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São Bernardo transfere alunos e fecha escola

Bloqueios continuam para manter o trabalho das equipes dos
Bombeiros que ainda buscam sobreviventes do desabamento


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

04/06/2012 | 07:00


A Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Marineida Meneghelli de Lucca, na Vila São Pedro, em São Bernardo, ficará fechada até o fim do ano. Isso porque os cerca de 900 alunos do Ensino Fundamental que estudam ali serão transferidos na segunda-feira para o CEU (Centro Educacional Unificado) Regina Rocco Casa, na Vila do Tanque. Apesar de a Prefeitura assumir intenção de criar vagas no local, ainda não há definição sobre o que será feito com o prédio, construído há 30 anos.

Mães de alunos estão inconformadas com a mudança, já que nem todas serão beneficiadas com o transporte escolar para os filhos.

Entre as reclamações das mães, destaca-se a distância entre as duas escolas, de 2,2 quilômetros, que as obriga a arcar com a despesa do transporte público. Além disso, as moradoras da Vila São Pedro discordam da decisão da Prefeitura de retirar os alunos da unidade de ensino próxima de casa sem ter planos concretos para o prédio.

“O CEU não fica no nosso bairro. Apenas 200 crianças foram beneficiadas com o transporte escolar, apesar de mais pessoas morarem a mais de 1,5 quilômetro de distância da unidade”, destaca a dona de casa Selma de Carvalho, 50 anos.

Avó de aluno de 7 anos do turno da tarde, Selma teme que a volta para casa fique mais perigosa e diz que o cálculo da distância da residência dos estudantes até a escola não condiz com a realidade. “Eles (Prefeitura) alegam que as vans escolares não sobem o morro e, por isso, registram a distância a partir da avenida mais próxima”, reclama.

Outra mãe que se viu sem alternativas é a atendente Alexandra Paiva Aguiar, 28, moradora da Passagem do Oleoduto, na Vila São Pedro. Seus dois filhos, de 8 e 10 anos, costumam ir sozinhos à Emeb – distante 500 metros de casa – em caminhada de 15 minutos. “Estou pensando em deixá-los sem estudar”, comenta, referindo-se à inviabilidade de as crianças irem até o CEU, distante 1,8 quilômetro de sua residência, cerca de meia hora a pé.

A manicure Ana Joelma, 20, tem receio de ser demitida por ter de sair mais cedo do salão onde trabalha. Isso por conta da transferência da filha de 9 anos. Da casa dela, na Passagem Central, até a Emeb são 1,1 quilômetro e o CEU está há 2,1 quilômetros, tempo duas vezes maior de caminhada.

A Prefeitura informou que a transferência dos alunos tem objetivo de garantir espaços mais adequados para o desenvolvimento educacional das crianças. Quanto ao transporte, a administração disse que será concedido a cada criança que morar a mais de 1,5 quilômetro de distância do CEU, a partir da data da transferência. A Secretaria destacou que a concessão do transporte abrange, com os mesmos critérios, todos os alunos da rede municipal de Educação.

CEU prevê atender 5.168 estudantes

O CEU Regina Rocco Casa foi inaugurado no dia 14 de abril e conta com 5.168 vagas para alunos com idades entre zero e 10 anos.

Com as 640 vagas para crianças em idade de creche (0 a 3 anos) e 1.728 para alunos de 4 a 6 anos, a unidade pretende zerar a fila de espera na Educação Infantil da região da Vila São Pedro, Vila Esperança e Jardim Irajá.

No Ensino Fundamental – 1º ao 9º ano – não havia criança fora da escola. Com isso, as 2.800 vagas para essa etapa foram preenchidas por estudantes transferidos de outras escolas da região. Os alunos de zero a 6 anos aguardavam vaga em Emebs da Vila Esperança, Vila São Pedro, Jardim Irajá e adjacências. Já os alunos com idade entre 7 e 10 anos foram transferidos de unidades de ensino do entorno, principalmente a Emeb Marineida Meneghelli de Lucca, na Vila São Pedro.

O espaço de 48 mil m² custou R$ 60 milhões – R$ 27 milhões de investimento federal.

Com expectativa de criar 3.656 vagas para crianças de zero a 10 anos, a Prefeitura inaugura neste ano os demais CEUs prometidos: Três Marias (Celso Daniel), Silvina e Parque Hawai.



