Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 2 de Abril

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

O Amaral Wagner convida...


Ademir Medici

17/01/2017 | 07:00


 O convite para a formatura dos ginasianos da Escola Amaral Wagner, ocorrida em 1962, e cuja íntegra Memória publicou em capítulos, tem rendido. Recebemos dois textos do professor Alexandre Takara (o segundo vai publicado hoje) e um terceiro do advogado Nevino Antonio Rocco. E fomos buscar no acervo desta página informações anteriores aqui publicadas.

O Hino de Santo André – da frase famosa ‘livre terra querida’ – nasce da letra do professor José Amaral Wagner, musicada pelo seu colega, professor Luiz Carlos da Fonseca e Castro.

De público, o hino foi executado pela primeira vez em 1950, na Câmara de Santo André, por alunos do Américo Brasiliense, sob a regência do próprio professor Luiz Carlos – na ocasião, professor Amaral Wagner discursou e tudo está nos anais do Legislativo andreense.

O professor Paulo Castro de Mello, em 1997, realizou trabalho acerca do cinquentenário do Américo Brasiliense, fornecendo a esta página Memória um rico material, entre informações e fotos.

 

Patrono das escolas – 2

Texto: Alexandre Takara

Meu amigo Jaime Koiffman, recém-falecido, um dia, perguntou-me: “Reparou como, na comunidade judaica, há muitos nomes repetidos? Davi, Salomão, Chaim e, se mulher, Ester, Sara, Ruth...” Sim, por quê? E ele, sempre seguro, nas informações: há, na tradição judaica, a prática de sempre atribuir o nome de um falecido da família ao recém-nascido. O pai da criança se obriga a contar a história desse ancestral e seu contexto histórico ao filho. Graças a essa prática, preserva-se, não só a memória da família, como a história da comunidade, porquanto todos vivem em relação.

Bela lição de etnografia. Todas as escolas deviam agir assim. Um dia, a assistente cultural do Museu de Santo André, Rosi Rampazzo, em visita a EE Professor José Amaral Wagner, foi indagada sobre quem foi o patrono da escola. Alunos e professores ignoravam. Aqui, entra a lição de Jaime Koiffman. Todas as escolas deveriam ter a boa prática de contar a história do patrono aos alunos recém-chegados. E repetir esse rito, em anos sucessivos, até o nome fixar-se na memória da escola e, por extensão, da comunidade. Se assim não agir, a unidade escolar estará ajudando a apagar o nome do patrono e, consequentemente, da própria história. Seu nome será reduzido apenas a uma referência geográfica no bairro para fins de localização.

Por oportuno, informo que José Amaral Wagner dedicou 33 anos de sua vida ao Ensino Médio do Estado, inclusive Normal, participou de inúmeros concursos de ingresso e remoção do magistério, inclusive no ensino industrial e agrícola.

 

Lição que vem da Áustria

Texto: Nevino Antonio Rocco

Cumprimento o professor Alexandre Takara pela lembrança do primeiro diretor do Américo Brasiliense. Lá cursei o ginasial, de 1949 a 1952, e o colegial clássico, de 1953 a 1955. Foi a primeira escola estadual de nível médio na região. Colegas vinham de São Caetano, Mauá, Ribeirão Pires, Ouro Fino, Rio Grande da Serra, São Bernardo e adjacências.

À época, passava pela minha casa, quando se dirigia a Santos, um alto funcionário da Secretaria da Educação, Ariovaldo Roscito. Ele parava em casa com o seu Studebaker, a novidade cujo vigia era confundido com o parabrisa. Corria 1949.

Certa feita, ao declinar-lhe que estudava no Américo Brasiliense de Santo André, reagiu afirmando que o professor Wagner acompanhava atento e de perto os concursos de professores, na Secretaria de Educação, e atraia para o Américo Brasiliense os primeiros colocados. Merece lembrança e homenagem.

Por oportuno, anotaria que, na Áustria, intercambista do Rotary exibiu-me pasta em forma de livro, reunindo os melhores trabalhos do ano letivo com as observações dos professores, encapado com foto do patrono da escola e respectiva biografia, conferido aos alunos no final do curso. Uma ideia, parece-me, mais interessante e útil do que flâmulas, medalhas, diplomas...

