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PM Ambiental apreende pescado em São Bernardo

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Responsável por peixaria não conseguiu comprovar origem do produto estocado


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

06/11/2020 | 00:01


A Polícia Militar Ambiental aprendeu ontem, em peixaria de São Bernardo, 8,7 quilos de sardinha sem registro. A ação faz parte de projeto que visa coibir a prática de pesca na piracema – até 28 de fevereiro – que é o período de maior reprodução dos peixes e quando eles vão até as nascentes para desovar.

Segundo o primeiro sargento PM Alexandre Dória, da 2ª Companhia Ambiental, a ação não acontece apenas em rios e represa, mas também nos pontos que recebem os pescados de forma ilícita. “Se não se comprova a origem do pescado ele é apreendido”, afirma.

O sargento explica que, no caso do estabelecimento em São Bernardo, o responsável afirmou que havia comprado o produto na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo).

“Observei que o pescado era de excelente qualidade, mas eles não puderam comprovar a origem. Não tinha nota e perdeu o produto.” A peixaria levou advertência. Caso aconteça novamente, pode sofrer multa de R$ 2.616.

De acordo com o sargento, é comum encontrar pescado sem comprovação da origem. Além disso, os comerciantes não se atentam ao período da piracema. “Todo proprietário de local que comercialize pescado tem que ter cadastro técnico federal ambiental pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e registrar todo o estoque antes da piracema”, explica.

O produto apreendido foi doado para a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano, que o destinará para famílias necessitadas.
Segundo Ana Paula Haussauer, diretora técnica administrativa da Apae São Caetano, é a primeira vez que a entidade é beneficiada pela operação. “Isso vai ajudar bastante. É uma iniciativa que vemos com bons olhos”, disse.

Ana Paula explicou que o produto vai complementar a alimentação de quem mais precisa. “Temos duas pessoas deficientes que já farão uso do alimento e quem mais precisar também”, explicou.

Ela conta que a sardinha foi avaliada pela nutricionista da Apae e está apta para consumo. “Chegou congelada e pode ser consumida em até um mês. Veio limpinha e dividida em várias porções. Muitas famílias não têm como comprar e se trata de um alimento muito saudável”, frisou.
 



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