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Dom Cláudio exalta Diocese andreense

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Missa na Catedral Nossa Senhora do Carmo celebra 40 anos de ordenação episcopal do religioso


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

26/05/2015 | 07:00


“Vocês me ensinaram a ser bispo”, destacou o cardeal dom Cláudio Hummes, 81 anos, à comunidade diocesana de Santo André, na noite de ontem, durante missa de Ação de Graças na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no Centro. A cerimônia de cerca de duas horas contou com a presença maciça dos fiéis e marcou os 40 anos da ordenação episcopal do homem de Deus.

Emocionado, dom Cláudio aproveitou o momento da homilia para lembrar um pouco da sua trajetória. “Fico muito feliz em celebrar aqui meus 40 anos como bispo. Santo André ficou no coração. Me ajudou a compreender o que é uma diocese e a praticar o lema que escolhi para minha caminhada: ‘Vós sois todos irmãos’, disse o cardeal, oriundo da ordem franciscana.

As lutas operárias e contra os crimes da ditadura também foram ressaltadas. “Descobri que aqui era uma grande diocese de trabalhadores que lutavam pelos seus direitos com métodos pacíficos. O ano de 1979, quando teve aquela grande greve geral, foi decisivo na minha vida”, afirma, ao falar sobre o período em que permitiu que os sindicatos se reunissem em igrejas de sua diocese para articular ações.

“Tudo isso me ajudou a entender que tinha que ouvir o povo. Compreender aquilo que a população acha que é melhor para ela e não o que eu acho”, revela, ao acrescentar que esse é exatamente um dos ensinamentos do papa Francisco. “Já temos bastante discurso, mas o mundo carece de prática. O papa ensina que é preciso caminhar até o povo e sorrir com sorriso de pai, que está ali para encorajar e não para cobrar”, completa.

Para dom Cláudio, a Igreja tem hoje “grande desafio de continuar a ser luz neste mundo plural”. Segundo ele, os sacerdotes não devem ter atitude condenatória, tendo em vista que o próprio Jesus Cristo disse aos discípulos que veio ao mundo para salvá-los. “O papa diz: ‘Ninguém está condenado a ficar fora do reino de Deus.’”

Antes de terminar a cerimônia, o cardeal aproveitou para solicitar orações por parte dos fiéis, já que considera estar no “último parágrafo da vida”. “Vocês sabem que a gente começa a ter algumas dificuldades. Às vezes não consegue andar sem o bastão”, finalizou, poucos segundos antes de ser aplaudido de pé pela comunidade presente.

O público que acompanhou a missa era diversificado. Tanto fiéis mais velhos quanto jovens compareceram à cerimônia para prestigiar dom Cláudio. Esse foi o caso da auxiliar de recursos humanos Lerita Souza, 27 anos, frequentadora de comunidade religiosa chamada Fanuel. “Ele é uma pessoa muito importante na vida da Igreja. Começou um trabalho muito importante e que está tendo continuidade. É um dia de festa”, considera. 



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Dom Cláudio exalta Diocese andreense

Missa na Catedral Nossa Senhora do Carmo celebra 40 anos de ordenação episcopal do religioso

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

26/05/2015 | 07:00


“Vocês me ensinaram a ser bispo”, destacou o cardeal dom Cláudio Hummes, 81 anos, à comunidade diocesana de Santo André, na noite de ontem, durante missa de Ação de Graças na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no Centro. A cerimônia de cerca de duas horas contou com a presença maciça dos fiéis e marcou os 40 anos da ordenação episcopal do homem de Deus.

Emocionado, dom Cláudio aproveitou o momento da homilia para lembrar um pouco da sua trajetória. “Fico muito feliz em celebrar aqui meus 40 anos como bispo. Santo André ficou no coração. Me ajudou a compreender o que é uma diocese e a praticar o lema que escolhi para minha caminhada: ‘Vós sois todos irmãos’, disse o cardeal, oriundo da ordem franciscana.

As lutas operárias e contra os crimes da ditadura também foram ressaltadas. “Descobri que aqui era uma grande diocese de trabalhadores que lutavam pelos seus direitos com métodos pacíficos. O ano de 1979, quando teve aquela grande greve geral, foi decisivo na minha vida”, afirma, ao falar sobre o período em que permitiu que os sindicatos se reunissem em igrejas de sua diocese para articular ações.

“Tudo isso me ajudou a entender que tinha que ouvir o povo. Compreender aquilo que a população acha que é melhor para ela e não o que eu acho”, revela, ao acrescentar que esse é exatamente um dos ensinamentos do papa Francisco. “Já temos bastante discurso, mas o mundo carece de prática. O papa ensina que é preciso caminhar até o povo e sorrir com sorriso de pai, que está ali para encorajar e não para cobrar”, completa.

Para dom Cláudio, a Igreja tem hoje “grande desafio de continuar a ser luz neste mundo plural”. Segundo ele, os sacerdotes não devem ter atitude condenatória, tendo em vista que o próprio Jesus Cristo disse aos discípulos que veio ao mundo para salvá-los. “O papa diz: ‘Ninguém está condenado a ficar fora do reino de Deus.’”

Antes de terminar a cerimônia, o cardeal aproveitou para solicitar orações por parte dos fiéis, já que considera estar no “último parágrafo da vida”. “Vocês sabem que a gente começa a ter algumas dificuldades. Às vezes não consegue andar sem o bastão”, finalizou, poucos segundos antes de ser aplaudido de pé pela comunidade presente.

O público que acompanhou a missa era diversificado. Tanto fiéis mais velhos quanto jovens compareceram à cerimônia para prestigiar dom Cláudio. Esse foi o caso da auxiliar de recursos humanos Lerita Souza, 27 anos, frequentadora de comunidade religiosa chamada Fanuel. “Ele é uma pessoa muito importante na vida da Igreja. Começou um trabalho muito importante e que está tendo continuidade. É um dia de festa”, considera. 

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