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Região tem redução no preço dos imóveis

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

São Caetano e Santo André foram as únicas
cidades que apresentaram aumento no valor do m²


Flavia Kurotori
Especial para o Diário

09/05/2017 | 07:00


O preço médio do metro quadrado para compra de imóveis novos e usados em São Bernardo, Diadema e Mauá apresentou queda em abril, se comparado ao mesmo mês do ano passado. O Índice Properati-Hiperdados, realizado pelo portal de venda e aluguel de imóveis Properati, apurou também dados de São Caetano e Santo André.

Para se ter uma ideia, um apartamento de 60 m² custa, em média, R$ 342,6 mil em São Caetano, enquanto que em Mauá, cerca de R$ 237,6 mil – diferença de R$ 105 mil (69,35%).

Santo André apresentou crescimento nominal de 0,93%, mas queda de 3,48% no crescimento real (considerando os índices de inflação) no valor do m² dos seus imóveis, passando de R$ 4.810 para R$ 4.860 no ano. São Caetano, teve aumento nominal de 3,34% (-1,17%, real), custando R$ 5.710, ante os R$ 5.530 do ano passado.

“A lei de uso do solo em São Caetano é restrita, por isso poucos imóveis são construídos atualmente. Assim, conforme vai se esgotando o estoque o preço aumenta”, afirma o presidente do Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Marcos Santaguita.

“A tendência é que, por conta da baixa oferta, o preço se mantenha elevado durante os próximos meses”, completa a diretora regional do SindusCon-SP (Sindicato da Construção Civil), Rosana Carnevalli.

O consultor imobiliário da Olímpico Consultoria, Renato Garcia, observa que, apesar do aumento comparado a 2016, nos últimos meses, o valor dos imóveis são-caetanenses tem baixado, por exemplo.

Em Mauá, o preço do metro quadrado registrou queda nominal de 0,68% e de 5,02%, real. Em 2016, custava R$ 3.980 e, neste ano, R$ 3.960. Em seguida, São Bernardo, que antes tinha o m² por, em média, vendido a R$ 4.890, teve diminuição nominal de 3,05% (-7,28%, real). Agora, o preço é de R$ 4.740.

DESTAQUE - Diadema foi o município responsável pela maior queda nominal, de 5,44% (-9,58%, real), ofertando imóveis mais baratos entre as cinco cidades. O m², que custava R$ 4.790 há um ano, agora sai a R$ 4.530. O presidente do Acigabc explica que essa diminuição deve-se ao fato de a cidade ter tido um grande número de lançamentos (de apartamentos, por exemplo) nos últimos anos, mas a procura não cresceu proporcionalmente. “Por terem (imóveis com) valores similares, as pessoas que procuram um imóvel para comprar geralmente optam por Santo André ou São Bernardo.”

OTIMISMO - Apesar do cenário de crise dos últimos anos, o country manager da Properati Brasil, Renato Orfaly, afirma que a procura por imóveis para compra, tanto usados, quanto lançamentos, tem aumentado neste ano. “Com a redução da inflação, a taxa de juros também diminui, fazendo com que as pessoas se sintam mais confortáveis em realizar financiamento”, completa.

Santaguita também é otimista em relação ao setor da construção civil. “O Grande ABC, como um todo, teve redução de lançamentos. Até que sejam retomados, por volta do ano que vem, haverá um momento em que a procura será maior que a oferta, valorizando os imóveis”, explica. Mais cautelosa, Rosana lembra que o setor da construção civil projeta melhora de 0,5% para este ano. (colaborou Gabriel Russini)



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Região tem redução no preço dos imóveis

São Caetano e Santo André foram as únicas
cidades que apresentaram aumento no valor do m²

Flavia Kurotori
Especial para o Diário

09/05/2017 | 07:00


O preço médio do metro quadrado para compra de imóveis novos e usados em São Bernardo, Diadema e Mauá apresentou queda em abril, se comparado ao mesmo mês do ano passado. O Índice Properati-Hiperdados, realizado pelo portal de venda e aluguel de imóveis Properati, apurou também dados de São Caetano e Santo André.

Para se ter uma ideia, um apartamento de 60 m² custa, em média, R$ 342,6 mil em São Caetano, enquanto que em Mauá, cerca de R$ 237,6 mil – diferença de R$ 105 mil (69,35%).

Santo André apresentou crescimento nominal de 0,93%, mas queda de 3,48% no crescimento real (considerando os índices de inflação) no valor do m² dos seus imóveis, passando de R$ 4.810 para R$ 4.860 no ano. São Caetano, teve aumento nominal de 3,34% (-1,17%, real), custando R$ 5.710, ante os R$ 5.530 do ano passado.

“A lei de uso do solo em São Caetano é restrita, por isso poucos imóveis são construídos atualmente. Assim, conforme vai se esgotando o estoque o preço aumenta”, afirma o presidente do Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Marcos Santaguita.

“A tendência é que, por conta da baixa oferta, o preço se mantenha elevado durante os próximos meses”, completa a diretora regional do SindusCon-SP (Sindicato da Construção Civil), Rosana Carnevalli.

O consultor imobiliário da Olímpico Consultoria, Renato Garcia, observa que, apesar do aumento comparado a 2016, nos últimos meses, o valor dos imóveis são-caetanenses tem baixado, por exemplo.

Em Mauá, o preço do metro quadrado registrou queda nominal de 0,68% e de 5,02%, real. Em 2016, custava R$ 3.980 e, neste ano, R$ 3.960. Em seguida, São Bernardo, que antes tinha o m² por, em média, vendido a R$ 4.890, teve diminuição nominal de 3,05% (-7,28%, real). Agora, o preço é de R$ 4.740.

DESTAQUE - Diadema foi o município responsável pela maior queda nominal, de 5,44% (-9,58%, real), ofertando imóveis mais baratos entre as cinco cidades. O m², que custava R$ 4.790 há um ano, agora sai a R$ 4.530. O presidente do Acigabc explica que essa diminuição deve-se ao fato de a cidade ter tido um grande número de lançamentos (de apartamentos, por exemplo) nos últimos anos, mas a procura não cresceu proporcionalmente. “Por terem (imóveis com) valores similares, as pessoas que procuram um imóvel para comprar geralmente optam por Santo André ou São Bernardo.”

OTIMISMO - Apesar do cenário de crise dos últimos anos, o country manager da Properati Brasil, Renato Orfaly, afirma que a procura por imóveis para compra, tanto usados, quanto lançamentos, tem aumentado neste ano. “Com a redução da inflação, a taxa de juros também diminui, fazendo com que as pessoas se sintam mais confortáveis em realizar financiamento”, completa.

Santaguita também é otimista em relação ao setor da construção civil. “O Grande ABC, como um todo, teve redução de lançamentos. Até que sejam retomados, por volta do ano que vem, haverá um momento em que a procura será maior que a oferta, valorizando os imóveis”, explica. Mais cautelosa, Rosana lembra que o setor da construção civil projeta melhora de 0,5% para este ano. (colaborou Gabriel Russini)

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