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Lua de mel em Seychelles


Heloísa Cestari
Do Diário do Grande ABC

12/05/2011 | 07:00


Passado o encanto da cerimônia de casamento do Príncipe William com Catherine Middleton, o burburinho voltou-se ao destino da lua de mel, adiada para o fim do mês. Até o início da semana, o local vinha sendo mantido em absoluto segredo pelo casal, que fixou residência na ilha de Anglesey, em Gales, e voltou ao batente quatro dias após o matrimônio.

Cogitou-se a possibilidade de os pombinhos seguirem para o Quênia, onde o príncipe finalmente pediu Kate em casamento; a ilha grega de Corfu; e a inóspita Jordânia, onde a agora duquesa viveu durante dois anos quando era criança. As exclusivas Mustique, no Caribe; Lizard, na costa do Estado australiano de Queensland; e as Ilhas Sorlingas, localizadas a Sudoeste da península da Cornualha, na própria Inglaterra, também integraram a lista de apostas. Segunda-feira, as especulações chegaram ao fim. O casal já está na Ilha de Seychelles, banhada pelo Oceano Índico, ao Norte de Madagascar.

De acordo com o jornal Daily Mail, William alugou uma casa ao custo de 4.000 libras por noite (cerca de R$ 10,5 mil) e deve permanecer com Kate no local por dez dias.

Um representante do departamento de turismo de Seychelles confirmou a presença do casal na ilha. E a escolha não poderia ser mais apropriada. Esta região da África é um dos recantos mais chiques e exclusivos do planeta. Seus luxuosos resorts esbanjam elegância e privacidade em praias de sonho, a exemplo do ecológico North Island Resort, com vilas de madeira cobertas de palha, árvores entrando na suíte ou cercando a piscina privativa e gazebos para quem quiser tirar uma soneca em sofás com vista para o mar. Tudo impecável.

Os investimentos de luxo deram tão certo no país que ele é hoje um dos mais ricos da África e aparece entre os três melhores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do continente, junto com as ilhas Maurício e a Líbia - atualmente devastada pela repressão à onda de protestos contra o ditador Muamar Kadhafi, há mais de 40 anos no poder.

Outro cantinho paradisíaco em Seychelles é o Four Seasons Resort, construído em estilo colonial que mescla influências francesas e britânicas, com piscina de fundo infinito, motivos orientais na decoração e gastronomia carregada nas cores e temperos da Índia.

Entre as 115 ilhas que compõem o arquipélago, a de Aldabra é especial, pois abriga o maior atol de corais sobrelevado do planeta e uma das lagunas mais extensas do mundo, como se fosse um mar dentro do oceano. A grande quantidade de espécies únicas da fauna e flora leva biólogos a chamarem-na de Galápagos do Oceano Índico. Só lá você encontrará cerca de 150 mil tartarugas gigantes pré-diluvianas, algumas com até 240 quilos.

Desde que foi aberta à visitação pública, há exatos 20 anos, a ilha tornou-se meca de mergulhadores, ornitólogos e naturalistas. Jacques Costeau a descreveu como o mais espetacular local para mergulho de correnteza.

Chegar lá, no entanto, não é tarefa das mais fáceis: Aldabra é a illha mais distante do arquipélago de Seychelles e não dispõe de hotéis - motivo pelo qual manteve-se preservada por tanto tempo.

Já a Ilha de La Digue é uma das mais populares entre fotógrafos e amantes da geologia, que podem clicar os enormes penedos de granito esculpidos pelo tempo, como os picos de Gondwanaland, submersos há milhões de anos, na maior tranquilidade. Afinal, tudo lá dá a impressão de que o tempo parou. Não há carros, muito menos ruas pavimentadas. A única movimentação ocorre quando um carro de boi passa, levantando poeira e crianças a correr atrás dele.

Os 2.000 habitantes recebem os turistas com simpatia e têm a resposta na ponta da língua quando alguém pergunta qual a praia mais bonita da ilha: "Anse Source d'Argent".

De águas mornas e cristalinas, a enseada é cercada de penedos cor-de-rosa ou avermelhados que formam imagens muito parecidas com as esculturas do artista plástico britânico Henry Moore. E o que é melhor: está quase sempre deserta. É mais fácil encontrar um papa-moscas-do-paraíso (pássaro de plumagem azul-negra, ameaçado de extinção, só encontrado nesta ilha) do que uma família de turistas fazendo castelinho nas areias branquinhas de La Digue. Sorte de Kate e William, que poderão finalmente relaxar bem longe dos flashes dos paparazzi.



