaram a trabalhar nas unidades de Saúde Vila Guiomar, Centreville, Centro Saúde Escola Capuava, Moysés Fucs, Recreio da Borda do Campo, Jardim Carla e Sorocaba.

São Bernardo confirmou a apresentação de dez médicos das 17 vagas abertas e nenhuma desistência. Assim como no município andreense, sete profissionais deram início à jornada de trabalho ontem.

Diadema contava com dois médicos cubanos. As vagas já foram preenchidas e os profissionais interessados foram entrevistados. A expectativa é a de que o início dos trabalhos ocorra na próxima semana nas unidades de Saúde Nações e Conceição.

Em Mauá, dos 32 médicos que se inscreveram para substituir os cubanos, somente sete entregaram documentação e se comprometeram a assumir o cargo. Destes, quatro deram início ao atendimento ontem. Outros três começam a atuar na próxima semana.

Já em Ribeirão Pires, uma das profissionais inscritas no programa Mais Médicos se apresentou ao município com a documentação necessária. A médica, formada no Brasil, é do Espírito Santo. A unidade em que a profissional irá atuar será definida nos próximos dias. A Prefeitura aguarda contato de outros seis profissionais – cinco mulheres e um homem. No total, o Ministério da Saúde disponibilizou sete vagas para o município.

Os demais médicos inscritos em cinco das sete cidades – São Caetano e Rio Grande da Serra não estão no programa –, têm até o dia 14 de dezembro para se apresentar, caso contrário, serão substituídos.

 

RIO GRANDE

Após a saída de seis profissionais cubanos que integravam o Mais Médicos, Rio Grande da Serra tem apenas um médico atuando. Com isso, metade das oito UBSs está sem atendimento. A situação é agravada pela falta de prazo para receber novos profissionais, uma vez que o Ministério da Saúde não disponibilizou vagas para o município no primeiro edital de reposição.

 

Em Mauá, profissional ‘volta às origens’

Em Mauá, quatro médicos assumiram os postos na manhã de ontem. Um deles é Valdir Pedro Pereira, 63 anos, que saiu de Belém, no Pará, para atuar no município. Com 36 anos de profissão e especialização em radiologia, o profissional acredita estar “voltando às origens”. “Quando me formei, há 36 anos, comecei a carreira no atendimento à atenção básica, com a Saúde da Família. Depois migrei para radiologia e, agora, depois de tanto anos, me reciclo e volto a atuar não com diagnóstico e sim com o atendimento humano”, comemora.

Formado pela Faculdade de Medicina do Estado do Pará, Pereira acredita que está cumprindo uma missão. “Assim como os colegas cubanos, que vieram ao Brasil cumprir seu papel profissional, acredito que agora é minha vez de fazer mais pela população. Melhoro meus lados espiritual, profissional e pessoal com atendimento mais humanizado.”

A escolha da cidade se deu pela vontade de morar no Estado de São Paulo. Agora morador da Vila Bocaina, Pereira se diz “muito animado e confiante”. “Deixei meus filhos, netos e esposa no Pará para viver uma aventura. Quero fazer a diferença. Vou estudar, atuar e enfrentar novo desafio. Estou muito feliz e confiante”, ressaltou.

Já Laís Helena Bertoni, 26, é recém-formada pela Faculdade de Ciência Médicas de Santos. Com término do curso em outubro, a jovem médica escolheu o programa para buscar aprendizado e conhecimento, além de acreditar que será “a maior escola” para seguir na residência.

Nascida em Mauá, a também moradora da Vila Bocaina acredita que poderá fazer o bem para população de sua cidade natal. “Vou aprender muito mais atendendo na Saúde da Família do que tiramos de conhecimento na faculdade. Vou me aperfeiçoar enquanto médica e como pessoa. Depois, pretendo seguir como dermatologista, mas, por ora, vou me dedicar ao atendimento comunitário.”

 

 



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Médicos assumem postos na região

Profissionais que substituem cubanos iniciaram atendimento em Sto.André, S.Bernardo e Mauá

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

04/12/2018 | 07:00


 Parte dos médicos que vão substituir as vagas abertas com a saída dos profissionais cubanos nas cidades da região contempladas pelo Programa Mais Médicos, do governo federal, começou a trabalhar ontem. Por ora, apenas 18 assumiram os postos abertos no Grande ABC. Eles estão instalados em Santo André (sete), São Bernardo (sete) e Mauá (quatro).

