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Entrega de cômoda atrasa 45 dias


Isis Mastromano Correia
Especial para o Diário

20/08/2007 | 07:13


Há mais de 95 dias a desempregada Anali Domeniqueli de Barros, 24 anos, de Santo André, aguarda a entrega da cômoda que comprou para o seu bebê, que nascerá em outubro.

Ela foi à loja Il Piccolo Sole, na Rua Jurubatuba, em São Bernardo. No momento da compra, foi informada que a entrega se daria em 50 dias, o que não ocorreu.

A loja alegou problemas com a pintura do móvel e pediu mais dez dias, mas descumpriu novamente o prometido.

“Quando finalmente trouxeram a cômoda, veio montada. Eu havia dito que queria desmontada, para não haver problemas com a entrada do móvel na casa”, reclama Anali.

Não foi possível pôr o móvel para dentro e foi, então, devolvido. A loja prometeu enviar outra cômoda, mas não o fez.

Por conta da demora, a cliente cancelou o pedido e enviou uma carta à loja, o que é recomendado pelo Procon.

“Paguei em três vezes, já descontaram todos os meus cheques e não recebi o móvel”, diz Anali mostrando seu extrato bancário onde os cheques aparecem descontados.

A fabricante da cômoda alega ter enviado outro novo móvel no dia seguinte à entrega. No entanto, Anali teria recusado o recebimento. Informou ainda que ela teria de levar outra carta ao estabelecimento, mesmo sabendo que Anali entregou o documento à loja.

“A segunda entrega não aconteceu, tanto que não tenho recibo disso”, diz.

Uma funcionária da Il Piccolo Sole justificou o atraso na entrega do segundo móvel alegando novamente problemas na pintura e pediu para que a reportagem entrasse em contato com a gerência. Ninguém do setor foi localizado até o fechamento da edição, na sexta-feira. O fabricante prometeu fazer levantamento sobre o caso e não retornou.

“Não houve cumprimento da oferta que a loja fez. A cliente pode rescindir o contrato ou pedir abatimento no preço”, diz a técnica em Defesa do Consumidor do Procon-SP Márcia Christina Oliveira.

De acordo com a técnica, Anali agiu corretamente em não sustar os cheques, fato contestado pela loja.

Segundo o Procon, a Il Piccolo Sole responde por cinco processos no órgão.



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Entrega de cômoda atrasa 45 dias

Isis Mastromano Correia
Especial para o Diário

20/08/2007 | 07:13


Há mais de 95 dias a desempregada Anali Domeniqueli de Barros, 24 anos, de Santo André, aguarda a entrega da cômoda que comprou para o seu bebê, que nascerá em outubro.

Ela foi à loja Il Piccolo Sole, na Rua Jurubatuba, em São Bernardo. No momento da compra, foi informada que a entrega se daria em 50 dias, o que não ocorreu.

A loja alegou problemas com a pintura do móvel e pediu mais dez dias, mas descumpriu novamente o prometido.

“Quando finalmente trouxeram a cômoda, veio montada. Eu havia dito que queria desmontada, para não haver problemas com a entrada do móvel na casa”, reclama Anali.

Não foi possível pôr o móvel para dentro e foi, então, devolvido. A loja prometeu enviar outra cômoda, mas não o fez.

Por conta da demora, a cliente cancelou o pedido e enviou uma carta à loja, o que é recomendado pelo Procon.

“Paguei em três vezes, já descontaram todos os meus cheques e não recebi o móvel”, diz Anali mostrando seu extrato bancário onde os cheques aparecem descontados.

A fabricante da cômoda alega ter enviado outro novo móvel no dia seguinte à entrega. No entanto, Anali teria recusado o recebimento. Informou ainda que ela teria de levar outra carta ao estabelecimento, mesmo sabendo que Anali entregou o documento à loja.

“A segunda entrega não aconteceu, tanto que não tenho recibo disso”, diz.

Uma funcionária da Il Piccolo Sole justificou o atraso na entrega do segundo móvel alegando novamente problemas na pintura e pediu para que a reportagem entrasse em contato com a gerência. Ninguém do setor foi localizado até o fechamento da edição, na sexta-feira. O fabricante prometeu fazer levantamento sobre o caso e não retornou.

“Não houve cumprimento da oferta que a loja fez. A cliente pode rescindir o contrato ou pedir abatimento no preço”, diz a técnica em Defesa do Consumidor do Procon-SP Márcia Christina Oliveira.

De acordo com a técnica, Anali agiu corretamente em não sustar os cheques, fato contestado pela loja.

Segundo o Procon, a Il Piccolo Sole responde por cinco processos no órgão.

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