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Prefeitura garante uso do Campanella ao Azulão


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

28/10/2010 | 07:12


O impasse judicial entre Prefeitura e a AD São Caetano parece estar longe de final feliz. Em nota oficial, o município informou ontem que tentou acordo para que o clube fosse desocupado de forma amigável, mas não teve sucesso. Por outro lado, o departamento jurídico do São Caetano entrou como novo recurso para tentar evitar ou pelo menos prolongar a execução da ordem de despejo.

Segundo o comunicado da Prefeitura, a "administração municipal chegou a oferecer o prédio do centro administrativo (antiga acomodações da imprensa) do Estádio Municipal Anacleto Campanella para seu uso (do clube), o que não foi aceito pela diretoria" do Azulão. Além disso, garantiu que "o Anacleto Campanella continua sendo usado pela AD São Caetano para jogos e treinos, sem nenhum problema de continuidade."

A nota destaca ainda que a Prefeitura também pediu reintegração de posse de outros 15 clubes que tiveram suas áreas cedidas em regime de comodato e agora passaram suas administrações para o município, sem nenhum prejuízo às atividades.

Para evitar o despejo, os advogados do clube acharam brecha no processo para tentar frear a execução. "Entramos com pedido de suspeição (ato de suspeitar) por entender que o diretor do 4º Cartório de São Caetano, Sergio Pardal, é funcionário da Prefeitura e pode influenciar o juiz em sua decisão. Pedimos o afastamento dele e do juiz do processo", explicou Eduardo Cecato.

A expectativa do advogado é que os trâmites se prolonguem até que possa haver entendimento com a Prefeitura sem necessidade de despejo.

Nairo garante que Azulão fica na cidade

O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, abriu o jogo e falou sobre a briga com a Prefeitura pela manutenção da sede social. Segundo ele, a falta de diálogo entre as partes envolvidas dificultam a resolução do problema.

"Para mim, seria fácil locar uma sala na cidade e mudar minha administração para lá. Estou lutando é pelos meus 31 funcionários, pelos 4.200 associados, pelos atletas e todos que dependem da sede. Queria que o prefeito (José Auricchio Júnior) sentasse para conversar comigo", reclama.

Apesar da relação estremecida com o município, Nairo afirma que jamais passou por sua cabeça levar o São Caetano para outra cidade. "Isso não existe. São coisas de empresários que ficam especulando. O São Caetano é patrimônio da cidade. O Nairo passa, todo mundo passa, mas o clube fica para sempre", explicou.

O dirigente lamenta que o caso tenha chegado a esfera jurídica. "Gosto do Auricchio, sempre estive ao seu lado, mas acho que não precisava de tudo isso. Nunca dependemos de nada da Prefeitura. O próprio Anacleto Campanella nós que cuidamos. Gasto em torno de R$ 8.000 por mês na manutenção do gramado. Quando houve problema de interdição, o São Caetano que bancou a liberação, enfim, enquanto nos cederem o estádio ficaremos na cidade", garante.

Nairo acredita na solução do impasse e que irá continuar na sede social. "Por tudo que representa, acho que a AD São Caetano deveria ser tratada de forma diferenciada. Mas confio no departamento jurídico e acho que eles vão conseguir sucesso nesse processo."



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Prefeitura garante uso do Campanella ao Azulão

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

28/10/2010 | 07:12


O impasse judicial entre Prefeitura e a AD São Caetano parece estar longe de final feliz. Em nota oficial, o município informou ontem que tentou acordo para que o clube fosse desocupado de forma amigável, mas não teve sucesso. Por outro lado, o departamento jurídico do São Caetano entrou como novo recurso para tentar evitar ou pelo menos prolongar a execução da ordem de despejo.

Segundo o comunicado da Prefeitura, a "administração municipal chegou a oferecer o prédio do centro administrativo (antiga acomodações da imprensa) do Estádio Municipal Anacleto Campanella para seu uso (do clube), o que não foi aceito pela diretoria" do Azulão. Além disso, garantiu que "o Anacleto Campanella continua sendo usado pela AD São Caetano para jogos e treinos, sem nenhum problema de continuidade."

A nota destaca ainda que a Prefeitura também pediu reintegração de posse de outros 15 clubes que tiveram suas áreas cedidas em regime de comodato e agora passaram suas administrações para o município, sem nenhum prejuízo às atividades.

Para evitar o despejo, os advogados do clube acharam brecha no processo para tentar frear a execução. "Entramos com pedido de suspeição (ato de suspeitar) por entender que o diretor do 4º Cartório de São Caetano, Sergio Pardal, é funcionário da Prefeitura e pode influenciar o juiz em sua decisão. Pedimos o afastamento dele e do juiz do processo", explicou Eduardo Cecato.

A expectativa do advogado é que os trâmites se prolonguem até que possa haver entendimento com a Prefeitura sem necessidade de despejo.

Nairo garante que Azulão fica na cidade

O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, abriu o jogo e falou sobre a briga com a Prefeitura pela manutenção da sede social. Segundo ele, a falta de diálogo entre as partes envolvidas dificultam a resolução do problema.

"Para mim, seria fácil locar uma sala na cidade e mudar minha administração para lá. Estou lutando é pelos meus 31 funcionários, pelos 4.200 associados, pelos atletas e todos que dependem da sede. Queria que o prefeito (José Auricchio Júnior) sentasse para conversar comigo", reclama.

Apesar da relação estremecida com o município, Nairo afirma que jamais passou por sua cabeça levar o São Caetano para outra cidade. "Isso não existe. São coisas de empresários que ficam especulando. O São Caetano é patrimônio da cidade. O Nairo passa, todo mundo passa, mas o clube fica para sempre", explicou.

O dirigente lamenta que o caso tenha chegado a esfera jurídica. "Gosto do Auricchio, sempre estive ao seu lado, mas acho que não precisava de tudo isso. Nunca dependemos de nada da Prefeitura. O próprio Anacleto Campanella nós que cuidamos. Gasto em torno de R$ 8.000 por mês na manutenção do gramado. Quando houve problema de interdição, o São Caetano que bancou a liberação, enfim, enquanto nos cederem o estádio ficaremos na cidade", garante.

Nairo acredita na solução do impasse e que irá continuar na sede social. "Por tudo que representa, acho que a AD São Caetano deveria ser tratada de forma diferenciada. Mas confio no departamento jurídico e acho que eles vão conseguir sucesso nesse processo."

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