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Região concentra 10% das empresas que mais emitem CO2


Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

24/04/2008 | 07:01


Levantamento pioneiro feito pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente revela que 10% das 100 empresas que mais emitem CO2 no Estado estão no Grande ABC. A Petroquímica União, de Santo André, é a primeira da região a figurar na lista, que tem a Cosipa, em Cubatão, como líder.

Juntas, as dez indústrias da região emitem, por ano, 2.752.902 toneladas de dióxido de carbono, quantidade que não chega à metade da emissão medida na Cosipa. O CO2 é o gás considerado responsável pelo efeito estufa, que gera o aquecimento global. A pesquisa, feita com informações cedidas por 329 empresas paulistas (371 foram convidadas a participar), coloca o setor petroquímico como o maior gerador de CO2 de São Paulo.

Ao todo, o Estado emite 18.265.390 toneladas. O gás é gerado, em 60% dos casos, a partir da combustão industrial de fontes fósseis (como carvão, diesel e gasolina, por exemplo) ou renováveis (como biomassa e lenha). O restante - 40% - é originado pelo processo de produção.

A lista, segundo o secretário estadual Xico Graziano, servirá como ponto de partida para que as empresas, em parceria com o poder público, adotem medidas que proporcionem a redução das emissões geradas no Estado.

"Vamos tentar negociações neste sentido. A redução poderá ser individual ou setorial, de acordo com o ramo de atividade. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) participa do projeto, que pode resultar em novos processos de produção", diz.

Trabalho que já é feito, segundo o diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, Nelson Reis. "A indústria tem feito a lição de casa. Em 2001, o setor petroquímico emitia 415 quilos de CO2 por tonelada produzida. Hoje, o número está em 363 quilos com chances de cair mais. É o conceito da ‘produção limpa', com melhor aproveitamento de recursos naturais", explica.

A posição do Grande ABC não surpreende. A história coloca a região em qualquer ranking que mencione processos industriais. A conta de emissão, porém, deve ser analisada com cuidado, levando-se em conta a proximidade com Cubatão, analisa o presidente da Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), Carlos Bocuhy.

"Tudo faz parte da mesma bacia. A conta de Cubatão deve ser incluída na lista regional. De qualquer forma, é compreensível que esta área participe ativamente da lista dos maiores emissores, que devem mesmo ser conhecidos. A divulgação das informações por parte da secretaria é um avanço. A sociedade tem este direito", afirma.

Até o final do ano, Graziano espera revelar um inventário completo, com dados de todos os emissores de gases, incluindo os setores comerciais e domésticos. "Este documento deve ser atualizado a cada dois anos para podermos perceber os avanços obtidos. São Paulo está dando um exemplo em termos de controle ambiental. Na competição global, nenhuma indústria vai querer ficar de fora desta agenda."



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