Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 24 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Esportes

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Vitória nao joga e Campeonato Baiano será decidido na Justiça


Do Diário do Grande ABC

13/06/1999 | 21:35


O torcedor baiano ficou a ver navios domingo à tarde, no dia da decisao do Campeonato Baiano. Uma briga jurídica entre as direçoes do Bahia e do Vitória, evitou que os dois times se enfrentassem em campo: no horário determinado para o jogo, o Vitória, que inicialmente tinha o mando de campo, compareceu ao Estádio Manoel Barradas e o Bahia foi para a Fonte Nova, baseado numa decisao da Justiça Comum.

Como a Federaçao Baiana de Futebol foi obrigada a cumprir a liminar da 17ª Vara Cível de Salvador, que reprogramou a partida para o Estádio da Fonte Nova, o juiz uruguaio Gustavo Mendez decretou a vitória do Bahia por WO. A federaçao, no entanto, nao concedeu oficialmente o título ao Bahia, alegando que o caso está sub judice. Com isso, a taça e as medalhas que seriam entregues aos jogadores nao foram levadas para a Fonte Nova.

Os poucos torcedores que compareceram aos dois estádios comemoraram o título para as suas equipes, como se houvesse ocorrido a partida. Até os técnicos se consideraram vencedores. "É a premiaçao de um grande trabalho que fizemos no campeonato", disse Joel Santana, do Bahia.

Ricardo Gomes, do Vitória, achou que sua equipe mereceu o campeonato por ter feito a melhor campanha no torneio. Até um trio elétrico apareceu no lado de fora da Fonte Nova para animar os torcedores num desfile até a Igreja do Senhor do Bonfim, uma tradiçao quando clube ganha títulos.

Enquanto isso, no Barradao, o presidente do Vitória Paulo Carneiro disse que o clube deve entrar amanha no Tribunal de Justiça Desportiva da Federaçao com um recurso pedindo a anulaçao do jogo, alegando que teria ocorrido uma série de irregularidades. Ele disse, inclusive, que o clube nao recebeu oficialmente o comunicado da FBF, reprogramando a partida para a Fonte Nova. De fato os funcionários da federaçao nao conseguiram entregar a notificaçao porque ninguém no Vitória quis receber e a FBF precisou fazer publicar um edital sobre o assunto na ediçao de hoje do jornal A Tarde.

A briga toda começou no final da decisao do segundo turno, quando o Bahia perdeu por 2 a 1, para o Vitória no Barradao, estádio situado na periferia de Salvador e com a metade da capacidade da Fonte Nova.

Torcedores e diretores do Bahia alegaram terem sido agredidos. Com isso o presidente do Bahia Marcelo Guimaraes, disse que nao jogaria mais no Barradao.

Para colocar o plano em prática, o Clube de Regatas Itapagipe, dirigido por torcedores do Bahia, moveu uma açao popular no Justiça Comum, alegando que o Barradao nao oferecia condiçoes de segurança e de público para uma decisao de campeonato baiano. O juiz Clésio Rosa concedeu a liminar, sexta-feira, transferindo o jogo para a Fonte Nova, provocando toda a confusao. Além disso, uma outra liminar garantiu a presença na decisao dos jogadores Bebeto Campos e Isaías suspensos por doping. Eles acabaram nao entrando em campo já que haveria o WO.

O Vitória também entrou com uma açao, mas no TJD da FBF, requerendo a anulaçao do primeiro jogo da decisao vencido pelo Bahia por 2 a 0, domingo passado. Nessa partida, o Bahia colocou em campo os dois jogadores acusados de doping que ainda nao tinham sido suspensos pois faltava a realizaçao da contraprova.

Diante desse cenário, a direçao do Vitória consultou o advogado carioca Valed Perry, especialista em justiça esportiva e este aconselhou o clube a nao ir a campo neste domingo. "Isso tudo é uma fraude evidente, pois todos sabem que o Bahia está por trás da açao do Itapagipe", disse Perry, achando que o clube desrespeitou a legislaçao esportiva e as normas da Confederaçao Brasileira de Futebol e da Fifa. "Se uma fraude dessas fosse permitida pela justiça seria o fim do mundo", ironizou. O advogado do Vitória lembrou também que o Bahia nao poderia recorrer à Justiça Comum antes da Desportiva.

