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Metalúrgicos aprovam
reajuste salarial de 10%

Na tarde desta sexta, trabalhadores realizaram assembléias
simultâneas e deram o aval à concessão da classe patronal


Vinicius Gorczeski
Especial para o Diário

05/11/2011 | 07:09


Como antecipado pela equipe do Diário nesta semana, os patrões do ramo de autopeças ofereceram elevação salarial de 10% para os trabalhadores do Estado - entre os quais também negociavam Santo André, Mauá e São Caetano - na manhã de ontem. Pela tarde, trabalhadores realizaram assembleias simultâneas e deram aval à concessão da classe patronal.

O valor será concedido apenas no dia 1° de janeiro. Até lá, haverá pagamento de abono, que flutua entre 26% a 28%, dependendo das classes patronais que amparam esses segmentos. O benefício será pago em parcelas até janeiro.

O segmento das autopeças é caracterizado pela diversidade de fábricas instaladas no trio de municípios. Assim, cada nicho dentro do ramo paga um piso salarial diferente aos trabalhadores.

Nos quatro grupos que conseguiram aprovar o dissídio da categoria, os valores partem de R$ 884 (caso do ramo de trefilação e laminação de metais ferrosos). O ranking de salários mínimos é de R$ 920, nos setores de máquinas e sistemas elétricos e eletrônicos. Depois, o setor de peças automotivas recebe o menor valor em R$ 957 e, por último, os trabalhadores do ramo de fundição, que têm o vencimento mínimo orçado em R$ 975.

Apenas alguns grupos, como o de mecânica, estamparia e motores não construíram uma oferta aos trabalhadores, o que deve ocorrer até segunda-feira, e no mesmo percentual.

"O fato positivo é que a proposta vem agregando aumento real entre 2,5% a 3%, o que só vamos saber quando a inflação medida pelo INPC for divulgada pelo IBGE", afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Martinha.

Já para o dirigente do sindicato são-caetanense, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, a proposta atendeu ao interesse dos 200 trabalhadores que compareceram na votação, descartando a necessidade de deflagrar greve, como havia sido prometido em caso de percentual inferior a 10%. "Aprovamos por unanimidade", destaca Cidão.

O percentual aprovado ontem pegou carona no mesmo índice avalizado pelo setor de autopeças amparado pela CUT, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, em setembro. Fato que gerou expectativas e pressão dos sindicatos para que fosse concedido no mínimo o mesmo percentual agora para as três cidades, cujas datas bases são no dia 1° de novembro.

CAPITAL - Quatro grupos de metalúrgicos da Capital paulista e Mogi das Cruzes também aprovaram ontem 10% de reajuste, o que vai caracterizar 3% de ganho real, tal como na região. Esse conglomerado corresponde a 80% da categoria no Estado.

 

 



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