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Meu bicho de estimação morreu. E agora?

Nário Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

10/01/2011 | 07:20


Perder o bichinho de estimação, seja cão, gato ou pássaro, é sempre doloroso. Depois da morte, aparece um problema: o que fazer com o corpo?

Enterrar os animais é a prática mais comum: pesquisa do Instituto de Geociência da USP (Universidade de São Paulo) revelou que 60% dos animais mortos no Estado são enterrados pelos donos, 20% são jogados na rua ou levados à prefeitura, 13% são entregues a uma clínica veterinária e 7% são colocados em sacos de lixo ou caçambas.

O problema de enterrar o pet está no líquido gerado na decomposição. "O necrochorume contém bactérias e microorganismos que podem contaminar o solo, lençol freático e poços artesianos", explicou o veterinário Paulo Salzo.

Para o especialista, colocar os restos mortais em sacos de lixo é errado. "Se a pessoa não pode pagar pela cremação, deve entregar o corpo ao veterinário, que enviará para ser cremado gratuitamente pela prefeitura."

No Grande ABC, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Diadema recebem, juntas, cerca de 440 corpos de animais por mês. Alguns são destinados à cremação e outros passam por processo de desinfecção antes de serem enviados aos aterros sanitários. O serviço é gratuito.

Em Santo André, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) recolhe cerca de 250 animais por mês, sendo 70% cães. Para solicitar o serviço, basta ligar no telefone 115.

São Bernardo recolhe 30 animais de pequeno porte (até 50kg) mensalmente. Eles são enviados para o aterro sanitário e destinados à vala séptica. O interessado deve ligar para 4366-3660.

O Centro de Controle de Zoonoses de São Caetano recebe cerca de dez animais por mês, que são incinerados. O atendimento pode ser feito pessoalmente no centro ou pelo número 156.

Em Diadema, os animais são retirados por empresa terceirizada e destinados a incineração junto com lixo hospitalar. São recolhidos, em média, 50 animais por mês. Para solicitar o serviço é preciso entrar em contato pelo 4072-9222.

Em Mauá, que recolhe cerca de 100 bichos mensalmente e os encaminha para incineração, a coleta é feita pela empresa Lara, por meio do telefone 4544-1077.

A Prefeitura de Ribeirão Pires afirmou que não realiza o serviço e Rio Grande da Serra não respondeu.

Cremar animais custa até R$ 3.200

Terminar o casamento após 20 anos não é fácil. Quando aconteceu com a professora Sueli Labruna Villela, 61 anos, ela começou fazer terapia, mas abandonou assim que descobriu método mais eficaz de se recuperar: cães.

Boni e Bruce, irmãos da raça poodle, foram os responsáveis pelo resgate da auto-estima de Sueli. "Eles eram a alegria da casa. Até festa de aniversário fiz para os dois!", relembrou.

Mas bichos de estimação morrem logo: em 2008 Boni faleceu, vítima de problemas cardíacos. Em novembro do ano passado foi a vez de Bruce, após série de AVCs (acidentes vasculares cerebrais).

Ambos foram cremados no Pet Memorial, em São Bernardo, único local do Grande ABC a oferecer o serviço. Apesar de ser a maneira mais indicada de lidar com os restos mortais, a cremação é cara: vai de R$ 1.200 a R$ 3.200, dependendo do modelo da urna. São nove opções, que vão desde as ecológicas (que podem ser enterradas no solo) até exemplares com pequenas esculturas no formato da raça do animal.

O gerente do Pet Memorial, Manoel Garrote, explica que o valor é referente à cremação individual. Para quem não quer levar a urna, é possível deixá-lo no cinerário. Nesse caso, o espaço custa R$ 2.500 e pode ser enfeitado com fotos, coleiras e brinquedinhos do pet.

Segundo Garrote, qualquer animal pode ser cremado, mas o mais comum é mesmo o cão - 70% das 280 cremações mensais.

O cliente pode optar ainda pela modalidade na qual as cinzas do animal não são devolvidas. "Nesse caso, cremamos três ‘amiguinhos' juntos pelo custo de R$ 750 cada. Depois jogamos as cinzas no nosso jardim", afirmou.



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