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Aranhas venenosas causam alarde em três cidades da região

Arquivo Pessoal Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradores de São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires relatam o aparecimento da espécie, tida como perigosa


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

08/05/2018 | 07:00


Notícias em sites não especializados e relatos nas redes sociais sobre infestação de aranhas, principalmente da espécie armadeira (venenosa), têm alardeado a população do Grande ABC. Os comentários são, especificamente, de moradores de São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires.

Na cidade são-bernardense, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) confirma o aparecimento e captura de 30 aranhas neste ano, sendo sete armadeiras e as demais de grama (que não representa perigo) e outras espécies. Os bairros que mais registraram os casos foram Santa Terezinha, Alvarenga, Ipê, Demarchi e Ferrazópolis.

O músico Silvio Lunna, 50 anos, morador do Demarchi, conta que em sua residência apareceram, nos últimos meses, cinco aranhas-armadeiras – a última delas há duas semanas. O nome da espécie é em razão da forma como se defende ao se sentir ameaçada: ela fica em cima das quatro patas traseiras, levantando as quatro dianteiras, se armando como se fosse dar um bote. Se a picada ocorrer em animais, crianças ou idosos debilitados, pode causar a morte.

Duas aranhas foram capturadas por Lunna e levadas pelo CCZ. “Aqui próximo tem duas praças e um terreno que precisam de limpeza. Meu pai e minha mãe são idosos e isso preocupa”, diz ele.
Em Diadema, na madrugada de sábado, o cabeleireiro Alex Vieira, 37, do Jardim Canhema, relata que encontrou uma aranha-armadeira no canto da porta do quarto, quando se preparava para dormir. “Ela veio para a direção do meu pé e só parou quando a acertei com o chinelo.”

Em Ribeirão Pires, no domingo, a protetora animal Maria Cecilia Bentini, 58, do Jardim Plantiucal, encontrou uma aranha cujo tamanho é pouco menor do que uma faca convencional de cozinha. O animal não era da espécie armadeira, mas “aparece eventualmente”.

A maior parte dos acidentes com aranha armadeira ocorre principalmente nos meses de abril e maio. “Como é época um pouco mais fria, pode ser que esses animais acabem encontrando abrigos mais aconchegantes nas residências”, analisa o biólogo do Conselho Regional de Biologia Giuseppe Puorto.

A bióloga e professora titular da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Marta Angela Marcondes frisa a importância de se manter limpos terrenos e áreas públicas. “Acúmulo de lixo e vegetação atraem animais que são presas das aranhas e elas vêm atrás disso.”

A orientação é que, ao visualizar um animal peçonhento, o CCZ seja acionado para captura. “O mais seguro seria espantar com uma vassoura, como se fosse varrendo”, diz Marta.

A Prefeitura de São Bernardo informa que conscientiza os moradores a manter limpeza nas instalações da propriedade. Ribeirão Pires comenta que não foram registradas solicitações sobre o aparecimento de aranhas e que promove capinação nas áreas públicas. Diadema não retornou.
 



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