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PMDB vai pedir o comando da Infraero



18/01/2005 | 13:19


O PMDB já definiu qual comando de estatal vai pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da reforma ministerial. O partido tem interesse em ficar com o comando da Infraero. Informados de que a dança das cadeiras da reforma ministerial pode envolver a presidência da estatal, dirigentes do partido já se articulam para que a bancada pemedebista da Câmara possa fazer a indicação para o cargo.

De acordo com um dos representantes da ala governista do partido, que aguarda o chamado de Lula para negociar a participação do partido no governo, o atual presidente da empresa que administra os aeroportos de todo o país, Carlos Wilson (PT), deve ser “promovido para um posto melhor”. Isso abriria a possibilidade de a vaga ficar com o PMDB.

A cúpula governista do partido passou a segunda-feira na expectativa de uma convocação do Planalto para tratar de ministério, mas não recebeu nenhum contato oficial até o início da noite. O próprio Lula havia sugerido que a conversa fosse neste início de semana, uma vez que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por conta de uma cirurgia de catarata, não poderia comparecer ao encontro na quinta-feira passada, como queria Lula.

Na segunda-feira, no entanto, Sarney já estava a postos no Congresso. Os líderes do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e na Câmara, José Borba (PR), também anteciparam a chegada a Brasília para atender ao chamado presidencial.

Como os dois ministros do partido – o deputado Eunício Oliveira (CE), das Comunicações, e o senador Amir Lando (RO), da Previdência – foram igualmente avisados pelo chefe Lula de sua intenção de se reunir com a cúpula do PMDB.

Câmara – Mas há também no partido o temor de que qualquer definição seja adiada, por causa da briga interna no PT pela presidência da Câmara. De acordo com um dirigente pemedebista que participa da articulação com o governo, a candidatura dissidente do petista Virgílio Guimarães (MG) contra o candidato oficial da bancada petista, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), está crescendo bastante na Casa. E este crescimento é considerado “muito preocupante” para o Planalto e para o partido, que não quer correr o risco de que o tumulto contamine a eleição de Renan à presidência do Senado.

Como a votação para presidente da Câmara é secreta, eles temem que deputados da própria base de apoio do governo acabem traindo o candidato oficial, que tem a preferência do Planalto. A avaliação deste dirigente do PMDB é de que estes problemas complicam o xadrez da reforma ministerial e, com isto, a definição da nova cota de poder do partido pode ficar para depois.

Experiente, o pemedebista acredita que o timing das mudanças tem relação estreita com a sucessão das Mesas Diretoras do Congresso, que só será decidida em 14 de fevereiro. Mais ainda, ele recomenda que até lá seja negociado um acordo para atender ao grupo do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), em que se inclui o rebelde Virgílio, na reforma do ministério. Só assim, avalia o político, a candidatura de Greenhalgh não será posta em risco.



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