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São Bernardo transfere alunos e fecha escola

Bloqueios continuam para manter o trabalho das equipes dos
Bombeiros que ainda buscam sobreviventes do desabamento

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

04/06/2012 | 07:00


A Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Marineida Meneghelli de Lucca, na Vila São Pedro, em São Bernardo, ficará fechada até o fim do ano. Isso porque os cerca de 900 alunos do Ensino Fundamental que estudam ali serão transferidos na segunda-feira para o CEU (Centro Educacional Unificado) Regina Rocco Casa, na Vila do Tanque. Apesar de a Prefeitura assumir intenção de criar vagas no local, ainda não há definição sobre o que será feito com o prédio, construído há 30 anos.

Mães de alunos estão inconformadas com a mudança, já que nem todas serão beneficiadas com o transporte escolar para os filhos.

Entre as reclamações das mães, destaca-se a distância entre as duas escolas, de 2,2 quilômetros, que as obriga a arcar com a despesa do transporte público. Além disso, as moradoras da Vila São Pedro discordam da decisão da Prefeitura de retirar os alunos da unidade de ensino próxima de casa sem ter planos concretos para o prédio.

“O CEU não fica no nosso bairro. Apenas 200 crianças foram beneficiadas com o transporte escolar, apesar de mais pessoas morarem a mais de 1,5 quilômetro de distância da unidade”, destaca a dona de casa Selma de Carvalho, 50 anos.

Avó de aluno de 7 anos do turno da tarde, Selma teme que a volta para casa fique mais perigosa e diz que o cálculo da distância da residência dos estudantes até a escola não condiz com a realidade. “Eles (Prefeitura) alegam que as vans escolares não sobem o morro e, por isso, registram a distância a partir da avenida mais próxima”, reclama.

Outra mãe que se viu sem alternativas é a atendente Alexandra Paiva Aguiar, 28, moradora da Passagem do Oleoduto, na Vila São Pedro. Seus dois filhos, de 8 e 10 anos, costumam ir sozinhos à Emeb – distante 500 metros de casa – em caminhada de 15 minutos. “Estou pensando em deixá-los sem estudar”, comenta, referindo-se à inviabilidade de as crianças irem até o CEU, distante 1,8 quilômetro de sua residência, cerca de meia hora a pé.

A manicure Ana Joelma, 20, tem receio de ser demitida por ter de sair mais cedo do salão onde trabalha. Isso por conta da transferência da filha de 9 anos. Da casa dela, na Passagem Central, até a Emeb são 1,1 quilômetro e o CEU está há 2,1 quilômetros, tempo duas vezes maior de caminhada.

A Prefeitura informou que a transferência dos alunos tem objetivo de garantir espaços mais adequados para o desenvolvimento educacional das crianças. Quanto ao transporte, a administração disse que será concedido a cada criança que morar a mais de 1,5 quilômetro de distância do CEU, a partir da data da transferência. A Secretaria destacou que a concessão do transporte abrange, com os mesmos critérios, todos os alunos da rede municipal de Educação.

CEU prevê atender 5.168 estudantes

O CEU Regina Rocco Casa foi inaugurado no dia 14 de abril e conta com 5.168 vagas para alunos com idades entre zero e 10 anos.

Com as 640 vagas para crianças em idade de creche (0 a 3 anos) e 1.728 para alunos de 4 a 6 anos, a unidade pretende zerar a fila de espera na Educação Infantil da região da Vila São Pedro, Vila Esperança e Jardim Irajá.

No Ensino Fundamental – 1º ao 9º ano – não havia criança fora da escola. Com isso, as 2.800 vagas para essa etapa foram preenchidas por estudantes transferidos de outras escolas da região. Os alunos de zero a 6 anos aguardavam vaga em Emebs da Vila Esperança, Vila São Pedro, Jardim Irajá e adjacências. Já os alunos com idade entre 7 e 10 anos foram transferidos de unidades de ensino do entorno, principalmente a Emeb Marineida Meneghelli de Lucca, na Vila São Pedro.

O espaço de 48 mil m² custou R$ 60 milhões – R$ 27 milhões de investimento federal.

Com expectativa de criar 3.656 vagas para crianças de zero a 10 anos, a Prefeitura inaugura neste ano os demais CEUs prometidos: Três Marias (Celso Daniel), Silvina e Parque Hawai.

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