Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 25 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Câmara de Mauá volta a ficar sem convênio médico

Mesa diretora alega que Santa Casa não apresentou documentação


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

19/07/2017 | 07:00


A novela sobre a falta de convênio médico voltou a assombrar os servidores da Câmara de Mauá. O presidente da Casa, Admir Jacomussi (PRP), decidiu romper contrato aditivo com a Santa Casa de Misericórdia por, segundo informações oficiais, descumprimento do edital.

O diretor-geral do Legislativo, Luiz Cláudio da Silva, explicou que a entidade não enviou à Casa documentos que comprovassem a saúde financeira da empresa. Em novembro, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) determinou a suspensão da comercialização de planos ou produtos da operadora por “anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves”.

“Nós demos prazo (para entregarem documentos) e a Santa Casa não apresentou. Então, não poderíamos deixar que o presidente (Admir) ficasse sujeito a sofrer penalidades no TCE (Tribunal de Contas do Estado) e decidimos romper o contrato”, comentou Cláudio, ao emendar que a Casa prepara novo processo licitatório. “Devemos lançar o edital ainda neste mês. Dentro de dois meses o impasse será resolvido”, projetou.

O imbróglio envolvendo o convênio médico dos funcionários da Câmara mauaense se arrasta, pelo menos, desde 2015. O contrato então vigente também era com a Santa Casa e não poderia ser mais prorrogado.

Na época, o então presidente do Legislativo, Marcelo Oliveira (PT), enfrentou dificuldades para contratar nova operadora dos planos porque, segundo o petista, o perfil dos beneficiários não era financeiramente atraente para as empresas, já que parte era formada por funcionários inativos (aposentados) ou usuários tinham acima de 59 anos, o que elevaria o custo dos planos.

O então presidente da Casa só conseguiu destravar o problema quando modificou os valores do contrato e elevou em 20% a quantia paga por beneficiário – passou a despender de R$ 323 para R$ 385 por vida. O contrato previa que o Legislativo ficaria responsável por subsidiar a taxa de sinistralidade (aumento do uso do plano em determinado período).

Em dezembro, porém, o petista suspendeu o contrato alegando dificuldades financeiras da Casa. O acordo foi retomado em fevereiro (já após a suspensão da ANS), na gestão de Admir, pelo valor de R$ 4,22 milhões para 480 usuários, entre servidores e dependentes. 



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;