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A recessão econômica e o Dia dos Pais


Silvia Cristina da Silva Okabayashi*

30/07/2016 | 07:28


A duas semanas da comemoração do Dia dos Pais, os consumidores dão sinais de que os valores dos presentes serão mais modestos do que em 2015. Na mais recente PIC (Pesquisa de Intenção de Compras) para o Dia dos Pais, divulgada pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo nesta semana, nota-se clara mudança no comportamento do consumidor e, muito provavelmente, na consciência das famílias.

Quem pretende presentear alguém nessa data comemorativa deverá fazer com algo de menor valor agregado. Além disso, apesar de as roupas e os calçados ainda serem os presentes preferidos para compra na data, notou-se redução desses itens e crescimento nos perfumes e cosméticos. Pode-se observar também maior intenção em se presentear com cestas de café da manhã. Tal mudança nos sugere, em especial quando observamos as duas últimas opções de presentes, demanda por produtos mais baratos.

O comportamento é reflexo, primeiro, da recessão econômica do País, associada a aumento crescente no número de desempregados. Dos entrevistados por ocasião da pesquisa, 3% dos trabalhadores com carteira assinada haviam perdido os empregos. Outra constatação é que o número de pessoas sem ocupação aumentou, e a quantidade de pessoas que estão fazendo ‘bicos’ também. Tal apuração, associada às pesquisas de emprego e desemprego, revela claramente a redução na renda média das famílias e, consequentemente, a queda no poder aquisitivo da população. O que está refletindo na diminuição do consumo.

É nesse contexto que precisamos encontrar saídas! Desde repensar a otimização dos custos até encontrar novas formas de trabalho e de como ofertar produtos.

Os consumidores têm deixado cada vez mais evidente a necessidade de comprar nas proximidades de suas residências e locais de trabalho. Essa informação é de suma importância para os comerciantes e o poder público local. A promoção de ações e políticas públicas que fixem os clientes nas suas cidades, evitando assim o deslocamento pela região, é cada vez mais necessária. O deslocamento dos consumidores e trabalhadores está cada vez mais custoso à sociedade, que perde muito tempo no trânsito, o que tem alto impacto no orçamento familiar.

Os momentos de crise devem ser os responsáveis por mudanças em nossos comportamentos, quer sejamos clientes ou comerciantes. Precisamos buscar alternativas para sobreviver à crise e extrair lições importantes para o resto de nossas vidas.

É necessário nos lembrarmos de que, apesar do período recessivo que atravessamos, somos, enquanto Grande ABC, o quinto maior mercado consumidor do País. Não podemos nos deixar abalar. Precisamos ser fortes e nos unir para vencer! Mais do que nunca, são necessárias ações que envolvam os mais diversos atores sociais da região, para nos manter fortes, conservando nossos postos de trabalho e gerando mais renda.


* Economista, professora e coordenadora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo.

 



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A recessão econômica e o Dia dos Pais

Silvia Cristina da Silva Okabayashi*

30/07/2016 | 07:28


A duas semanas da comemoração do Dia dos Pais, os consumidores dão sinais de que os valores dos presentes serão mais modestos do que em 2015. Na mais recente PIC (Pesquisa de Intenção de Compras) para o Dia dos Pais, divulgada pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo nesta semana, nota-se clara mudança no comportamento do consumidor e, muito provavelmente, na consciência das famílias.

Quem pretende presentear alguém nessa data comemorativa deverá fazer com algo de menor valor agregado. Além disso, apesar de as roupas e os calçados ainda serem os presentes preferidos para compra na data, notou-se redução desses itens e crescimento nos perfumes e cosméticos. Pode-se observar também maior intenção em se presentear com cestas de café da manhã. Tal mudança nos sugere, em especial quando observamos as duas últimas opções de presentes, demanda por produtos mais baratos.

O comportamento é reflexo, primeiro, da recessão econômica do País, associada a aumento crescente no número de desempregados. Dos entrevistados por ocasião da pesquisa, 3% dos trabalhadores com carteira assinada haviam perdido os empregos. Outra constatação é que o número de pessoas sem ocupação aumentou, e a quantidade de pessoas que estão fazendo ‘bicos’ também. Tal apuração, associada às pesquisas de emprego e desemprego, revela claramente a redução na renda média das famílias e, consequentemente, a queda no poder aquisitivo da população. O que está refletindo na diminuição do consumo.

É nesse contexto que precisamos encontrar saídas! Desde repensar a otimização dos custos até encontrar novas formas de trabalho e de como ofertar produtos.

Os consumidores têm deixado cada vez mais evidente a necessidade de comprar nas proximidades de suas residências e locais de trabalho. Essa informação é de suma importância para os comerciantes e o poder público local. A promoção de ações e políticas públicas que fixem os clientes nas suas cidades, evitando assim o deslocamento pela região, é cada vez mais necessária. O deslocamento dos consumidores e trabalhadores está cada vez mais custoso à sociedade, que perde muito tempo no trânsito, o que tem alto impacto no orçamento familiar.

Os momentos de crise devem ser os responsáveis por mudanças em nossos comportamentos, quer sejamos clientes ou comerciantes. Precisamos buscar alternativas para sobreviver à crise e extrair lições importantes para o resto de nossas vidas.

É necessário nos lembrarmos de que, apesar do período recessivo que atravessamos, somos, enquanto Grande ABC, o quinto maior mercado consumidor do País. Não podemos nos deixar abalar. Precisamos ser fortes e nos unir para vencer! Mais do que nunca, são necessárias ações que envolvam os mais diversos atores sociais da região, para nos manter fortes, conservando nossos postos de trabalho e gerando mais renda.


* Economista, professora e coordenadora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo.

 

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