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Pais de alunos fazem mais um protesto em Mauá

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reunião entre representantes do movimento e da Diretoria de Ensino esclarece dúvidas


Nelson Donato
Yago Delbuoni

27/02/2015 | 07:00


Pais de alunos da rede estadual fizeram ontem pela manhã mais um protesto para pedir a permanência do transporte escolar por meio de vans na cidade. Reunião de mais de cinco horas entre os representantes dos responsáveis e funcionários da Diretoria de Ensino de Mauá explicou que, por enquanto, o transporte escolar está mantido na cidade, mas está em andamento estudo para avaliar caso a caso de discentes com 12 anos ou mais, que poderão ser beneficiados pelo passe livre.

O presidente da sociedade de amigos do bairro, Romildo Paes Filho de Souza, classificou o resultado da reunião como bom e disse que, a princípio, não haverá perda do benefício. “Eles (Diretoria de Ensino) disseram que a resolução 27 da lei estadual será respeitada, isto é, mesmo que o aluno tenha o transporte público perto de casa, com uma distância de menos de um quilômetro, mas tiver alguma barreira que possa colocar em risco a integridade física dele, o transporte, por obrigação, deve ser mantido.”

O presidente da associação de bairro e participante da reunião informou que a questão do transporte precisa ser avaliada pela direção em cada caso. “Vale o bom-senso, é fundamental que os alunos não corram risco para chegar até a escola, como os locais ermos, cerca elétrica, trilho de trem.”

A reunião começou às 10h e durou até o meio da tarde. Enquanto isso, o período da manhã foi marcado pela manifestação, a segunda desta semana pelo mesmo motivo.

Sem ter ainda os esclarecimentos do encontro, que terminaria apenas à tarde, muitos pais continuavam indignados com a possibilidade do corte das vans, caso da aposentada Clara da Penha, 51 anos, mãe de duas gêmeas de 13 anos que frequentam a EE Maria Pastana Menato. Segundo ela, o comunicado sobre a extinção do transporte escolar foi feito em uma reunião com os pais. “A diretora anunciou que, a partir de 1º de março, alunos que têm mais de 12 estarão automaticamente excluídos do programa”. Sua família reside em Ribeirão Pires, e ela conta que o acesso sem as vans será difícil. “As vias estão muito ruins. É preciso ter coragem para enviar nossos filhos por caminhos assim”, opina.

Pai de um aluno da EE Cora Coralina, situada em Rio Grande da Serra, o soldador José Romildo Joaquim de Oliveira, 47, está indignado com a situação. “O transporte escolar é de suma importância e o Estado irá deixar nossos filhos sem ele. Crianças de 12 anos são totalmente dependentes dos pais”. Segundo ele, para seu filho pegar um ônibus de linha comum, ele precisaria caminhar por três quilômetros. “Existem muitas áreas rurais na nossa cidade, falta urbanização, tem muito mato.”

Procurada, a Secretaria de Estado da Educação informou que a Diretoria de Ensino de Mauá se reuniu mais uma vez com os pais e reforçou a manutenção do transporte escolar. Destacou novamente que está em curso levantamento sobre os alunos com 12 anos ou mais que poderão receber o benefício do passe livre e garantiu que a data de 1º de março supostamente informada como início de suspensão do transporte não procede. 



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