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Mauá reduz atendimento em unidades de Saúde

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Medida, que visa trazer economia de 20% aos cofres municipais, pegou população de surpresa


Juliana Stern
Especial para o Diário

16/08/2018 | 07:00


A Secretaria de Saúde de Mauá reduziu o horário de funcionamento de unidades de Saúde do município desde segunda-feira. A alteração, determinada por meio de circular encaminhada aos coordenadores da rede pelo secretário Marcelo Lima Barcellos de Mello no dia 7, é justificada pela Prefeitura como consequência do decreto do dia 6 de julho, que declarou estado de calamidade financeira na cidade. Nenhum comunicado, entretanto, foi emitido à população.

Quatro UBSs (Unidades Básicas de Saúde) – Jardim Primavera, Jardim Flórida, São João e Zaíra II – passaram a fechar as portas mais cedo. A unidade do Jardim Primavera ficava aberta até as 18h e as demais atendiam até as 21h. Com exceção do posto da Vila Magini, cujo expediente é das 7h às 19h, todo os demais têm horário das 7h às 17h a partir de agora. 

A mudança pegou moradores de surpresa. A atendente Jaqueline Fernandes, 22 anos, ficou sabendo que o horário de atendimento da Zaíra II tinha mudado quando não conseguiu marcar consulta. “Cheguei às 17h e me falaram que não estavam mais agendando, porque já tinha dado o horário de fechar”, destaca a munícipe, que precisou sair mais cedo do trabalho para realizar a tarefa ontem. “Trabalho longe, não consigo chegar antes das 17h.”

Os usuários da UBS São João também não foram avisados da alteração. “Fiquei sabendo agora”, afirma o supervisor de empresa de fast-food Douglas Senna, 23. “Era melhor quando ficava aberta até tarde. Se alguém passa por uma emergência de noite não tem para onde ir”, acrescenta. A situação dos usuários da unidade São João se complica pelo fato de a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Barão de Mauá continuar inoperante desde novembro, quando foi fechada para obras.

Unidades de atenção especializada também passaram a encerrar suas atividades às 17h. O Consultório de Rua começou a fechar uma hora mais cedo, assim como o Centro de Especialidades Médicas da cidade. O Centro Especializado em Reabilitação funciona duas horas menos por dia e, no caso dos Caps (Centro De Atenção Psicossocial) – adulto, infantil e álcool e drogas –, que atendiam 24h, só será realizado atendimento na madrugada para usuários em crise.

A Prefeitura de Mauá acredita que o remanejamento de horário deverá trazer economia de até 20% aos cofres municipais. Em relação às consultas, o governo Alaíde Damo (MDB) afirma que “não há demanda de consulta nas unidades que foram readequadas” e que em “90% delas não havia atendimento médico no horário das 19h às 21h”.

CORTES

No último mês, 140 funcionários ligados à FUABC (Fundação do ABC) que atuavam na rede de Saúde do município foram demitidos. 60 na rede básica, 60 das UPAs e 20 do Hospital Nardini, cujo Pronto Socorro também deixou de ser porta aberta e atender apenas casos de urgência, ginecologia, psiquiatria e ortopedia. 

O corte é sentido pela população. Na UBS Zaíra II os pacientes de psicologia estão há um mês sem consulta e os de psiquiatria, há 15 dias, por causa da falta de médicos.



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Mauá reduz atendimento em unidades de Saúde

Medida, que visa trazer economia de 20% aos cofres municipais, pegou população de surpresa

Juliana Stern
Especial para o Diário

16/08/2018 | 07:00


A Secretaria de Saúde de Mauá reduziu o horário de funcionamento de unidades de Saúde do município desde segunda-feira. A alteração, determinada por meio de circular encaminhada aos coordenadores da rede pelo secretário Marcelo Lima Barcellos de Mello no dia 7, é justificada pela Prefeitura como consequência do decreto do dia 6 de julho, que declarou estado de calamidade financeira na cidade. Nenhum comunicado, entretanto, foi emitido à população.

Quatro UBSs (Unidades Básicas de Saúde) – Jardim Primavera, Jardim Flórida, São João e Zaíra II – passaram a fechar as portas mais cedo. A unidade do Jardim Primavera ficava aberta até as 18h e as demais atendiam até as 21h. Com exceção do posto da Vila Magini, cujo expediente é das 7h às 19h, todo os demais têm horário das 7h às 17h a partir de agora. 

A mudança pegou moradores de surpresa. A atendente Jaqueline Fernandes, 22 anos, ficou sabendo que o horário de atendimento da Zaíra II tinha mudado quando não conseguiu marcar consulta. “Cheguei às 17h e me falaram que não estavam mais agendando, porque já tinha dado o horário de fechar”, destaca a munícipe, que precisou sair mais cedo do trabalho para realizar a tarefa ontem. “Trabalho longe, não consigo chegar antes das 17h.”

Os usuários da UBS São João também não foram avisados da alteração. “Fiquei sabendo agora”, afirma o supervisor de empresa de fast-food Douglas Senna, 23. “Era melhor quando ficava aberta até tarde. Se alguém passa por uma emergência de noite não tem para onde ir”, acrescenta. A situação dos usuários da unidade São João se complica pelo fato de a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Barão de Mauá continuar inoperante desde novembro, quando foi fechada para obras.

Unidades de atenção especializada também passaram a encerrar suas atividades às 17h. O Consultório de Rua começou a fechar uma hora mais cedo, assim como o Centro de Especialidades Médicas da cidade. O Centro Especializado em Reabilitação funciona duas horas menos por dia e, no caso dos Caps (Centro De Atenção Psicossocial) – adulto, infantil e álcool e drogas –, que atendiam 24h, só será realizado atendimento na madrugada para usuários em crise.

A Prefeitura de Mauá acredita que o remanejamento de horário deverá trazer economia de até 20% aos cofres municipais. Em relação às consultas, o governo Alaíde Damo (MDB) afirma que “não há demanda de consulta nas unidades que foram readequadas” e que em “90% delas não havia atendimento médico no horário das 19h às 21h”.

CORTES

No último mês, 140 funcionários ligados à FUABC (Fundação do ABC) que atuavam na rede de Saúde do município foram demitidos. 60 na rede básica, 60 das UPAs e 20 do Hospital Nardini, cujo Pronto Socorro também deixou de ser porta aberta e atender apenas casos de urgência, ginecologia, psiquiatria e ortopedia. 

O corte é sentido pela população. Na UBS Zaíra II os pacientes de psicologia estão há um mês sem consulta e os de psiquiatria, há 15 dias, por causa da falta de médicos.

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