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Orgulho vilipendiado

Aline Pietri/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Redação

27/03/2015 | 07:00


Em 27 de março de 1925, o presidente Washington Luís assinou documento autorizando a empresa Light & Power a represar as águas do Rio Grande com o objetivo de gerar energia destinada a suprir a demanda da crescente indústria paulista. As obras do reservatório, que em 90 anos se transformaria em orgulho dos moradores do Grande ABC, foram tocadas pelo engenheiro norte-americano Asa White Kenney Billings (1876-1949), ao qual a barragem deve o nome.

Ao completar nove décadas de existência, a Billings tem pouco a comemorar. Embora possa ser considerada um dos tesouros ambientais da Região Metropolitana, capaz de envaidecer os moradores das sete cidades do Grande ABC, a represa tem sido vilipendiada. Ao longo dos anos, a poluição tomou conta das águas originalmente limpas do reservatório, que, só agora, em plena crise hídrica, parece despertar a atenção das autoridades, preocupadas em encontrar fonte de água potável para matar a sede dos paulistas.

Protegida por lei desde 2009, a Billings permanece sendo vítima da falta de fiscalização dos setores competentes de Estado e municípios. Os artigos que punem o despejo de esgoto e a proteção das margens contra a ocupação irregular seguem apenas no papel, sendo insuficientes para garantir fauna e flora da represa. O descaso levou a sociedade civil organizada a editar carta aberta em defesa do reservatório.

O documento cobra ações de restauração florestal das áreas degradadas, controle das ocupações irregulares e do lançamento de poluentes, educação ambiental, além de fiscalização. Todas as reivindicações são endossadas por este Diário, que tem a defesa da Billings entre suas bandeiras históricas. Autoridades estaduais e municipais têm de se unir para atender a cada uma das demandas apontadas na carta. Que ao sentimento popular de orgulho que acompanha a represa há 90 anos seja associado o de respeito por este verdadeiro patrimônio ambiental do Brasil.



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Orgulho vilipendiado

Da Redação

27/03/2015 | 07:00


Em 27 de março de 1925, o presidente Washington Luís assinou documento autorizando a empresa Light & Power a represar as águas do Rio Grande com o objetivo de gerar energia destinada a suprir a demanda da crescente indústria paulista. As obras do reservatório, que em 90 anos se transformaria em orgulho dos moradores do Grande ABC, foram tocadas pelo engenheiro norte-americano Asa White Kenney Billings (1876-1949), ao qual a barragem deve o nome.

Ao completar nove décadas de existência, a Billings tem pouco a comemorar. Embora possa ser considerada um dos tesouros ambientais da Região Metropolitana, capaz de envaidecer os moradores das sete cidades do Grande ABC, a represa tem sido vilipendiada. Ao longo dos anos, a poluição tomou conta das águas originalmente limpas do reservatório, que, só agora, em plena crise hídrica, parece despertar a atenção das autoridades, preocupadas em encontrar fonte de água potável para matar a sede dos paulistas.

Protegida por lei desde 2009, a Billings permanece sendo vítima da falta de fiscalização dos setores competentes de Estado e municípios. Os artigos que punem o despejo de esgoto e a proteção das margens contra a ocupação irregular seguem apenas no papel, sendo insuficientes para garantir fauna e flora da represa. O descaso levou a sociedade civil organizada a editar carta aberta em defesa do reservatório.

O documento cobra ações de restauração florestal das áreas degradadas, controle das ocupações irregulares e do lançamento de poluentes, educação ambiental, além de fiscalização. Todas as reivindicações são endossadas por este Diário, que tem a defesa da Billings entre suas bandeiras históricas. Autoridades estaduais e municipais têm de se unir para atender a cada uma das demandas apontadas na carta. Que ao sentimento popular de orgulho que acompanha a represa há 90 anos seja associado o de respeito por este verdadeiro patrimônio ambiental do Brasil.

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