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Garçons destacam dia a dia da profissão

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Para trabalhadores, principal desafio é garantir que os clientes gostem do atendimento e retornem


Yago Delbuoni
Especial para o Diário

12/08/2015 | 07:00


A função deles é servir os clientes, no entanto, em muitos casos, os garçons também exercem papel de ouvinte e até mesmo terapeuta. Ontem, quando foi comemorado o dia destes profissionais, o Diário aproveitou para ouvir relatos sobre a rotina destes ícones dos bares e restaurantes.

Geraldo Freire da Costa, 49 anos, exerce a função de servir clientes há 36. Durante este período, o profissional já serviu clientes em Petrolina (Pernambuco) e agora atua no Boteco Maria, no bairro Jardim, em Santo André.“Aqui em São Paulo, os clientes são mais exigentes, pela variedade da gastronomia que temos.”

Costa começou a trabalhar na área com apenas 13 anos. “Conseguir emprego no Nordeste era difícil. Eu era o menor garçom no restaurante, lá em Petrolina. A bata ficava na altura do meu calcanhar”, brinca. Depois do primeiro contato com a profissão, o garçom não parou mais de servir. “Peguei gosto. Adoro servir as pessoas, trabalhar neste serviço. Fico muito chateado quando algo não dá certo”, revela.

Costa considera que o sucesso profissional está associado a dois atributos: rapidez e honestidade. “O garçom bom é rápido, esperto. A garrafa de vinho está na mesa e o garçom não deixa o cliente pegar na garrafa, porque já o serve. Não pode mentir para o cliente”. A paciência aparece como terceiro item na lista de requisitos básicos. “Muitas vezes, tem clientes que estão estressados, e querem descontar todas as mágoas no bar. Tem que ser quase um psicólogo para ouvir o desabafo de quem bebe.”

Outro profissional que está satisfeito com a carreira escolhida é José Elpídio Dias, mais conhecido como Zequinha. Ele atua como garçom desde 1989 e hoje trabalha em um dos restaurantes mais bem conceituados da região, o Baby Beef Jardim, em Santo André. “Trabalhei na roça, na região de Cascavel, no Paraná. Quando precisei sair da roça e vir para cidade, tinha alguns amigos que começaram a trabalhar e surgiu a oportunidade”, lembra.

Para Zequinha, a sensação de dever cumprido para o garçom é quando se nota que o cliente foi bem atendido. “A satisfação do garçom é quando a pessoa não reclama do serviço”, diz. Para isso, o profissional destaca a importância de não cometer erros. “O maior desafio do garçom é se esforçar para que o cliente volte sempre”, observa. 



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