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Reclamações contra planos de saúde crescem 60%


Paula Cabrera
do Diário do Grande ABC

27/11/2010 | 07:11


Descaso, demora no atendimento e agendamentos de exames e negativa de procedimentos já não é mais um mal exclusivo da rede pública de Saúde. O número de reclamações de consumidores, Justiça, por problemas com planos de saúde aumentou 60% no Grande ABC neste ano, conforme levantamento de um escritório de advocacia da região.

"A negativa de atendimento, principalmente de próteses cardíacas, quimioterapia, radioterapia por conta de medicamentos importados é muito alta. Procedimentos muito específicos e aumento da mensalidade para os idosos também são destaque", conta a advogada especialista no tema, Tarcila Campanella.

São casos como da aposentada Orides Tosi Satangorlini, 80 anos, e de seu filho Jéferson Jorge Stangorlini, 60, que recorreram ao escritório da especialista. Depois dos 60 anos, dona Orides viu seu convênio ser reajustado anualmente por volta dos 10%. "Quando completei essa idade também disseram que iam reajustar minha taxa em 147%. Recorremos à Justiça e conseguimos ganhar. Hoje, a operadora se prepara para nos devolver o valor pago durante todo esse tempo irregularmente." No total, foram 20 anos de espera. Hoje, o plano de saúde de dona Eurides custa cerca de R$ 2.000.

Problemas como o da aposentada se repetem à exaustão no Grande ABC. São contratos firmados antes de 1998, quando a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou lei que limitava os valores médios de reajuste. Apesar da aparente evolução, as medidas só valem, atualmente, para contratos fechados depois desse período.

"Quem contratou antes, em sua maioria pessoas idosas, ficou no limbo e a ANS não enfrenta o problema como tem de ser enfrentado. Quanto mais tempo passa, pior fica a situação para essas pessoas, que precisam muito mais desses planos hoje do que quando eles foram contratados", afirma a diretora do Procon de Santo André, Ana Paula Satcheki.

O Diário entrou em contato com a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), entidade que representa as principais operadoras do País, e com ANS, mas não obteve respostas aos questionamentos até o fechamento desta edição.



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