Economia

Setor automotivo pisa no freio, mas não estaciona




 É fato que a Covid-19 impactou o setor automotivo. As montadoras e toda a cadeia de fornecedores foram duramente atingidos pela crise impulsionada pelo coronavírus. Todas as cinco fábricas com plantas no Grande ABC tomaram algum tipo de medida, como a paralisação das linhas de produção, redução de jornadas e salários, de contrato e até ou lay-off. Passados 14 meses desde que a pandemia foi decretada, o segmento mostra sinais de que, mesmo em ritmo mais lento, consegue avançar.

A Volkswagen, por exemplo, informou no início do mês que, apesar da falta de insumos, principalmente de semicondutores, teve um início bem-sucedido em 2021, com as vendas mundiais no primeiro trimestre, alcançando 20 bilhões de euros e se aproximando do obtido no começo de 2019. A empresa de origem alemã apresenta na quinta-feira o Taos, mais um integrante da família de SUVs. O carro é produzido na fábrica de General Pacheco, na Argentina.

A Ford, que durante a crise encerrou fabricação de modelos no País, também não está com o freio de mão puxado. Vem fazendo lançamentos pontuais. Neste ano apresentou a versão Black da picape Ranger, o esportivo Mustang March 1, cujo lote de 80 unidades vendeu em apenas um dia e, na quarta-feira, iniciou a venda no Brasil do Bronco Sport. O tradicional utilitário norte-americano, que está na sua quinta geração e começou a ser produzido nos Estados Unidos em 1968, chega como opção para uso no asfalto e na terra. Com um motor 2.0 turbo, que oferece 240 cv de potência, transmissão automática com oito velocidades, muitos equipamentos eletrônicos e que custa R$ 256, 9 mil.

A Toyota também apostou no setor dos SUVs e, em março, apresentou o Corolla Cross, que será montado em Sorocaba, no Interior, mas com alguns componentes feitos em São Bernardo. A GM também terá novidades em breve. A empresa suspendeu a fabricação da Montana e prepara uma nova picape que será feita na planta de São Caetano.

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