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TRE manda caso Auricchio à 1ª instância

Tribunal diz que competência de julgar a denúncia é da Justiça Eleitoral do município


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/07/2018 | 07:00


O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) remeteu à Justiça Eleitoral de São Caetano denúncia feita pelo MPE (Ministério Público Estadual) contra o prefeito José Auricchio Júnior e seu vice, Beto Vidoski (ambos do PSDB), por crimes supostamente cometidos durante a eleição de 2016, quando os tucanos saíram vencedores.

Sem julgar o mérito das acusações, o tribunal entendeu que o caso tem que ser analisado pela primeira instância porque os atos teriam sido praticados antes de Auricchio e Vidoski assumirem os cargos de prefeito e vice-prefeito, respectivamente. O relator do processo, desembargador Waldir Sebastião de Nuevo Campos Júnior, determinou o envio do processo para a 269ª Zona Eleitoral.

Em junho, o MPE acusou formalmente a dupla e outras sete pessoas, entre elas doadores da campanha vitoriosa do tucano, de fraudar o financiamento do projeto. Para a Procuradoria, “54% do montante arrecadado para a campanha são provenientes de doações dissimuladas”, o que, segundo o MPE, “coloca em xeque a própria legitimidade do pleito no município”. Acirrada, a disputa contra o então prefeito Paulo Pinheiro (MDB) foi vencida por Auricchio com 34,4% dos votos válidos.

Segundo as investigações, os crimes foram cometidos por intermédio da empresa Globo Contábil e do proprietário da empresa, Eduardo Abrantes, que “se utilizou de funcionários e de familiares para camuflar os recursos destinados à campanha”. Entre essas pessoas está a aposentada Ana Maria Comparini, moradora de Jundiaí. Ao todo, ela depositou R$ 395,5 mil em quatro campanhas, sendo três em São Caetano. Ana Maria também doou para o projeto do vereador da Capital Camilo Cristófaro (PSB), que teve o mandato cassado por captação ilícita de recursos no pleito. JC 



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