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Correspondentes bancários ganham a periferia


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

25/09/2005 | 08:13


Antes, eles apenas vendiam mercadorias ou faziam jogos de loteria para os clientes. Agora, também recebem vários tipos de faturas, abrem contas correntes para pessoas de baixa renda e pagam aposentadorias. São os estabelecimentos que, além das atividades habituais, se tornaram correspondentes bancários, modalidade em franca expansão nos bairros periféricos do Grande ABC.

Devido à escassez de agências bancárias nessas regiões, a proliferação do serviço nos últimos anos levou os representantes, mais próximos das comunidades, a se tornarem referência em operações financeiras simples e de pequeno porte. Antes, os moradores precisavam procurar casas lotéricas – às quais a representação bancária estava restrita – ou bancos, cujas agências costumeiramente estão concentradas nas áreas centrais. Agora, vão a armazéns, supermercados, madeireiras, farmácias, entre outros ramos de comércio no próprio bairro.

Como conseqüência dos novos serviços, os correspondentes bancários comemoram. Além de faturarem com as taxas pagas pelo banco, também contabilizam aumento no fluxo de consumidores, com vendas agregadas aos serviços.

O gerente do Mercado Vidamil, de Mauá, Edson Silva Pinto, destaca que a unidade ampliou as vendas em 7% depois de implantar o serviço na unidade, que fica bem distante do centro da cidade. "A pessoa acaba recebendo e depois já compra o que precisa aqui mesmo. Ou senão é estimulada a adquirir outro produto na hora de pagar uma conta."

Para ele, o mercado fez uma boa escolha porque o banco mais próximo fica a 30 minutos do bairro. "O movimento de pagamento aqui é muito grande. Se eu tivesse mais espaço físico, ampliaria o serviço."

A madeireira Madei Pérola, de Ribeirão Pires, tornou-se correspondente bancário há cerca de dois meses. Passado esse período, o movimento de consumidores cresceu 10% e muitos deles se tornam clientes em potencial, explica o proprietário Ailton Marin.

"Muitas dessas pessoas vieram pagar um boleto e entraram na loja atraídos por algumas promoções feitas aqui. A expectativa é do resultado ser ainda melhor mais para frente", prevê Marin. A madeireira fica no bairro Santana, a 40 minutos da área central do município.

Bancos – A Caixa Econômica Federal aumentou em quase 24% a quantidade de correspondentes bancários na região no ano passado. Passou de 134 – apenas lotéricas – para 166 unidades. O acréscimo de 32 representações ocorreu nos outros segmentos. A expansão reflete uma tendência nacional.

O consultor de campo do Escritório de Negócios da Caixa no Grande ABC, Walter Miranda Júnior, explica que os correspondentes da instituição recebem contas de até R$ 500, abrem a conta Caixa Fácil – sem comprovação de renda – e também pagam alguns benefícios, dentre os quais PIS (Programa de Integração Social), FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e Bolsa Família. Em troca, o representante recebe as mesmas tarifas bancárias – R$ 0,10 por transação e R$ 2,50 por conta corrente aberta. "Mas o mais importante é garantir o benefício aos consumidores de uma determinada localidade."

O Banco do Brasil também passou a apostar na modalidade, após a criação de sua subsidiária, o Banco Popular do Brasil. O projeto, implantado em fase experimental em fevereiro de 2004, se estendeu da capital para a Grande São Paulo em julho do mesmo ano. Atualmente, são sete correspondentes bancários da instituição no Grande ABC. De acordo com a instituição, o objetivo é ampliar o número de representações e qualificá-las para prestar melhor serviço à população. Já o Bradesco mantém 17 correspondentes nos Correios da região. Em 2001, a instituição ganhou uma concorrência da estatal para explorar o serviço nas unidades.



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Correspondentes bancários ganham a periferia

Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

25/09/2005 | 08:13


Antes, eles apenas vendiam mercadorias ou faziam jogos de loteria para os clientes. Agora, também recebem vários tipos de faturas, abrem contas correntes para pessoas de baixa renda e pagam aposentadorias. São os estabelecimentos que, além das atividades habituais, se tornaram correspondentes bancários, modalidade em franca expansão nos bairros periféricos do Grande ABC.

Devido à escassez de agências bancárias nessas regiões, a proliferação do serviço nos últimos anos levou os representantes, mais próximos das comunidades, a se tornarem referência em operações financeiras simples e de pequeno porte. Antes, os moradores precisavam procurar casas lotéricas – às quais a representação bancária estava restrita – ou bancos, cujas agências costumeiramente estão concentradas nas áreas centrais. Agora, vão a armazéns, supermercados, madeireiras, farmácias, entre outros ramos de comércio no próprio bairro.

Como conseqüência dos novos serviços, os correspondentes bancários comemoram. Além de faturarem com as taxas pagas pelo banco, também contabilizam aumento no fluxo de consumidores, com vendas agregadas aos serviços.

O gerente do Mercado Vidamil, de Mauá, Edson Silva Pinto, destaca que a unidade ampliou as vendas em 7% depois de implantar o serviço na unidade, que fica bem distante do centro da cidade. "A pessoa acaba recebendo e depois já compra o que precisa aqui mesmo. Ou senão é estimulada a adquirir outro produto na hora de pagar uma conta."

Para ele, o mercado fez uma boa escolha porque o banco mais próximo fica a 30 minutos do bairro. "O movimento de pagamento aqui é muito grande. Se eu tivesse mais espaço físico, ampliaria o serviço."

A madeireira Madei Pérola, de Ribeirão Pires, tornou-se correspondente bancário há cerca de dois meses. Passado esse período, o movimento de consumidores cresceu 10% e muitos deles se tornam clientes em potencial, explica o proprietário Ailton Marin.

"Muitas dessas pessoas vieram pagar um boleto e entraram na loja atraídos por algumas promoções feitas aqui. A expectativa é do resultado ser ainda melhor mais para frente", prevê Marin. A madeireira fica no bairro Santana, a 40 minutos da área central do município.

Bancos – A Caixa Econômica Federal aumentou em quase 24% a quantidade de correspondentes bancários na região no ano passado. Passou de 134 – apenas lotéricas – para 166 unidades. O acréscimo de 32 representações ocorreu nos outros segmentos. A expansão reflete uma tendência nacional.

O consultor de campo do Escritório de Negócios da Caixa no Grande ABC, Walter Miranda Júnior, explica que os correspondentes da instituição recebem contas de até R$ 500, abrem a conta Caixa Fácil – sem comprovação de renda – e também pagam alguns benefícios, dentre os quais PIS (Programa de Integração Social), FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e Bolsa Família. Em troca, o representante recebe as mesmas tarifas bancárias – R$ 0,10 por transação e R$ 2,50 por conta corrente aberta. "Mas o mais importante é garantir o benefício aos consumidores de uma determinada localidade."

O Banco do Brasil também passou a apostar na modalidade, após a criação de sua subsidiária, o Banco Popular do Brasil. O projeto, implantado em fase experimental em fevereiro de 2004, se estendeu da capital para a Grande São Paulo em julho do mesmo ano. Atualmente, são sete correspondentes bancários da instituição no Grande ABC. De acordo com a instituição, o objetivo é ampliar o número de representações e qualificá-las para prestar melhor serviço à população. Já o Bradesco mantém 17 correspondentes nos Correios da região. Em 2001, a instituição ganhou uma concorrência da estatal para explorar o serviço nas unidades.

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