Diário há 30 anos...

Sábado, 17 de janeiro de 1987 – ano 29, edição 6343

Manchete – Comércio ameaça com desobediência civil. O setor protestava contra o alinhamento de preços pelo governo federal.

Grande ABC – Sistema viário sem opções.

Saúde – Aids, a maior ameaça de 1986.

Carnaval 87 – Império do Samba, de Vila Vivaldi, aprova o seu enredo: O Rei e Seus Encantos, a História de Xangô. Um concurso elegeria o melhor samba da agremiação.

Mundialito (seniores) – Seleção Brasileira ganha de virada da Alemanha e decide com a Argentina: 2 a 1 na Vila Belmiro.

 

Em 17 de setembro de...
1917 – Armando Hess muda de Santo André para São Paulo. Ele é guarda-livros da casa comercial da firma Lion & Companhia, em São Paulo.

A guerra. Do noticiário do Estadão: os aliados preparam-se para cortar a estrada de Berlim a Constantinopla.

1977 – A Empresa Brasileira dos Transportes Urbanos divulga projeto de quatro linhas de trólebus na rota do Grande ABC.

Nota – A estatal EBTU foi criada em 1975 e extinta em 1991.

 

Municípios Brasileiros
Celebram seus aniversários em 17 de janeiro:

No Maranhão, Arame e Palmeirândia.

No Rio Grande do Norte, Baía Formosa.

Na Bahia, Itiúba.

No Piauí, Padre Marcos.

Em Sergipe, Tobias Barreto.

 

Hoje
Dia dos Tribunais de Contas do Brasil

 

Santos do Dia
Sulpício (França, Vatan, 576 – Bourges, 647). Em 624 sucede ao Santo Austregésius como o segundo bispo de Bourges. Teria sido amigo e conselheiro de Santa Clara de Marmoutier e foi o escritor da biografia de São Martin de Tours, e o responsável por difundir a santidade dele e torná-lo o mais popular santo da França.

 

Fontes – Blogs Povo Novo e Santo Protetor

Antão ou Antonio do Deserto que faleceu no Egito em 356

Leonila

Mariano



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

O Amaral Wagner convida...

Ademir Medici

17/01/2017 | 07:00


 O convite para a formatura dos ginasianos da Escola Amaral Wagner, ocorrida em 1962, e cuja íntegra Memória publicou em capítulos, tem rendido. Recebemos dois textos do professor Alexandre Takara (o segundo vai publicado hoje) e um terceiro do advogado Nevino Antonio Rocco. E fomos buscar no acervo desta página informações anteriores aqui publicadas.

O Hino de Santo André – da frase famosa ‘livre terra querida’ – nasce da letra do professor José Amaral Wagner, musicada pelo seu colega, professor Luiz Carlos da Fonseca e Castro.

De público, o hino foi executado pela primeira vez em 1950, na Câmara de Santo André, por alunos do Américo Brasiliense, sob a regência do próprio professor Luiz Carlos – na ocasião, professor Amaral Wagner discursou e tudo está nos anais do Legislativo andreense.

O professor Paulo Castro de Mello, em 1997, realizou trabalho acerca do cinquentenário do Américo Brasiliense, fornecendo a esta página Memória um rico material, entre informações e fotos.

 

Patrono das escolas – 2

Texto: Alexandre Takara

Meu amigo Jaime Koiffman, recém-falecido, um dia, perguntou-me: “Reparou como, na comunidade judaica, há muitos nomes repetidos? Davi, Salomão, Chaim e, se mulher, Ester, Sara, Ruth...” Sim, por quê? E ele, sempre seguro, nas informações: há, na tradição judaica, a prática de sempre atribuir o nome de um falecido da família ao recém-nascido. O pai da criança se obriga a contar a história desse ancestral e seu contexto histórico ao filho. Graças a essa prática, preserva-se, não só a memória da família, como a história da comunidade, porquanto todos vivem em relação.

