Palavra do Leitor

Retomada pós-pandemia nas cidades




Sabemos que, no contexto futuro de pós-pandemia, havendo perda de emprego ou renda, certamente haverá maior demanda por creches e escolas públicas nos municípios paulistas. Evasão escolar também. Sem falar no aumento no número de pessoas com complicações das doenças crônicas não transmissíveis, por negligência na prevenção e no tratamento durante a pandemia. Prevê-se, ainda, número crescente de gestantes com problemas por falta de cuidado pré-natal adequado. Tampouco estará fora de foco possível incremento na violência urbana.

Levando em consideração tais possibilidades concretas, a Secretaria de Desenvolvimento Regional tem intensificado o diálogo com as prefeituras de todos os municípios paulistas no sentido de refletir e planejar o período pós-pandemia. São questões graves e urgentes que precisam de respostas.

Sem reflexão aprofundada e sem planejamento adequado, não há como propor ações assertivas. Por isso, é importante que todos os municípios participem do Programa Parcerias Municipais, desenvolvido para apoiá-los no enfrentamento destes desafios.

O Parcerias Municipais oferece ambiente em rede capaz de compartilhar dados de indicadores, metodologia de processos e experiências, constituindo ao mesmo tempo ponte para os diversos programas das secretarias do governo do Estado e suas equipes técnicas.

Em cenário de retomada e aumento da demanda por serviços públicos, o programa auxiliará os municípios no novo contexto de regularidade que se consolidará no período de pós-pandemia, o chamado ‘novo normal’.

Criado em 2019 pela pasta que dirijo, o Parcerias Municipais disponibiliza ferramentas para os 645 municípios programarem ações e melhorias de políticas públicas voltadas a educação, saúde, segurança, emprego e renda.

Os gestores municipais têm à disposição experiências e boas ações realizadas em todo o globo, com informações relevantes para tomarem as melhores decisões em políticas públicas. Oferece apoio com programas de governo, ferramentas de apoio ao planejamento e gestão, além de corpo técnico, indicadores, ações e tutoriais indispensáveis para quem pensa o período pós-pandemia.

O programa parte de três premissas principais. Organiza os dados dos municípios e exibe os principais desafios nas áreas estratégicas. Elenca ações que a gestão municipal pode adotar. E, finalmente, reúne o que os dados mostram com as ações das prefeituras e, em sistema avançado de monitoramento, organiza os dados para o trabalho conjunto com todos os setores do Estado para apoiar os municípios na implementação dessas ações.<EM>

Marco Vinholi é secretário estadual de Desenvolvimento Regional.

Democrática

Concordo plenamente com o viés democrático desta coluna Palavra do Leitor deste prestigioso periódico Diário, que publica missivas de leitores de direita e de esquerda, diferentemente do que escreveu o leitor andreense Leopoldino Lopes Conceição em missiva publicada neste jornal (Sem esquerda, dia 7).

João Paulo de Oliveira

Diadema

Desperdiçadas

Preste muita atenção: seu comércio está fechado? Poderia estar aberto. Seus filhos estão sem aula? Eles deveriam estar indo à escola ‘normalmente’. A pessoa amada que você perdeu contaminada com a Covid nos últimos tempos poderia ser uma das 65 milhões de pessoas vacinadas e, consequentemente, estaria viva. Mas não. Deixamos de aproveitar 65 milhões de doses da vacina Coronavac oferecidas pelo Instituto Butantan, além das 70 milhões de frações ofertadas pela Pfizer. O Ministério da Saúde ignorou ambas. A culpa é de quem? Quem vai ficar marcado como o genocida da história? 

Marta R. Silva

Santo André

Desumano!

Reportagem neste Diário informa que o novo auxílio emergencial compra apenas um terço da cesta básica (Economia, dia 6). Isso significa que, sem ter o que comer e sem renda, as pessoas terão de sair de casa em busca de alternativas, o que faz com que aumentem consideravelmente os riscos de se contaminarem com o vírus mortal que assola o mundo. Essa é a escolha que nosso líder máximo forçou as pessoas a fazerem? Sim, porque elas não têm outra saída. Quer dizer que ou morrem pelo vírus ou morrem de fome? Se isso não for genocídio, é o que, então? E, por favor, não venham dizer que sou ‘esquerdista’, ‘comunista’, ‘petista’ e blá-blá-blá. 

Diógenes Paganin

São Bernardo

Joice Hasselmann

Concordo plenamente com a deputada Joice Hasselmann (Entrevista da Semana – Política, dia 5). Não conhecia muito bem essa moça, mas passei a admirá-la depois de suas belas palavras, muito bem colocadas; não fugiu a nenhuma questão. Votei em Bolsonaro, me arrependi completamente e também acho que hoje o Brasil é comandado por quadrilha, que manda e desmanda e nada acontece. É uma pessoa totalmente despreparada para o cargo que ocupa. Confesso que votei nesse cidadão apenas porque queria tirar o PT – e torço para que não volte. Não pesquisei o passado de Bolsonaro nem conhecia sua família, seus filhos. Errei, mas, como dizem, é com os erros que a gente aprende. Da próxima vez farei diferente. Parabéns, deputada Joice Hasselmann! Precisamos de mais mulheres assim.

Lúcia Bárbara Moreira

Diadema

Incomodando

O desespero começa bater à porta dos bolsonaristas. Começaram a enxergar que fizeram péssima escolha, e as críticas estão incomodando porque o barco está afundando e não querem admitir que jogaram o Brasil nesse mar de lama, de corrupção. Se querem que falem bem de seu presidente, primeiro é preciso que mandem ele trabalhar, mostrar resultados e colocar o Brasil de novo na rota de crescimento, porque, até agora, as únicas realizações são pessoais dele e de seus filhos, como a mansão de R$ 6 milhões, que até agora não li bolsonaristas se pronunciarem a respeito.

Everton Roberto Ribeiro

Mauá

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