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Sonho da casa própria é pesadelo em Mauá

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com quatro anos de atraso na entrega, condomínio Orval permanece com obras paralisadas


Bia Moço

26/07/2018 | 07:00


 A novela para finalização da construção do Residencial Orval, no bairro São João, em Mauá, continua atormentando os 160 compradores do imóvel. Quase seis anos se passaram desde que as famílias assinaram o contrato que parecia ser a realização do sonho de ter a casa própria. O prazo de entrega era para 2014, mas os quatro anos de atraso não fizeram com que as famílias desistissem de lutar. A obra foi paralisada em 2016, quando o contrato com a construtora foi rompido pela CEF (Caixa Econômica Federal).

Conforme publicado pelo Diário em dezembro, o empreendimento continua exatamente igual, com obras quase concluídas. Os trabalhos, paralisados há dois anos, não deixam dúvidas do abandono. A equipe de reportagem voltou ao local, ontem, e constatou a situação relatada pelos compradores. Apesar de ter segurança, contratado pela CEF após duas invasões no empreendimento, os muros estão pichados, o mato em frente está alto e há muito lixo na calçada. Além disso, é possível notar a pintura já gasta das torres do edifício.

O empreendimento integra o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, e a maior parte dos compradores negociou o imóvel direto com o banco e com a responsável pela obra, AUC Construtora & Incorporadora.

O sonho se tornou pesadelo, como reforçam os futuros condôminos, pois os compradores continuam sem nenhuma previsão de quando poderão ocupar seus apartamentos. As famílias mantêm o depoimento de que, entre 2012 e 2014, a construção caminhou, porém, em meados de 2015 o ritmo de obras ficou lento, até que parou de vez.

O casal Rafaela, 26 anos, e Rafael da Silva, 32, entrevistados pelo Diário há sete meses, volta a lamentar o descaso com a situação das famílias. Eles compraram o apartamento para casar, mas não puderam entrar na nova moradia. O casal paga aluguel, que aumentou em R$ 250 do ano passado para agora – de R$ 500 para R$ 750.

“Ainda estamos na mesma situação. Sempre inventam (Caixa Econômica Federal) uma reunião de esclarecimentos, mas nunca sai nada. Agora disseram (banco) que estão orçando novas empresas para conclusão da obra. Não sei até onde vai essa enrolação.”

A CONSTRUTORA

A AUC foi a idealizadora do projeto, além de responsável pela comercialização e construção até agosto de 2016.

Questionada por meio da assessoria de imprensa, a empresa disse que pelo contrato a obra deveria ser entregue em fevereiro de 2017. Porém, em agosto de 2016, foi sinistrada e a construtora, impedida de continuar, sendo “obrigada a se retirar do canteiro”.

Além disso, afirma ter sido afastada da obra faltando apenas 17% da construção para ser finalizada. “Até o momento, a construtora não tem uma explicação plausível para seu afastamento, já que a obra estava dentro do prazo em contrato.”

Em nota, a empresa ressalta que, “assim como seus clientes, está passando por prejuízos causados pela CEF e exige um posicionamento da instituição, a fim de entender quando e como as obras serão continuadas”. Informa, ainda, que tentou por diversas vezes retomar a obra, ou indicar outras empresas, porém, os pedidos não foram atendidos.

Procurada, a Caixa Econômica Federal informou que já houve vistoria e elaboração de orçamentos e que, após a etapa de chamamento, a construtora selecionada dará andamento à obra, com previsão de entrega em nove meses após a retomada. Além disso, esclareceu que tem realizado reuniões periódicas com representantes dos proprietários, informando sobre as ações realizadas. Em ocasião anterior, o banco informou que houve necessidade de substituição da construtora responsável pelo empreendimento, que atualmente está com 77,15% das obras executadas.



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Sonho da casa própria é pesadelo em Mauá

Com quatro anos de atraso na entrega, condomínio Orval permanece com obras paralisadas

Bia Moço

26/07/2018 | 07:00


 A novela para finalização da construção do Residencial Orval, no bairro São João, em Mauá, continua atormentando os 160 compradores do imóvel. Quase seis anos se passaram desde que as famílias assinaram o contrato que parecia ser a realização do sonho de ter a casa própria. O prazo de entrega era para 2014, mas os quatro anos de atraso não fizeram com que as famílias desistissem de lutar. A obra foi paralisada em 2016, quando o contrato com a construtora foi rompido pela CEF (Caixa Econômica Federal).

Conforme publicado pelo Diário em dezembro, o empreendimento continua exatamente igual, com obras quase concluídas. Os trabalhos, paralisados há dois anos, não deixam dúvidas do abandono. A equipe de reportagem voltou ao local, ontem, e constatou a situação relatada pelos compradores. Apesar de ter segurança, contratado pela CEF após duas invasões no empreendimento, os muros estão pichados, o mato em frente está alto e há muito lixo na calçada. Além disso, é possível notar a pintura já gasta das torres do edifício.

O empreendimento integra o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, e a maior parte dos compradores negociou o imóvel direto com o banco e com a responsável pela obra, AUC Construtora & Incorporadora.

O sonho se tornou pesadelo, como reforçam os futuros condôminos, pois os compradores continuam sem nenhuma previsão de quando poderão ocupar seus apartamentos. As famílias mantêm o depoimento de que, entre 2012 e 2014, a construção caminhou, porém, em meados de 2015 o ritmo de obras ficou lento, até que parou de vez.

O casal Rafaela, 26 anos, e Rafael da Silva, 32, entrevistados pelo Diário há sete meses, volta a lamentar o descaso com a situação das famílias. Eles compraram o apartamento para casar, mas não puderam entrar na nova moradia. O casal paga aluguel, que aumentou em R$ 250 do ano passado para agora – de R$ 500 para R$ 750.

“Ainda estamos na mesma situação. Sempre inventam (Caixa Econômica Federal) uma reunião de esclarecimentos, mas nunca sai nada. Agora disseram (banco) que estão orçando novas empresas para conclusão da obra. Não sei até onde vai essa enrolação.”

A CONSTRUTORA

A AUC foi a idealizadora do projeto, além de responsável pela comercialização e construção até agosto de 2016.

Questionada por meio da assessoria de imprensa, a empresa disse que pelo contrato a obra deveria ser entregue em fevereiro de 2017. Porém, em agosto de 2016, foi sinistrada e a construtora, impedida de continuar, sendo “obrigada a se retirar do canteiro”.

Além disso, afirma ter sido afastada da obra faltando apenas 17% da construção para ser finalizada. “Até o momento, a construtora não tem uma explicação plausível para seu afastamento, já que a obra estava dentro do prazo em contrato.”

Em nota, a empresa ressalta que, “assim como seus clientes, está passando por prejuízos causados pela CEF e exige um posicionamento da instituição, a fim de entender quando e como as obras serão continuadas”. Informa, ainda, que tentou por diversas vezes retomar a obra, ou indicar outras empresas, porém, os pedidos não foram atendidos.

Procurada, a Caixa Econômica Federal informou que já houve vistoria e elaboração de orçamentos e que, após a etapa de chamamento, a construtora selecionada dará andamento à obra, com previsão de entrega em nove meses após a retomada. Além disso, esclareceu que tem realizado reuniões periódicas com representantes dos proprietários, informando sobre as ações realizadas. Em ocasião anterior, o banco informou que houve necessidade de substituição da construtora responsável pelo empreendimento, que atualmente está com 77,15% das obras executadas.

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