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Mais duas escolas são ocupadas em protesto contra a reorganização

André Henriques/DGABC: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Subiu para 14 o número de unidades com alunos acampados na região


Vanessa de Oliveira
do Diário do Grande ABC

21/11/2015 | 07:07


Subiu para 14 o número de escolas estaduais ocupadas no Grande ABC em protesto contra a reorganização imposta pela Secretaria Estadual da Educação. Na noite de quinta-feira, alunos decidiram acampar na EE Maria Aparecida Damo, no Jardim Guapituba, em Mauá, e também na EE 16 de Julho, no Centreville, em Santo André. Em todo o Estado, são pelo menos 80 escolas ocupadas, conforme os movimentos estudantis.

Cerca de 50 alunos permanecem na EE Maria Aparecida Damo para reivindicar o não encerramento do curso noturno de Ensino Médio da unidade, já definido para acontecer no próximo ano, segundo docentes.

Na cidade andreense, os alunos da EE Senador Galeão Carvalhal deram continuidade à revitalização e limpeza do espaço, iniciada na quinta-feira. Com a água cortada, eles recorrem à uma torneira instalada em rua próxima à escola. Quarenta alunos ficam no local dia e noite e outros se revezam, totalizando aproximadamente 300 participantes.

Os estudantes relataram que durante a noite de quinta-feira, duas bombas foram jogadas dentro da unidade. No mesmo dia, alguns pais receberam telefonema anônimo dizendo que os alunos estavam utilizando drogas e fazendo baderna, mas os familiares afirmam que estão acompanhando a ocupação de perto e tudo ocorre de forma organizada.

“Não vamos desocupar até que seja aberto um diálogo e que consigamos o que estamos reivindicando, que é a não reorganização. Não ouviram alunos, professores e pais. Não teve democracia nessa decisão e estamos lutando contra isso”, falou o estudante do 2º ano do Ensino Médio Jorge Chaves, 16 anos.

Os ocupantes estão recebendo o apoio de crianças do Ensino Fundamental. “Um aluno do 7º ano do Ensino Fundamental nos entregou três pacotes de bolacha para ajudar na alimentação. Estamos lutando não só por nós, que nos formaremos no ano que vem, mas pelos outros alunos também, que têm um futuro no Galeão”, disse Henrique de Oliveira, 16.

Foi realizada audiência de conciliação entre alunos, professores e o Estado na quinta-feira no Tribunal de Justiça do Estado, no entanto, a reunião terminou sem acordo. A questão será apreciada pelos desembargadores em sessão de julgamento na segunda-feira, às 9h30.  



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Mais duas escolas são ocupadas em protesto contra a reorganização

Subiu para 14 o número de unidades com alunos acampados na região

Vanessa de Oliveira
do Diário do Grande ABC

21/11/2015 | 07:07


Subiu para 14 o número de escolas estaduais ocupadas no Grande ABC em protesto contra a reorganização imposta pela Secretaria Estadual da Educação. Na noite de quinta-feira, alunos decidiram acampar na EE Maria Aparecida Damo, no Jardim Guapituba, em Mauá, e também na EE 16 de Julho, no Centreville, em Santo André. Em todo o Estado, são pelo menos 80 escolas ocupadas, conforme os movimentos estudantis.

Cerca de 50 alunos permanecem na EE Maria Aparecida Damo para reivindicar o não encerramento do curso noturno de Ensino Médio da unidade, já definido para acontecer no próximo ano, segundo docentes.

Na cidade andreense, os alunos da EE Senador Galeão Carvalhal deram continuidade à revitalização e limpeza do espaço, iniciada na quinta-feira. Com a água cortada, eles recorrem à uma torneira instalada em rua próxima à escola. Quarenta alunos ficam no local dia e noite e outros se revezam, totalizando aproximadamente 300 participantes.

Os estudantes relataram que durante a noite de quinta-feira, duas bombas foram jogadas dentro da unidade. No mesmo dia, alguns pais receberam telefonema anônimo dizendo que os alunos estavam utilizando drogas e fazendo baderna, mas os familiares afirmam que estão acompanhando a ocupação de perto e tudo ocorre de forma organizada.

“Não vamos desocupar até que seja aberto um diálogo e que consigamos o que estamos reivindicando, que é a não reorganização. Não ouviram alunos, professores e pais. Não teve democracia nessa decisão e estamos lutando contra isso”, falou o estudante do 2º ano do Ensino Médio Jorge Chaves, 16 anos.

Os ocupantes estão recebendo o apoio de crianças do Ensino Fundamental. “Um aluno do 7º ano do Ensino Fundamental nos entregou três pacotes de bolacha para ajudar na alimentação. Estamos lutando não só por nós, que nos formaremos no ano que vem, mas pelos outros alunos também, que têm um futuro no Galeão”, disse Henrique de Oliveira, 16.

Foi realizada audiência de conciliação entre alunos, professores e o Estado na quinta-feira no Tribunal de Justiça do Estado, no entanto, a reunião terminou sem acordo. A questão será apreciada pelos desembargadores em sessão de julgamento na segunda-feira, às 9h30.  

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