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Presidente do Irã mantém posição de desafio à ONU


Da AFP

21/02/2007 | 10:37


O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, manteve nesta quarta-feira a atitude de desafio ao afirmar que a energia nuclear era vital para o futuro do Irã, no dia em que chega ao fim o prazo concedido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para Teerã suspender as atividades nucleares sensíveis.

Na terça-feira, em Viena, as conversações entre o principal negociador iraniano para o tema nuclear, Ali Larijani, e o diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Mohamed ElBaradei, não registraram qualquer avanço.

"A energia nuclear é muito importante para o progresso e o desenvolvimento de nosso país", declarou o presidente iraniano em um discurso na província de Gilan (norte).

As declarações vão de encontro às formuladas no sábado pelo guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, segundo o qual o programa nuclear é "o futuro e o destino" do Irã.

No dia 23 de dezembro, a ONU adotou sanções contra o Irã depois que o país se recusou a suspender as atividades de enriquecimento, que a comunidade internacional teme que possam ser desviadas da finalidade civil para a produção de armamento atômico.

O Conselho de Segurança deu um prazo de 60 dias à AIEA para a apresentação de um relatório que avaliaria a resposta do Irã à determinação de suspender completamente o enriquecimento de urânio.

Porém, El Baradei deve constatar em um informe, que entregará no mais tardar até sexta-feira, que o Irã aumentou as atividades de enriquecimento de urânio. Isto pode provocar sanções ainda mais drásticas da ONU.

"Exceto no caso de uma mudança espetacular, informarei que o Irã não se submeteu às demandas da comunidade internacional", afirmou o diretor da AIEA no início da semana ao jornal Financial Times.

Segundo ElBaradei, dentro de seis meses a um ano o Irá terá adquirido o conhecimento para enriquecer urânio em escala industrial, com 3.000 centrífugas funcionando "em cascata". Porém, Teerã ainda está muito longe da capacidade de fabricar uma bomba, destacou na entrevista ao FT.



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Presidente do Irã mantém posição de desafio à ONU

Da AFP

21/02/2007 | 10:37


O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, manteve nesta quarta-feira a atitude de desafio ao afirmar que a energia nuclear era vital para o futuro do Irã, no dia em que chega ao fim o prazo concedido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para Teerã suspender as atividades nucleares sensíveis.

Na terça-feira, em Viena, as conversações entre o principal negociador iraniano para o tema nuclear, Ali Larijani, e o diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Mohamed ElBaradei, não registraram qualquer avanço.

"A energia nuclear é muito importante para o progresso e o desenvolvimento de nosso país", declarou o presidente iraniano em um discurso na província de Gilan (norte).

As declarações vão de encontro às formuladas no sábado pelo guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, segundo o qual o programa nuclear é "o futuro e o destino" do Irã.

No dia 23 de dezembro, a ONU adotou sanções contra o Irã depois que o país se recusou a suspender as atividades de enriquecimento, que a comunidade internacional teme que possam ser desviadas da finalidade civil para a produção de armamento atômico.

O Conselho de Segurança deu um prazo de 60 dias à AIEA para a apresentação de um relatório que avaliaria a resposta do Irã à determinação de suspender completamente o enriquecimento de urânio.

Porém, El Baradei deve constatar em um informe, que entregará no mais tardar até sexta-feira, que o Irã aumentou as atividades de enriquecimento de urânio. Isto pode provocar sanções ainda mais drásticas da ONU.

"Exceto no caso de uma mudança espetacular, informarei que o Irã não se submeteu às demandas da comunidade internacional", afirmou o diretor da AIEA no início da semana ao jornal Financial Times.

Segundo ElBaradei, dentro de seis meses a um ano o Irá terá adquirido o conhecimento para enriquecer urânio em escala industrial, com 3.000 centrífugas funcionando "em cascata". Porém, Teerã ainda está muito longe da capacidade de fabricar uma bomba, destacou na entrevista ao FT.

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