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Tudoquetocotutocas faz lixo virar música

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grupo, que tem nomes da região, faz instrumentos
com material reciclável e lança disco de estreia


Vinícius Castelli

28/12/2014 | 07:30


Muitas vezes a única coisa que basta, além de talento, é claro, é uma boa ideia. Foi pensando em possibilidades que o guitarrista e produtor musical de São Bernardo Fabio Veroneze resolveu “fazer instrumentos a partir de materiais que achássemos nas ruas, e mostrar o quanto se joga fora no planeta em que vivemos”. A iniciativa serve de lema para a banda Tudoquetocotutocas, que se joga no mercado musical e apresenta seu primeiro disco homônimo, independente (R$ 10, em média). Toda a venda será doada para uma casa que ajuda pessoas com deficiências.

Depois que a ideia lhe surgiu, Veroneze teve o trabalho de encontrar quem topasse essa empreitada com ele. “Pensei basicamente nas pessoas que teriam este perfil”, diz. Além do guitarrista, o grupo é formado por Emiliano Castro e Caccia-Bava (violão e viola caipira), Alaor Neves (bateria e percussão) e Ricardo Moreira (contrabaixo), este último também de São Bernardo.

Uma antena parabólica que estava jogada no meio da rua virou parte da bateria, os braços dos instrumentos foram construídos a partir de muitos pedaços de madeiras que acharam jogados por aí. E assim eles contam com instrumentos como a gavetola (uma viola de dez cordas), o violixo (que tem seis cordas). a mandola (feita com lata de cerveja) e uma guitarra montada a partir de um pequeno barril de lata utilizado para armazenar cerveja. Apesar de tudo parecer estranho, eles conseguem fazer som instrumental impecável.

Veroneze conta que o que deveria ser um violão não tem exatamente a mesma afinação nem o exato timbre de um violão convencional. “Conseguimos extrair o máximo de som de cada instrumento na hora de tocarmos. Certamente, o que conta é a experiência e a ‘mão’ do músico na hora de tocar esse ‘neo-instrumento’”, explica.

Para esses músicos, a preocupação ambiental é algo fundamental. O guitarrista conta que “sempre que passávamos em frente às caçambas, achávamos algo, e continuamos achando um absurdo as coisas que se jogam fora. O pior, muitas delas, mesmo que tenham de ser jogadas no lixo, são quase sempre colocadas em locais inadequados”, diz.

O grupo prova que, para fazer música – inclusive a instrumental brasileira, que traz à luz a raiz da cultura nacional –, não precisa nada além de realmente querer tocar. “Todos temos outras carreiras fora do Tudoquetocotutocas, então encaramos o desafio de lidar com esses novos instrumentos. Tivemos que estudá-los antes, e, no fim, ficaram tão prazerosos de tocar quanto os convencionais.”



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