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Lua de mel em Seychelles

Heloísa Cestari
Do Diário do Grande ABC

12/05/2011 | 07:00


Passado o encanto da cerimônia de casamento do Príncipe William com Catherine Middleton, o burburinho voltou-se ao destino da lua de mel, adiada para o fim do mês. Até o início da semana, o local vinha sendo mantido em absoluto segredo pelo casal, que fixou residência na ilha de Anglesey, em Gales, e voltou ao batente quatro dias após o matrimônio.

Cogitou-se a possibilidade de os pombinhos seguirem para o Quênia, onde o príncipe finalmente pediu Kate em casamento; a ilha grega de Corfu; e a inóspita Jordânia, onde a agora duquesa viveu durante dois anos quando era criança. As exclusivas Mustique, no Caribe; Lizard, na costa do Estado australiano de Queensland; e as Ilhas Sorlingas, localizadas a Sudoeste da península da Cornualha, na própria Inglaterra, também integraram a lista de apostas. Segunda-feira, as especulações chegaram ao fim. O casal já está na Ilha de Seychelles, banhada pelo Oceano Índico, ao Norte de Madagascar.

De acordo com o jornal Daily Mail, William alugou uma casa ao custo de 4.000 libras por noite (cerca de R$ 10,5 mil) e deve permanecer com Kate no local por dez dias.

Um representante do departamento de turismo de Seychelles confirmou a presença do casal na ilha. E a escolha não poderia ser mais apropriada. Esta região da África é um dos recantos mais chiques e exclusivos do planeta. Seus luxuosos resorts esbanjam elegância e privacidade em praias de sonho, a exemplo do ecológico North Island Resort, com vilas de madeira cobertas de palha, árvores entrando na suíte ou cercando a piscina privativa e gazebos para quem quiser tirar uma soneca em sofás com vista para o mar. Tudo impecável.

Os investimentos de luxo deram tão certo no país que ele é hoje um dos mais ricos da África e aparece entre os três melhores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do continente, junto com as ilhas Maurício e a Líbia - atualmente devastada pela repressão à onda de protestos contra o ditador Muamar Kadhafi, há mais de 40 anos no poder.

Outro cantinho paradisíaco em Seychelles é o Four Seasons Resort, construído em estilo colonial que mescla influências francesas e britânicas, com piscina de fundo infinito, motivos orientais na decoração e gastronomia carregada nas cores e temperos da Índia.

Entre as 115 ilhas que compõem o arquipélago, a de Aldabra é especial, pois abriga o maior atol de corais sobrelevado do planeta e uma das lagunas mais extensas do mundo, como se fosse um mar dentro do oceano. A grande quantidade de espécies únicas da fauna e flora leva biólogos a chamarem-na de Galápagos do Oceano Índico. Só lá você encontrará cerca de 150 mil tartarugas gigantes pré-diluvianas, algumas com até 240 quilos.

Desde que foi aberta à visitação pública, há exatos 20 anos, a ilha tornou-se meca de mergulhadores, ornitólogos e naturalistas. Jacques Costeau a descreveu como o mais espetacular local para mergulho de correnteza.

Chegar lá, no entanto, não é tarefa das mais fáceis: Aldabra é a illha mais distante do arquipélago de Seychelles e não dispõe de hotéis - motivo pelo qual manteve-se preservada por tanto tempo.

Já a Ilha de La Digue é uma das mais populares entre fotógrafos e amantes da geologia, que podem clicar os enormes penedos de granito esculpidos pelo tempo, como os picos de Gondwanaland, submersos há milhões de anos, na maior tranquilidade. Afinal, tudo lá dá a impressão de que o tempo parou. Não há carros, muito menos ruas pavimentadas. A única movimentação ocorre quando um carro de boi passa, levantando poeira e crianças a correr atrás dele.

Os 2.000 habitantes recebem os turistas com simpatia e têm a resposta na ponta da língua quando alguém pergunta qual a praia mais bonita da ilha: "Anse Source d'Argent".

De águas mornas e cristalinas, a enseada é cercada de penedos cor-de-rosa ou avermelhados que formam imagens muito parecidas com as esculturas do artista plástico britânico Henry Moore. E o que é melhor: está quase sempre deserta. É mais fácil encontrar um papa-moscas-do-paraíso (pássaro de plumagem azul-negra, ameaçado de extinção, só encontrado nesta ilha) do que uma família de turistas fazendo castelinho nas areias branquinhas de La Digue. Sorte de Kate e William, que poderão finalmente relaxar bem longe dos flashes dos paparazzi.

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