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Linha branca e móvel ganham prazo

Governo prorroga redução de IPI; benefício fiscal será estendido por até 3 meses


Erica Martin

30/06/2012 | 06:11


 

O governo prorrogou a redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para aparelhos da linha branca por mais dois meses. Já para os móveis e artigos de decoração a desoneração será estendida por mais três meses. A decisão foi anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O governo também prorrogou a isenção de PIS/Cofins para massas alimentícias até dezembro. O prazo para tributo menor terminaria hoje.

Para Miguel de Oliveira, diretor executivo de estudos econômicos da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a redução de IPI,  a queda dos juros e os prazos maiores para financiamento vão contribuir para o aquecimento da economia.

A redução dos tributos ainda não trouxe resultados animadores para os lojistas do Grande ABC. O proprietário da loja de móveis Todesco, em São Bernardo, Sérgio Todesco, conta que a demanda maior foi sentida nas três primeiras semanas de março após o governo anunciar as mudanças no imposto. No período foi registrado aumento de 20% nas vendas. "Toda notícia se não tiver certa frequência acaba caindo no esquecimento da população", destaca.

Um exemplo é um casal de Santo André, o aposentado Marino Fontanezi, 60 anos, e a mulher, a dona de casa Lídia Fontanezi, 55. "Viemos especificamente para ver o papel de parede. Sabiamos do desconto do IPI para linha branca e carro, mas para os itens de decoração não. No fim das contas conseguimos desconto de 10% à vista e pagamos R$ 826 por oito metros de papel."

Todesco concorda que o desconto é significativo para o consumidor. "Ainda mais quando se trata de produto com valor agregado alto." Ele lembra que com a alíquota de imposto zerada, um sofá de couro no valor de R$ 2.400, por exemplo, sairá por R$ 2.280 - R$ 120 de desconto . O gerente da loja Casa e Campo, Hassan Orfali, acredita que o cenário econômico está afetando as decisões de compras. "Não tivemos muito retorno financeiro com a decisão. Acho que não está sobrando dinheiro para o consumidor."

O gerente comercial da Coop, Edson Rodrigues Pereira, conta que o crescimento nas vendas das mercadorias da linha branca entre dezembro e meados de junho (sem a redução do IPI) seria de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. "Mas nossa evolução no fornecimento foi de 52% nos refrigeradores, 47% nas lavadoras e 40% nos fogões. Valor muito maior do que a média. Além disso, a prorrogação do IPI menor é importante, já que esse tipo de produto é o primeiro a sentir o impacto quando a economia não vai bem", comentou.

RENÚNCIA FISCAL - De acordo com informações do Ministério da Fazenda, a decisão de prorrogar o imposto menor implicará em renúncia fiscal de R$ 180 milhões no caso da linha branca e R$ 197 milhões para móveis. Para laminados PET, luminárias e papel de parede a renúncia é de R$ 22 milhões. No segmento de massas alimentícias, será de R$ 285 milhões até dezembro. O benefício fiscal para linha branca foi anunciada em dezembro e para os móveis, em março.

 

 



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Linha branca e móvel ganham prazo

Governo prorroga redução de IPI; benefício fiscal será estendido por até 3 meses

Erica Martin

30/06/2012 | 06:11


 

O governo prorrogou a redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para aparelhos da linha branca por mais dois meses. Já para os móveis e artigos de decoração a desoneração será estendida por mais três meses. A decisão foi anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O governo também prorrogou a isenção de PIS/Cofins para massas alimentícias até dezembro. O prazo para tributo menor terminaria hoje.

Para Miguel de Oliveira, diretor executivo de estudos econômicos da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a redução de IPI,  a queda dos juros e os prazos maiores para financiamento vão contribuir para o aquecimento da economia.

A redução dos tributos ainda não trouxe resultados animadores para os lojistas do Grande ABC. O proprietário da loja de móveis Todesco, em São Bernardo, Sérgio Todesco, conta que a demanda maior foi sentida nas três primeiras semanas de março após o governo anunciar as mudanças no imposto. No período foi registrado aumento de 20% nas vendas. "Toda notícia se não tiver certa frequência acaba caindo no esquecimento da população", destaca.

Um exemplo é um casal de Santo André, o aposentado Marino Fontanezi, 60 anos, e a mulher, a dona de casa Lídia Fontanezi, 55. "Viemos especificamente para ver o papel de parede. Sabiamos do desconto do IPI para linha branca e carro, mas para os itens de decoração não. No fim das contas conseguimos desconto de 10% à vista e pagamos R$ 826 por oito metros de papel."

Todesco concorda que o desconto é significativo para o consumidor. "Ainda mais quando se trata de produto com valor agregado alto." Ele lembra que com a alíquota de imposto zerada, um sofá de couro no valor de R$ 2.400, por exemplo, sairá por R$ 2.280 - R$ 120 de desconto . O gerente da loja Casa e Campo, Hassan Orfali, acredita que o cenário econômico está afetando as decisões de compras. "Não tivemos muito retorno financeiro com a decisão. Acho que não está sobrando dinheiro para o consumidor."

O gerente comercial da Coop, Edson Rodrigues Pereira, conta que o crescimento nas vendas das mercadorias da linha branca entre dezembro e meados de junho (sem a redução do IPI) seria de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. "Mas nossa evolução no fornecimento foi de 52% nos refrigeradores, 47% nas lavadoras e 40% nos fogões. Valor muito maior do que a média. Além disso, a prorrogação do IPI menor é importante, já que esse tipo de produto é o primeiro a sentir o impacto quando a economia não vai bem", comentou.

RENÚNCIA FISCAL - De acordo com informações do Ministério da Fazenda, a decisão de prorrogar o imposto menor implicará em renúncia fiscal de R$ 180 milhões no caso da linha branca e R$ 197 milhões para móveis. Para laminados PET, luminárias e papel de parede a renúncia é de R$ 22 milhões. No segmento de massas alimentícias, será de R$ 285 milhões até dezembro. O benefício fiscal para linha branca foi anunciada em dezembro e para os móveis, em março.

 

 

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