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Racismo sofrido pelos campeões mundiais em 1958 vira livro

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pelé, Garrincha e cia desmistificaram ideia de que atletas negros tremiam em momentos decisivos


Anderson Fattori

16/02/2018 | 07:00


Em junho, uma das conquistas mais importantes do futebol brasileiro faz 60 anos. Será época de reverenciar craques como Pelé, Garrincha, Didi e Djalma Santos, que puseram o Brasil pela primeira vez no hall dos campeões mundiais ao vencer a Suécia por 5 a 2. Parte crucial desta história pouca gente conhece. Além de superar os rivais, o quarteto desmistificou lenda de que negros não serviam para o futebol porque tremiam em momentos decisivos. Junto com o título da Copa de 1958, eles cicatrizaram ferida aberta desde a perda do Mundial de 1950, para o Uruguai, no Maracanã.

O assunto é a pauta do livro Campeões da Raça – Heróis Negros da Copa de 1958, escrito pelo jornalista Fábio Mendes e previsto para ser lançado em maio. Na publicação, o autor pretende mostrar como o preconceito, por mais silencioso que fosse, influenciava nas decisões tomadas dentro e fora de campo.

“Sempre me interessei por esse assunto e decidi produzir livro sobre isso. Foram dois anos de pesquisa, ouvindo fontes, colhendo depoimentos e lendo jornais para separar o que era mito e o que é verdade. Percebi o quanto este preconceito silencioso atrapalhava os jogadores negros”, constatou Fábio.

O jornalista conta que teve dificuldade para se aprofundar com personagens importantes da história – apenas seis jogadores ainda estão vivos: Pelé e Zagallo, que eram titulares, além de Mazzola, Dino Sani, Moacir e Pepe. “Mesmo passados 60 anos, esse assunto ainda é tabu entre as pessoas que vivenciaram. Era um preconceito que se arrastava desde a derrota na final do Mundial de 1950, em pleno Maracanã, e partia principalmente de uruguaios e argentinos, mas também dos próprios brasileiros”, revela.

Por mais que tivesse proposta de duas editoras, o jornalista optou por publicar o livro de forma independente e, para isso, está fazendo vaquinha virtual por meio do site www.catarse.me/campeoesdaracalivro. Ele pretende arrecadar R$ 24,5 mil para conseguir publicar a obra. 



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Racismo sofrido pelos campeões mundiais em 1958 vira livro

Pelé, Garrincha e cia desmistificaram ideia de que atletas negros tremiam em momentos decisivos

Anderson Fattori

16/02/2018 | 07:00


Em junho, uma das conquistas mais importantes do futebol brasileiro faz 60 anos. Será época de reverenciar craques como Pelé, Garrincha, Didi e Djalma Santos, que puseram o Brasil pela primeira vez no hall dos campeões mundiais ao vencer a Suécia por 5 a 2. Parte crucial desta história pouca gente conhece. Além de superar os rivais, o quarteto desmistificou lenda de que negros não serviam para o futebol porque tremiam em momentos decisivos. Junto com o título da Copa de 1958, eles cicatrizaram ferida aberta desde a perda do Mundial de 1950, para o Uruguai, no Maracanã.

O assunto é a pauta do livro Campeões da Raça – Heróis Negros da Copa de 1958, escrito pelo jornalista Fábio Mendes e previsto para ser lançado em maio. Na publicação, o autor pretende mostrar como o preconceito, por mais silencioso que fosse, influenciava nas decisões tomadas dentro e fora de campo.

“Sempre me interessei por esse assunto e decidi produzir livro sobre isso. Foram dois anos de pesquisa, ouvindo fontes, colhendo depoimentos e lendo jornais para separar o que era mito e o que é verdade. Percebi o quanto este preconceito silencioso atrapalhava os jogadores negros”, constatou Fábio.

O jornalista conta que teve dificuldade para se aprofundar com personagens importantes da história – apenas seis jogadores ainda estão vivos: Pelé e Zagallo, que eram titulares, além de Mazzola, Dino Sani, Moacir e Pepe. “Mesmo passados 60 anos, esse assunto ainda é tabu entre as pessoas que vivenciaram. Era um preconceito que se arrastava desde a derrota na final do Mundial de 1950, em pleno Maracanã, e partia principalmente de uruguaios e argentinos, mas também dos próprios brasileiros”, revela.

Por mais que tivesse proposta de duas editoras, o jornalista optou por publicar o livro de forma independente e, para isso, está fazendo vaquinha virtual por meio do site www.catarse.me/campeoesdaracalivro. Ele pretende arrecadar R$ 24,5 mil para conseguir publicar a obra. 

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