Entre as 77 vagas que ficaram vazias após a saída dos cubanos, há duas semanas, 30 tiveram profissionais interessados por meio de edital aberto pelo Ministério da Saúde. Os que ainda não começaram a trabalhar estão em fase de entrega de documentação e mudança para os municípios. Somente em Mauá houve desistência de um dos 33 médicos que se cadastraram aos postos.

Em Santo André, 18 profissionais se inscreveram para o programa e dez confirmaram presença. Ontem, sete médicos começaram a trabalhar nas unidades de Saúde Vila Guiomar, Centreville, Centro Saúde Escola Capuava, Moysés Fucs, Recreio da Borda do Campo, Jardim Carla e Sorocaba.

São Bernardo confirmou a apresentação de dez médicos das 17 vagas abertas e nenhuma desistência. Assim como no município andreense, sete profissionais deram início à jornada de trabalho ontem.

Diadema contava com dois médicos cubanos. As vagas já foram preenchidas e os profissionais interessados foram entrevistados. A expectativa é a de que o início dos trabalhos ocorra na próxima semana nas unidades de Saúde Nações e Conceição.

Em Mauá, dos 32 médicos que se inscreveram para substituir os cubanos, somente sete entregaram documentação e se comprometeram a assumir o cargo. Destes, quatro deram início ao atendimento ontem. Outros três começam a atuar na próxima semana.

Já em Ribeirão Pires, uma das profissionais inscritas no programa Mais Médicos se apresentou ao município com a documentação necessária. A médica, formada no Brasil, é do Espírito Santo. A unidade em que a profissional irá atuar será definida nos próximos dias. A Prefeitura aguarda contato de outros seis profissionais – cinco mulheres e um homem. No total, o Ministério da Saúde disponibilizou sete vagas para o município.

Os demais médicos inscritos em cinco das sete cidades – São Caetano e Rio Grande da Serra não estão no programa –, têm até o dia 14 de dezembro para se apresentar, caso contrário, serão substituídos.

 

RIO GRANDE

Após a saída de seis profissionais cubanos que integravam o Mais Médicos, Rio Grande da Serra tem apenas um médico atuando. Com isso, metade das oito UBSs está sem atendimento. A situação é agravada pela falta de prazo para receber novos profissionais, uma vez que o Ministério da Saúde não disponibilizou vagas para o município no primeiro edital de reposição.

 

Em Mauá, profissional ‘volta às origens’

Em Mauá, quatro médicos assumiram os postos na manhã de ontem. Um deles é Valdir Pedro Pereira, 63 anos, que saiu de Belém, no Pará, para atuar no município. Com 36 anos de profissão e especialização em radiologia, o profissional acredita estar “voltando às origens”. “Quando me formei, há 36 anos, comecei a carreira no atendimento à atenção básica, com a Saúde da Família. Depois migrei para radiologia e, agora, depois de tanto anos, me reciclo e volto a atuar não com diagnóstico e sim com o atendimento humano”, comemora.

Formado pela Faculdade de Medicina do Estado do Pará, Pereira acredita que está cumprindo uma missão. “Assim como os colegas cubanos, que vieram ao Brasil cumprir seu papel profissional, acredito que agora é minha vez de fazer mais pela população. Melhoro meus lados espiritual, profissional e pessoal com atendimento mais humanizado.”

A escolha da cidade se deu pela vontade de morar no Estado de São Paulo. Agora morador da Vila Bocaina, Pereira se diz “muito animado e confiante”. “Deixei meus filhos, netos e esposa no Pará para viver uma aventura. Quero fazer a diferença. Vou estudar, atuar e enfrentar novo desafio. Estou muito feliz e confiante”, ressaltou.

Já Laís Helena Bertoni, 26, é recém-formada pela Faculdade de Ciência Médicas de Santos. Com término do curso em outubro, a jovem médica escolheu o programa para buscar aprendizado e conhecimento, além de acreditar que será “a maior escola” para seguir na residência.

Nascida em Mauá, a também moradora da Vila Bocaina acredita que poderá fazer o bem para população de sua cidade natal. “Vou aprender muito mais atendendo na Saúde da Família do que tiramos de conhecimento na faculdade. Vou me aperfeiçoar enquanto médica e como pessoa. Depois, pretendo seguir como dermatologista, mas, por ora, vou me dedicar ao atendimento comunitário.”

 

 

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