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Encontro sobre mínimo com ministros acaba sem resultado


Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

22/12/2005 | 09:04


Terminou como começou a reunião de quarta-feira entre representantes de centrais sindicais e ministros para definir o novo valor do salário mínimo. O governo federal não fez nenhuma proposta de reajuste além da prevista na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), para R$ 321 – os sindicalistas pedem R$ 400.

Nenhum dos ministros presentes – Luiz Marinho (Trabalho), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) e Nelson Machado (Previdência) – se posicionou oficialmente sobre aumentos acima dos R$ 321, embora o relator do orçamento da União, deputado federal Carlito Merss (PT-SC), defenda um mínimo de R$ 340.

Depois de realizar uma marcha com cerca de 10 mil manifestantes a Brasília no início do mês, as centrais envolvidas no processo – CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), SDS (Social Democracia Sindical), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores) – esperavam a definição do mínimo ainda para dezembro.

“Foi decepcionante o encontro, porque não estavam os ministros da Fazenda (Antonio Palocci) e do Planejamento (Paulo Bernardo), que iriam participar da reunião. Depois de todo esse processo de articulação, o governo voltou a apresentar a mesma proposta”, afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Depois da reunião, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que R$ 340 para o salário mínimo é um “número bastante razoável”, mas reforçou que a decisão sobre o valor só deve acontecer em janeiro.



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