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Professores da Metodista declaram greve por tempo indeterminado

André Henriques/DGABC 2/4/19 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Categoria reivindica salário de março e denuncia que, há três anos, vencimentos vêm sendo pagos com atraso; adesão chega a 90%


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

30/04/2019 | 07:00


 Os professores da Universidade Metodista, em São Bernardo, iniciaram, ontem, paralisação por tempo indeterminado. A categoria havia dado prazo para a instituição até a última sexta-feira para os pagamentos dos salários atrasados. Segundo os docentes, alguns profissionais estão sem receber o salário de março, mas há também quem ainda não tenha recebido as férias. Além disso, a instituição não realiza os depósitos referentes ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) desde 2015.

Segundo o Sinpro-ABC (Sindicato dos Professores do Grande ABC), a adesão da categoria foi em torno de 90%. Logo pela manhã, sindicalistas se posicionaram na entrada dos três campi com carro de som, onde realizaram panfletagem e conversavam com os docentes. “As pessoas reconhecem que essa é uma luta justa. Somos trabalhadores e queremos receber nossos salários”, afirmou a professora e dirigente sindical Cristiane Gandolfi. “A Metodista não fez nenhum tipo de diálogo com o sindicato. Queremos os pagamentos. Quando isso ocorrer, acaba a greve”, sentenciou.

Apesar da suspensão das aulas nos três campi, os professores e funcionários mantiveram o atendimento à comunidade em casos de urgência. No início da noite de ontem, em nova assembleia, foi deliberado que a paralisação não tem data para acabar. “Além da grande adesão entre os trabalhadores, estamos contando com o apoio dos alunos, que entendem que nossa luta é também pela universidade”, completou Cristiane.

O Movimento de Manifestação Estudantil distribuiu comunicado aos alunos em que lembra que a greve é um direito, garantido por lei, e que nenhum aluno será impedido de assistir às aulas dos docentes que não paralisaram as atividades.

A categoria vive a expectativa de receber em dia o pagamento de abril, que deve ser feito até o quinto dia útil de maio. Os professores denunciam que, há pelo menos três anos, os salários não são feitos em dia.

A crise econômica que assola a instituição desde 2015 vem se agravando nos últimos dois anos. Pelo menos 54 professores universitários e 15 do colégio, além de 50 funcionários dos setores administrativos, foram demitidos neste período. Apenas dez docentes conseguiram na Justiça reintegração dos postos de trabalho. A Metodista não se manifestou sobre a paralisação até o fechamento desta edição.



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Professores da Metodista declaram greve por tempo indeterminado

Categoria reivindica salário de março e denuncia que, há três anos, vencimentos vêm sendo pagos com atraso; adesão chega a 90%

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

30/04/2019 | 07:00


 Os professores da Universidade Metodista, em São Bernardo, iniciaram, ontem, paralisação por tempo indeterminado. A categoria havia dado prazo para a instituição até a última sexta-feira para os pagamentos dos salários atrasados. Segundo os docentes, alguns profissionais estão sem receber o salário de março, mas há também quem ainda não tenha recebido as férias. Além disso, a instituição não realiza os depósitos referentes ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) desde 2015.

Segundo o Sinpro-ABC (Sindicato dos Professores do Grande ABC), a adesão da categoria foi em torno de 90%. Logo pela manhã, sindicalistas se posicionaram na entrada dos três campi com carro de som, onde realizaram panfletagem e conversavam com os docentes. “As pessoas reconhecem que essa é uma luta justa. Somos trabalhadores e queremos receber nossos salários”, afirmou a professora e dirigente sindical Cristiane Gandolfi. “A Metodista não fez nenhum tipo de diálogo com o sindicato. Queremos os pagamentos. Quando isso ocorrer, acaba a greve”, sentenciou.

Apesar da suspensão das aulas nos três campi, os professores e funcionários mantiveram o atendimento à comunidade em casos de urgência. No início da noite de ontem, em nova assembleia, foi deliberado que a paralisação não tem data para acabar. “Além da grande adesão entre os trabalhadores, estamos contando com o apoio dos alunos, que entendem que nossa luta é também pela universidade”, completou Cristiane.

O Movimento de Manifestação Estudantil distribuiu comunicado aos alunos em que lembra que a greve é um direito, garantido por lei, e que nenhum aluno será impedido de assistir às aulas dos docentes que não paralisaram as atividades.

A categoria vive a expectativa de receber em dia o pagamento de abril, que deve ser feito até o quinto dia útil de maio. Os professores denunciam que, há pelo menos três anos, os salários não são feitos em dia.

A crise econômica que assola a instituição desde 2015 vem se agravando nos últimos dois anos. Pelo menos 54 professores universitários e 15 do colégio, além de 50 funcionários dos setores administrativos, foram demitidos neste período. Apenas dez docentes conseguiram na Justiça reintegração dos postos de trabalho. A Metodista não se manifestou sobre a paralisação até o fechamento desta edição.

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