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Sambas de Chico Buarque em versões instrumentais

Laise Mendes/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bandolinista Hamilton de Holanda lança
disco com releituras do artista carioca


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

15/05/2016 | 05:01


Foram várias as ideias que surgiram para Hamilton de Holanda para comemorar suas quatro décadas de vida. Pensou em preparar algo inédito e até um disco de clássicos, entre outras ideias. Mas o que saiu do estúdio foi algo realmente inusitado, ousado até.
Trabalhar em cima do repertório de alguém como o cantor e compositor carioca Chico Buarque não é tarefa para qualquer um. Agora, imagine fazer isso e ainda ter de reler esse material de forma instrumental. Pois é exatamente isso o que quis fazer – e fez – o bandolinista Hamilton de Holanda.
Samba de Chico (Biscoito Fino, R$ 25, em média) chega às prateleiras ilustrado por 14 composições assinadas por Chico. Entre elas estão A Rita, Samba e Amor, Morena D’Angola e Construção, que ganha versão junto de Deus lhe Pague.
Hamilton conta que o universo de Chico Buarque é muito grande e que a escolha das músicas para o disco foi feita afetivamente. “Algumas músicas que eu já tocava na noite. Fui escolhendo e quando chegou no número 14 eu parei e desapeguei, ou então, teria que fazer mais uns três ou quatro discos dele. Não fui para um lado, como, ‘vou pegar um lado B, ou as mais famosas’, fui pelo coração”, diz ele ao Diário.
Ele explica que transformar canções como essas, com letras, para versões instrumentais, foi algo realmente muito desafiador. Hamilton diz que procurou passar a poesia e o sentimento das músicas de maneira diferente, instrumental, improvisando, criando arranjos. “A própria Construção/Deus lhe Pague, eu peguei a música, ouvi bastante, peguei a letra, ficava com ela ali do lado e o bandolim na mão e a partitura do outro”, conta. “Tentei ‘beber’ bastante do sentimento de cada poesia. Sentir mesmo o que cada música, poesia passava. Ficava vendo os arranjos dessa maneira.”
Entre as 14 faixas, quatro delas têm voz. Duas delas, A Volta do Malandro e Vai Trabalhar Vagabundo, do próprio Chico. Já Atrás da Porta e O Meu Amor, da cantora espanhola Silvia Perez Cruz. Hamilton conta que, quando convidou Chico para estar no disco, ele topou de imediato. “E eu sugeri os dois personagens para fazer uma brincadeira, que é o Vagabundo e o Malandro, a Volta do Malandro e Vai Trabalhar Vagabundo. Ele gostou da ideia, foi muito receptivo. No estúdio foi muito divertido. Ele, alegre, dançando com a música, muito concentrado na hora de gravar, querendo que tudo desse certo. Foi muito especial a participação dele.”  



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