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Vacinação contra gripe ainda não atinge a meta na região

EBC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Expectativa é a de imunizar 90% do público-alvo, mas cobertura chega a 64,7%


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

31/05/2018 | 07:00


Se a campanha da vacinação contra a gripe acabasse amanhã, como era o previsto (a ação foi prorrogada até o dia 15), a meta de 90% de imunização do público-alvo não teria sido atingida. Em quatro das sete cidades (Santo André, São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires) a meta é vacinar 450.384 pessoas, mas, até o momento, 291.407 receberam a proteção, o equivalente a 64,7% do grupo prioritário. Os demais municípios não informaram.

A ação teve início em 23 de abril e algumas prefeituras, como Santo André e Diadema, estão com cobertura abaixo de 60%. A primeira cidade imunizou, até agora, 92.277 munícipes da meta de 163.032 (56,6%). Já na segunda a cobertura está mais abaixo: da expectativa de vacinar 97.675 moradores, 47.949 foram aplicadas (49,09%). O percentual inclui pacientes com doenças crônicas, que não estão contabilizados na população-alvo.

Em Ribeirão Pires, 18.220 pessoas estão vacinadas, quando o esperado são 24.863 (73,2% de adesão). São Bernardo é a que está mais próxima da meta de 90% – das 164.814 pessoas esperadas (doentes crônicos não entram neste total), 132.961 receberam a vacina (80,6%). A cobertura, no entanto, soma as pessoas com comorbidades.

Do grupo prioritário – pessoas a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores de Saúde, professores, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto) –, idosos são os que mais buscaram a proteção nas cidades. O professor de Infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Juvencio Duailibe Furtado explica que ainda há relutância de determinadas faixas etárias em se vacinar. “Principalmente os mais jovens, que acham que não precisam tomar, pois passaram bem o ano inteiro e não valorizam tanto a vacinação”, fala.

Um dos receios que implicam na não adesão é a crença de que, ao tomar a vacina, um quadro forte de gripe será desencadeado, o que é mito, salienta o especialista. “A vacina protege contra o vírus Influenza, as pessoas não ficam isentas de terem resfriados comuns ou doenças respiratórias. A vacina é específica para a Influenza, que tem gravidade e pode matar.”

Neste ano, Santo André registrou um óbito por Influenza A não subtipado. Em Ribeirão Pires, uma morte por suspeita de Influenza B está em análise.



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Vacinação contra gripe ainda não atinge a meta na região

Expectativa é a de imunizar 90% do público-alvo, mas cobertura chega a 64,7%

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

31/05/2018 | 07:00


Se a campanha da vacinação contra a gripe acabasse amanhã, como era o previsto (a ação foi prorrogada até o dia 15), a meta de 90% de imunização do público-alvo não teria sido atingida. Em quatro das sete cidades (Santo André, São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires) a meta é vacinar 450.384 pessoas, mas, até o momento, 291.407 receberam a proteção, o equivalente a 64,7% do grupo prioritário. Os demais municípios não informaram.

A ação teve início em 23 de abril e algumas prefeituras, como Santo André e Diadema, estão com cobertura abaixo de 60%. A primeira cidade imunizou, até agora, 92.277 munícipes da meta de 163.032 (56,6%). Já na segunda a cobertura está mais abaixo: da expectativa de vacinar 97.675 moradores, 47.949 foram aplicadas (49,09%). O percentual inclui pacientes com doenças crônicas, que não estão contabilizados na população-alvo.

Em Ribeirão Pires, 18.220 pessoas estão vacinadas, quando o esperado são 24.863 (73,2% de adesão). São Bernardo é a que está mais próxima da meta de 90% – das 164.814 pessoas esperadas (doentes crônicos não entram neste total), 132.961 receberam a vacina (80,6%). A cobertura, no entanto, soma as pessoas com comorbidades.

Do grupo prioritário – pessoas a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores de Saúde, professores, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto) –, idosos são os que mais buscaram a proteção nas cidades. O professor de Infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Juvencio Duailibe Furtado explica que ainda há relutância de determinadas faixas etárias em se vacinar. “Principalmente os mais jovens, que acham que não precisam tomar, pois passaram bem o ano inteiro e não valorizam tanto a vacinação”, fala.

Um dos receios que implicam na não adesão é a crença de que, ao tomar a vacina, um quadro forte de gripe será desencadeado, o que é mito, salienta o especialista. “A vacina protege contra o vírus Influenza, as pessoas não ficam isentas de terem resfriados comuns ou doenças respiratórias. A vacina é específica para a Influenza, que tem gravidade e pode matar.”

Neste ano, Santo André registrou um óbito por Influenza A não subtipado. Em Ribeirão Pires, uma morte por suspeita de Influenza B está em análise.

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