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Indústria da região deve ser diversificada

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diretores do Ciesp defendem menor dependência do setor automotivo no Grande ABC


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

07/02/2020 | 00:01


Diretores dos Ciesps (Centros das Indústrias do Estado de São Paulo) do Grande ABC defendem que a região estimule a atração de outros setores da indústria além da automotiva para não depender exclusivamente do segmento.

A avaliação dos dirigentes ao Diário aconteceu no mesmo dia em que a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou estudo sobre o comportamento do setor automobilístico nos últimos dez anos, com projeção de incertezas sobre o mercado na próxima década.

Na visão dos diretores de Ciesps, o Grande ABC necessita fomentar startups e novas tecnologias e aliá-las às vantagens da região – como mão de obra qualificada e logística.

De acordo com o diretor do Ciesp de São Bernardo, Cláudio Barberini Junior, é preciso criar ambiente de inovação e tecnologia, apostando na integração entre as instituições já presentes. “Estamos discutindo o futuro com diversas entidades. Temos uma situação futura onde as megaindústrias não vão fazer mais grandes investimentos. Temos condições de criar esse ambiente de inovação e tecnologia, com mão de obra qualificada e startups. Também temos posição geográfica privilegiada. Precisamos ficar atentos a novas tendências e fazer parte disso.”

“Na época em que o Grande ABC era um polo automotivo, porque hoje não é mais, a venda de modelos estava concentrada em Ford, Volkswagen e Fiat. Hoje foi pulverizada e os volumes caíram muito”, considerou o diretor do Ciesp Santo André, que responde por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Norberto Perrella. Segundo ele, é necessário intenso planejamento com participação do poder público. “O que falta para a região suprir o mercado automotivo? A realidade é alta tecnologia. Precisamos planejar o futuro da indústria na região e as startups podem ajudar com novas ideias.”

Para o diretor do Ciesp Diadema, Anuar Dequech Júnior, a indústria automotiva continua importante, porém, é necessário que as empresas se atualizem. “Não precisa esperar o gato subir no telhado. Daqui para frente, quem deixar para se atualizar de última hora, vai sofrer. Temos que nos reinventar”, disse.

ESTUDO
Conforme a Anfavea, nos últimos dez anos o faturamento líquido do setor automotivo nacional foi de R$ 1,6 trilhão. Em 2018, o volume foi de R$ 226 bilhões.

Esse dado vem na esteira da política nacional de fácil acesso ao crédito e isenções fiscais (como InovarAuto), vista principalmente entre 2007 e 2013. Na década, 16 montadoras foram abertas. Mas, nos últimos anos, a tendência se inverteu – a ponto de a tradicional fábrica da Ford em São Bernardo fechar as portas após cinco décadas de atividade.

Diante do novo cenário, as matrizes das grandes montadoras presentes no País já avisaram que interromperão a transferência de recursos para suas filiais, forçando-as se manter com as próprias pernas.

“A década de 2020 dá todos os sinais de que será a mais disruptiva na história do setor automotivo e da mobilidade”, considerou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, ao analisar o futuro do mercado. Ontem, além do estudo, a associação divulgou dados da produção de veículos de janeiro: 191.386 unidades no País, número que representa queda de 3,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

Venda de veículos novos tem queda de 39% na região em janeiro

O número de emplacamentos no Grande ABC em janeiro deste ano chegou a 2.529 unidades, com redução de 39% em relação ao mesmo período de 2019, ou 1.619 veículos comercializados a menos. O volume também apresentou retração em relação a 2018.

Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e abrangem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Todas as cidades da região tiveram redução, sendo a mais expressiva em São Caetano, com queda de 72,3% – de 1.022 em 2019 para 283 neste ano.

O recuo foi maior do que o observado no País, onde a redução foi de 3,19% na comparação com janeiro de 2019, totalizando 193,4 mil veículos. Para a entidade, o desempenho foi influenciado pela implantação das placas Mercosul, em São Paulo.



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