Bela lição de etnografia. Todas as escolas deviam agir assim. Um dia, a assistente cultural do Museu de Santo André, Rosi Rampazzo, em visita a EE Professor José Amaral Wagner, foi indagada sobre quem foi o patrono da escola. Alunos e professores ignoravam. Aqui, entra a lição de Jaime Koiffman. Todas as escolas deveriam ter a boa prática de contar a história do patrono aos alunos recém-chegados. E repetir esse rito, em anos sucessivos, até o nome fixar-se na memória da escola e, por extensão, da comunidade. Se assim não agir, a unidade escolar estará ajudando a apagar o nome do patrono e, consequentemente, da própria história. Seu nome será reduzido apenas a uma referência geográfica no bairro para fins de localização.

Por oportuno, informo que José Amaral Wagner dedicou 33 anos de sua vida ao Ensino Médio do Estado, inclusive Normal, participou de inúmeros concursos de ingresso e remoção do magistério, inclusive no ensino industrial e agrícola.

 

Lição que vem da Áustria

Texto: Nevino Antonio Rocco

Cumprimento o professor Alexandre Takara pela lembrança do primeiro diretor do Américo Brasiliense. Lá cursei o ginasial, de 1949 a 1952, e o colegial clássico, de 1953 a 1955. Foi a primeira escola estadual de nível médio na região. Colegas vinham de São Caetano, Mauá, Ribeirão Pires, Ouro Fino, Rio Grande da Serra, São Bernardo e adjacências.

À época, passava pela minha casa, quando se dirigia a Santos, um alto funcionário da Secretaria da Educação, Ariovaldo Roscito. Ele parava em casa com o seu Studebaker, a novidade cujo vigia era confundido com o parabrisa. Corria 1949.

Certa feita, ao declinar-lhe que estudava no Américo Brasiliense de Santo André, reagiu afirmando que o professor Wagner acompanhava atento e de perto os concursos de professores, na Secretaria de Educação, e atraia para o Américo Brasiliense os primeiros colocados. Merece lembrança e homenagem.

Por oportuno, anotaria que, na Áustria, intercambista do Rotary exibiu-me pasta em forma de livro, reunindo os melhores trabalhos do ano letivo com as observações dos professores, encapado com foto do patrono da escola e respectiva biografia, conferido aos alunos no final do curso. Uma ideia, parece-me, mais interessante e útil do que flâmulas, medalhas, diplomas...

Diário há 30 anos...

Sábado, 17 de janeiro de 1987 – ano 29, edição 6343

Manchete – Comércio ameaça com desobediência civil. O setor protestava contra o alinhamento de preços pelo governo federal.

Grande ABC – Sistema viário sem opções.

Saúde – Aids, a maior ameaça de 1986.

Carnaval 87 – Império do Samba, de Vila Vivaldi, aprova o seu enredo: O Rei e Seus Encantos, a História de Xangô. Um concurso elegeria o melhor samba da agremiação.

Mundialito (seniores) – Seleção Brasileira ganha de virada da Alemanha e decide com a Argentina: 2 a 1 na Vila Belmiro.

 

Em 17 de setembro de...
1917 – Armando Hess muda de Santo André para São Paulo. Ele é guarda-livros da casa comercial da firma Lion & Companhia, em São Paulo.

A guerra. Do noticiário do Estadão: os aliados preparam-se para cortar a estrada de Berlim a Constantinopla.

1977 – A Empresa Brasileira dos Transportes Urbanos divulga projeto de quatro linhas de trólebus na rota do Grande ABC.

Nota – A estatal EBTU foi criada em 1975 e extinta em 1991.

 

Municípios Brasileiros
Celebram seus aniversários em 17 de janeiro:

No Maranhão, Arame e Palmeirândia.

No Rio Grande do Norte, Baía Formosa.

Na Bahia, Itiúba.

No Piauí, Padre Marcos.

Em Sergipe, Tobias Barreto.

 

Hoje
Dia dos Tribunais de Contas do Brasil

 

Santos do Dia
Sulpício (França, Vatan, 576 – Bourges, 647). Em 624 sucede ao Santo Austregésius como o segundo bispo de Bourges. Teria sido amigo e conselheiro de Santa Clara de Marmoutier e foi o escritor da biografia de São Martin de Tours, e o responsável por difundir a santidade dele e torná-lo o mais popular santo da França.

 

Fontes – Blogs Povo Novo e Santo Protetor

Antão ou Antonio do Deserto que faleceu no Egito em 356

Leonila

Mariano

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;