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S.Caetano testa rastreador de carro


Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

04/01/2007 | 11:31


Imagine uma central tendo a exata localização de todos os veículos que circulam pela cidade. Haveria a possibilidade de encontrar carros furtados, saber onde foi parar uma pessoa seqüestrada e até localizar desaparecidos. Caso o motorista cometesse alguma infração de trânsito, a multa seria automática. E o Estado poderia controlar melhor as pessoas que deixam de pagar IPVA. Esse cenário futurista pode se tornar realidade ainda neste ano em São Caetano, com a adoção do Siav (Sistema de Identificação Automática de Veículos).

No Grande ABC, um plano piloto deve entrar em operação ainda este mês. A Prefeitura de São Caetano vai equipar os carros da GCM (Guarda Civil Municipal) com os chips de identificação e instalar alguns sensores pela cidade para captar esses veículos. Depois que os testes com as viaturas terminarem, a Prefeitura pretende expandir o equipamento para toda a frota particular da cidade. O levantamento ainda esta sendo feito pela DTV (Diretoria de Transporte e Vias Públicas), sem prazo para a instalação definitiva.

Somente até o terceiro trimestre do ano passado, 1.650 veículos foram roubados ou furtados Em São Caetano. Em 2005, esse número chegou a 2.554 automóveis. A frota da cidade é de 115 mil veículos, mas a estimativa da Prefeitura é que 128 mil automóveis trafeguem por lá diariamente.

Ataques - O controle da frota de veículos é uma idéia que foi apresentada pelo Ministério das Cidades após a primeira onda de atentados criminosos do PCC (Primeiro Comando da Capital) contra São Paulo, no ano passado. Para o Siav ser colocado em prática, é necessário que seja instalado um chip rastreador no pára-brisa dos carros. É exatamente a mesma tecnologia usada nos sistema Sem-Parar dos pedágios nas rodovias paulistas.

Sensores em antenas espalhadas pela cidade captariam a presença dos chips e informariam à central por onde o veículo acabou de passar.

No chip, constariam informações como a placa do veículo, o modelo do carro e o nome do proprietário. Então, se um carro foi roubado, é só descobrir quais antenas já o detectaram para saber onde o veículo passou. A polícia poderia traçar com exatidão as rotas de fuga e, quem sabe, recuperar tais carros.

A primeira cidade a assinar um protocolo de intenções com o Ministério das Cidades para a implementação do sistema foi São Paulo, em agosto do ano passado. A CET (Controle de Engenharia de Tráfico) colocou em prática um plano piloto nos Jardins, mas ainda não há uma avaliação do sistema. Por enquanto, os custos para a implementação do Siav têm sido arcados pelo município.

Mas mesmo que as cidades resolvam todas as questões técnicas que possam atrapalhar o sistema, colocar em prática o Siav depende de legislação municipal. O Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) ainda precisa regulamentar parâmetros do sistema, e os municípios necessitam que a legislação permita que a Prefeitura exerça tal controle. No caso de São Paulo, um projeto de lei está sendo elaborado para resolver a questão. São Caetano ainda não se movimentou nesse sentido.



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S.Caetano testa rastreador de carro

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

04/01/2007 | 11:31


Imagine uma central tendo a exata localização de todos os veículos que circulam pela cidade. Haveria a possibilidade de encontrar carros furtados, saber onde foi parar uma pessoa seqüestrada e até localizar desaparecidos. Caso o motorista cometesse alguma infração de trânsito, a multa seria automática. E o Estado poderia controlar melhor as pessoas que deixam de pagar IPVA. Esse cenário futurista pode se tornar realidade ainda neste ano em São Caetano, com a adoção do Siav (Sistema de Identificação Automática de Veículos).

No Grande ABC, um plano piloto deve entrar em operação ainda este mês. A Prefeitura de São Caetano vai equipar os carros da GCM (Guarda Civil Municipal) com os chips de identificação e instalar alguns sensores pela cidade para captar esses veículos. Depois que os testes com as viaturas terminarem, a Prefeitura pretende expandir o equipamento para toda a frota particular da cidade. O levantamento ainda esta sendo feito pela DTV (Diretoria de Transporte e Vias Públicas), sem prazo para a instalação definitiva.

Somente até o terceiro trimestre do ano passado, 1.650 veículos foram roubados ou furtados Em São Caetano. Em 2005, esse número chegou a 2.554 automóveis. A frota da cidade é de 115 mil veículos, mas a estimativa da Prefeitura é que 128 mil automóveis trafeguem por lá diariamente.

Ataques - O controle da frota de veículos é uma idéia que foi apresentada pelo Ministério das Cidades após a primeira onda de atentados criminosos do PCC (Primeiro Comando da Capital) contra São Paulo, no ano passado. Para o Siav ser colocado em prática, é necessário que seja instalado um chip rastreador no pára-brisa dos carros. É exatamente a mesma tecnologia usada nos sistema Sem-Parar dos pedágios nas rodovias paulistas.

Sensores em antenas espalhadas pela cidade captariam a presença dos chips e informariam à central por onde o veículo acabou de passar.

No chip, constariam informações como a placa do veículo, o modelo do carro e o nome do proprietário. Então, se um carro foi roubado, é só descobrir quais antenas já o detectaram para saber onde o veículo passou. A polícia poderia traçar com exatidão as rotas de fuga e, quem sabe, recuperar tais carros.

A primeira cidade a assinar um protocolo de intenções com o Ministério das Cidades para a implementação do sistema foi São Paulo, em agosto do ano passado. A CET (Controle de Engenharia de Tráfico) colocou em prática um plano piloto nos Jardins, mas ainda não há uma avaliação do sistema. Por enquanto, os custos para a implementação do Siav têm sido arcados pelo município.

Mas mesmo que as cidades resolvam todas as questões técnicas que possam atrapalhar o sistema, colocar em prática o Siav depende de legislação municipal. O Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) ainda precisa regulamentar parâmetros do sistema, e os municípios necessitam que a legislação permita que a Prefeitura exerça tal controle. No caso de São Paulo, um projeto de lei está sendo elaborado para resolver a questão. São Caetano ainda não se movimentou nesse sentido.

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