Cena Política

Suzantur vira embate de Atila e Marcelo


A atuação da Suzantur em Mauá virou a mais nova queda de braço entre o governo do prefeito Marcelo Oliveira (PT) e o ex-chefe do Executivo Atila Jacomussi (PSB). Nesta semana, a Justiça paulista deu ganho de causa à administração mauaense, que cobra da concessionária a oferta total de ônibus à população presente no contrato. O Diário mostrou que coletivos foram desviados para atender aos recentes acordos firmados pela Suzantur, em Diadema e em Ribeirão Pires. Atila publicamente reclamou que Marcelo tenta trazer para si um duelo iniciado em seu mandato. Lembrou que decisão do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), de outubro do ano passado (portanto, quando ele era prefeito), exigia a frota máxima da Suzantur na cidade. Marcelo, por sua vez, garante que foi sua gestão que enquadrou a concessionária. 

Pedido 

 O deputado federal Alex Manente (Cidadania), que tem domicílio eleitoral em São Bernardo, enviou ofício ao ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello, pedindo que a União auxilie financeiramente para bancar o hospital de campanha de Ribeirão Pires. Há duas semanas o prefeito Clóvis Volpi (PL) tem feito apelos públicos e agendas para custear o equipamento, sem sucesso. No documento, Alex cita que Ribeirão tem recebido pacientes de outras cidades e que o hospital de campanha é o único do município capaz de atender acometidos pela doença. O parlamentar não fechou quantia a ser destinada, como estratégia para evitar negativa antecipada por parte do governo do presidente JairBolsonaro (sem partido).

Lei promulgada 

 O presidente da Câmara de Mauá, Zé Carlos Nova Era (PL), promulgou a lei que congela o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) deste exercício. Inicialmente o prefeito Marcelo Oliveira (PT) buscava apoio legislativo para impedir altas acima da casa dos dois dígitos no tributo, mas queria reajuste inflacionário. O G-14, bloco de vereadores autointitulados independentes, emplacou emenda brecando qualquer majoração. Marcelo vetou, e o veto caiu. Com a promulgação, a lei passa a valer.

 Mais mudança 

 Outra alteração está em curso na Câmara de São Bernardo. O presidente da casa, Estevão Camolesi (PSDB), autorizou elaboração de estudos técnicos sobre o contrato de assistência médica dos servidores do Legislativo. Atualmente a operadora é a Amil, que recebe críticas internas pelos valores cobrados, mas é defendida por funcionários pela rede credenciada que possui. Camolesi já encerrou contrato com a NR Serviços de Vigilância, conhecida como Nobre, que gerou até manifestação da classe.

 Promoção 

 Secretária de Governo na gestão de Adler Kiko Teixeira (PSDB) em Ribeirão Pires, Rosangela Maria Vieira da Silva já foi alçada à função de secretária adjunta de Administração em São Bernardo, pasta dirigida justamente por Kiko, que perdeu a reeleição no ano passado. Ela entra no lugar de Adhemar Moura Flores, que foi demitido. Rosangela já havia sido levada por Kiko para trabalhar com ele em São Bernardo – era assessora de governo com gratificação especial aplicada.

 Diploma 

 Candidato a vereador pelo MDB no ano passado, Diego Cabral foi nomeado assistente de diretoria na Unidade de Assuntos Institucionais e Comunitários na Prefeitura de Santo André e terá função junto aos debates de planejamento do governo. Com 25 anos, o emedebista recebeu 1.364 votos – o melhor desempenho do partido, que não fez cadeiras – com discurso de renovação aliada à capacidade. Mas gerou burburinho interno o fato de Cabral não ter apresentado o diploma de formação na FGV (Fundação Getulio Vargas), que ele, durante a campanha, anunciou ter.

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