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Governo endurece regras para comércio, bar e restaurante

Entidades que representam segmentos criticam medidas e avaliam fortes impactos nas receitas


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

23/12/2020 | 00:05


O governo estadual anunciou ontem endurecimento de medidas no combate ao novo coronavírus para as festas de fim de ano. Apenas serviços essenciais poderão funcionar nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1º, 2 e 3 de janeiro. Lojas, bares e restaurantes, portanto, terão de baixar as portas. Decisão desagradou entidades representativas dos setores pelo fato de amargarem perdas que chegam à metade da receita esperada para dezembro, o melhor mês do ano para comércio e serviços.

“Estamos atônitos com a notícia, que surgiu como uma bomba, pois os empresários estão lutando para sobreviver. Muitos usaram o auxílio do governo para honrar a folha de pagamento, o que foi insuficiente. Agora, no fim do ano, já estávamos preparados para recuperar ao menos um pouco do prejuízo. É mês de 13º salário, e a maioria não tem como pagar”, assinala Denize Tonelotto, advogada do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC). “É uma insensibilidade do governo, às vésperas de fim do ano, decretar que não podemos funcionar nesta época. Os empresários já estavam com tudo preparado para receber clientes. Já tinham comprado insumos, muitos adquiriram para pagamento futuro, ou seja, com muita dificuldade.”

Para o presidente da Aciam (Associação Comercial e Industrial de Mauá), José Eduardo Zago, o governo está equivocado. “Ninguém lá é especialista em nada e estão prejudicando os comerciantes. Não vai melhorar nada, só piorar. Deveríamos nos manifestar, como ocorreu em Búzios (Rio de Janeiro – quando, após decisão judicial de fechar a cidade, após aumento de casos de Covid, houve protestos). Se o comércio físico não puder abrir, o ambulante tomará conta”, sentencia.

O presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial e São Bernardo), Valter Moura, avalia que as novas restrições são muito drásticas e vão aumentar as dificuldades. “Principalmente do setor de entretenimento. Vai continuar a quebradeira, infelizmente. O problema foi a flexibilização exagerada, desde antes e por causa das eleições, do próprio governo. Agora, o resultado está aí.”
 



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