Já o advogado do "laranja" do caso, o Itapagipe, Celso Castro disse que nao se pode punir a quem recorre ao Judiciário. "Nao existe mais ditadura no Brasil", resumiu.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Vitória nao joga e Campeonato Baiano será decidido na Justiça

Do Diário do Grande ABC

13/06/1999 | 21:35


O torcedor baiano ficou a ver navios domingo à tarde, no dia da decisao do Campeonato Baiano. Uma briga jurídica entre as direçoes do Bahia e do Vitória, evitou que os dois times se enfrentassem em campo: no horário determinado para o jogo, o Vitória, que inicialmente tinha o mando de campo, compareceu ao Estádio Manoel Barradas e o Bahia foi para a Fonte Nova, baseado numa decisao da Justiça Comum.

Como a Federaçao Baiana de Futebol foi obrigada a cumprir a liminar da 17ª Vara Cível de Salvador, que reprogramou a partida para o Estádio da Fonte Nova, o juiz uruguaio Gustavo Mendez decretou a vitória do Bahia por WO. A federaçao, no entanto, nao concedeu oficialmente o título ao Bahia, alegando que o caso está sub judice. Com isso, a taça e as medalhas que seriam entregues aos jogadores nao foram levadas para a Fonte Nova.

Os poucos torcedores que compareceram aos dois estádios comemoraram o título para as suas equipes, como se houvesse ocorrido a partida. Até os técnicos se consideraram vencedores. "É a premiaçao de um grande trabalho que fizemos no campeonato", disse Joel Santana, do Bahia.

Ricardo Gomes, do Vitória, achou que sua equipe mereceu o campeonato por ter feito a melhor campanha no torneio. Até um trio elétrico apareceu no lado de fora da Fonte Nova para animar os torcedores num desfile até a Igreja do Senhor do Bonfim, uma tradiçao quando clube ganha títulos.

Enquanto isso, no Barradao, o presidente do Vitória Paulo Carneiro disse que o clube deve entrar amanha no Tribunal de Justiça Desportiva da Federaçao com um recurso pedindo a anulaçao do jogo, alegando que teria ocorrido uma série de irregularidades. Ele disse, inclusive, que o clube nao recebeu oficialmente o comunicado da FBF, reprogramando a partida para a Fonte Nova. De fato os funcionários da federaçao nao conseguiram entregar a notificaçao porque ninguém no Vitória quis receber e a FBF precisou fazer publicar um edital sobre o assunto na ediçao de hoje do jornal A Tarde.

A briga toda começou no final da decisao do segundo turno, quando o Bahia perdeu por 2 a 1, para o Vitória no Barradao, estádio situado na periferia de Salvador e com a metade da capacidade da Fonte Nova.

Torcedores e diretores do Bahia alegaram terem sido agredidos. Com isso o presidente do Bahia Marcelo Guimaraes, disse que nao jogaria mais no Barradao.

Para colocar o plano em prática, o Clube de Regatas Itapagipe, dirigido por torcedores do Bahia, moveu uma açao popular no Justiça Comum, alegando que o Barradao nao oferecia condiçoes de segurança e de público para uma decisao de campeonato baiano. O juiz Clésio Rosa concedeu a liminar, sexta-feira, transferindo o jogo para a Fonte Nova, provocando toda a confusao. Além disso, uma outra liminar garantiu a presença na decisao dos jogadores Bebeto Campos e Isaías suspensos por doping. Eles acabaram nao entrando em campo já que haveria o WO.

O Vitória também entrou com uma açao, mas no TJD da FBF, requerendo a anulaçao do primeiro jogo da decisao vencido pelo Bahia por 2 a 0, domingo passado. Nessa partida, o Bahia colocou em campo os dois jogadores acusados de doping que ainda nao tinham sido suspensos pois faltava a realizaçao da contraprova.

Diante desse cenário, a direçao do Vitória consultou o advogado carioca Valed Perry, especialista em justiça esportiva e este aconselhou o clube a nao ir a campo neste domingo. "Isso tudo é uma fraude evidente, pois todos sabem que o Bahia está por trás da açao do Itapagipe", disse Perry, achando que o clube desrespeitou a legislaçao esportiva e as normas da Confederaçao Brasileira de Futebol e da Fifa. "Se uma fraude dessas fosse permitida pela justiça seria o fim do mundo", ironizou. O advogado do Vitória lembrou também que o Bahia nao poderia recorrer à Justiça Comum antes da Desportiva.

Já o advogado do "laranja" do caso, o Itapagipe, Celso Castro disse que nao se pode punir a quem recorre ao Judiciário. "Nao existe mais ditadura no Brasil", resumiu.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;