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Líderes do PCC devem ser punidos com mais um ano em isolamento



05/11/2003 | 00:27


Mais um ano de isolamento em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Essa deve ser uma das respostas do governo do Estado aos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvidos na série de ataques às polícias e às guardas civis em São Paulo.

A medida pode afetar o líder máximo do grupo, Marcos Willians Herbas Camacho ('Marcola'), além de Júlio César Guedes de Moraes ('Julinho Carambola') e Sandro Henrique da Silva Santos ('Gulu'). "Caso seja provada a participação deles nesses crimes, eles ficarão mais um período no RDD", disse o secretário-adjunto da Administração Penitenciária, José Rolim Neto.

Recentemente, a secretaria determinou mais um período de isolamento para Marcola. Agora, o líder do PCC só deixará o RDD em 2005. Além dele, Julinho Carambola, segundo homem na hierarquia do PCC, também deverá cumprir mais um ano de isolamento.

Ambos são acusados de reincidência em falta grave, por causa do envolvimento no planejamento de atentados, seqüestros e mortes. As suspeitas se baseiam em documentos apreendidos com o advogado Mário Sérgio Mungioli, preso dia 30 de setembro, depois de visitar Marcola na penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes.

Gulu é o terceiro homem mais importante da organização e comanda as ações do PCC na Baixada Santista. Ele e Julinho Carambola pediram uma reunião com o diretor do presídio de Presidente Bernardes, Antonio Sérgio de Oliveira, a quem entregaram uma carta e deram prazo de 30 dias para que o governo atendesse suas exigências de mudanças no RDD. Caso contrário, a facção criminosa iria agir.

O RDD prevê o isolamento do preso. Nas celas individuais o detento não tem direito a ter rádio ou televisão. Os criminosos não recebem visita íntima e tomam banho de sol só quatro horas por semana. Não podem jogar bola e existem restrições sobre o que seus parentes podem entregar como comida.

Cada preso que comete uma falta grave no sistema pode ser internado por seis meses em um dos três presídios regidos pelo RDD - o de Presidente Bernardes é o mais rígido, mas o sistema também é mantido na Casa de Custódia de Taubaté e na Penitenciária 1 de Avaré. A partir da primeira reincidência, o preso fica mais um ano internado.

Regalias - A lista de reivindicações entregue pelos líderes do PCC à direção do presídio é dividida em sete itens. O primeiro é denominado "regalias". Eles pedem: uma visita íntima por mês, um rádio AM/FM à pilha, liberação do futebol entre os presos e banho quente para os internos.

No item "alimentação semanal", reivindicam frutas e legumes variados, um quilo de frios e um litro de iogurte. A terceira reivindicação é a permissão para que seus parentes lhes entreguem, uma vez por mês, "alimentação caseira" (cinco cumbucas de comida), três quilos de leite em pó, dois rocamboles, um quilo de goiabada, açúcar, bolachas, chocolate, maionese, mostarda, bolos, pão de forma, panetone e suco.

As reivindicações abrangem ainda material de limpeza (detergentes, desinfetantes e amaciantes de roupas), produtos de higiene pessoal (xampu, creme dental, hidratantes, desodorante, escovas de cabelo), roupas (duas calças, tolhas de banho, dois pares de tênis, oito cuecas e lençóis).

E, por fim, o item "diversos", no qual os presos pedem permissão para ter 50 envelopes de cartas, três canetas, dois cadernos revistas, fotos, espelhinhos e um isqueiro grande.



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